sábado, 23 de julho de 2011

CADEIA DE MONTANHAS ATLAS

O conjunto de cordilheiras e planaltos localizado no norte da África deve seu nome ao gigante Atlas, deus da mitologia grega, que se rebelou contra Zeus e foi condenado a sustentar a Terra sobre os ombros.
O Atlas destaca-se no relevo africano como o  único sistema montanhoso jovem, de tipo alpino. Tem início junto ao Atlântico e atravessa o Marrocos, a Argélia e a Tunísia. Formado por dois alinhamentos paralelos, limita-se ao norte e a leste com o mar Mediterrâneo e ao sul com o deserto de Saara.
O trecho mais elevado encontra-se no Marrocos, onde essa cordilheira é conhecida como Alto Atlas ou Grande Atlas (4.165m no monte Toubkal, ponto culminante do norte da África). Ao sul, na parte ocidental do Marrocos, localiza-se o chamado Anti-Atlas, composto de vários maciços, que, estendendo-se para leste, vão ligar-se na Argélia com o Atlas saariano. Esse trecho da cordilheira é o mais extenso, formado por uma série de dobras, cujas altitudes não chegam a três mil metros.
O Atlas saariano, depois de sofrer uma interrupção na parte oriental da Argélia, reaparece na Tunísia, constituindo a dorsal tunisiana, que alcança o cabo Bom, junto ao mar Mediterrâneo. As montanhas marroquinas constituem parte dessa cadeia, sob a denominação de Médio Atlas, cujo prolongamento na Argélia dá origem ao Atlas Teliano.
O Atlas forma uma barreira entre a costa do norte da África, de clima mediterrâneo, e o Saara, privando-o de precipitações. De baixa densidade demográfica, a região do Atlas é habitada por camponeses, que vivem da agricultura e da pecuária transumante. Entre as riquezas minerais destacam-se o ferro, o cobalto, o manganês, o zinco e os fosfatos.
Fonte: Barsa.

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