quarta-feira, 27 de julho de 2011

MONTE TARANAKI


O cume do Monte Taranaki, na Nova Zelândia, é visto no domingo (12 de julho), próximo à nuvem de cinzas expelida ao longo da semana anterior pelo vulcão chileno Puyehue. As cinzas cruzaram o oceano e causaram cancelamentos de voos na Austrália e na Nova Zelândia.(G1).

FALÉSIA EM TORRES

terça-feira, 26 de julho de 2011

MAR ADRIÁTICO

A antiga cidade romana de Ádria, situada na região italiana do Vêneto, emprestou seu nome ao Adriático, mar que constituiu uma via natural de comunicação entre a Itália e o Mediterrâneo oriental.
O Adriático é um dos pequenos mares que compõem o Mediterrâneo. Localizado entre a península italiana e a balcânica, forma uma reentrância que se estende do golfo de Trieste até o canal de Otranto, através do qual se comunica com o mar Jônico. Ocupa uma área de 130.000km2, com extensão aproximada de 800km e largura média de 180km.        
Uma das principais características do Adriático é sua pouca profundidade: 1.324m na parte mais funda, ao sul. Também o nível de salinidade é pequeno, sobretudo ao norte, onde deságuam o Adigio, o Pó e outros rios. Já o golfo de Veneza é o único ponto do Mediterrâneo onde as marés atingem marcas de algum destaque: a diferença entre a preamar e a baixamar é ali mais ou menos de um metro. Baixo e retilíneo, o litoral italiano apresenta grande uniformidade, só interrompida no golfo de Veneza, no delta do Pó, nos cabos de Cônego (Ancona) e Gargano e no golfo da Manfredônia. As desfavoráveis condições naturais da costa obrigaram à ampliação artificial dos pequenos portos de Veneza, Ancona, Bari e Brindisi.
Do lado da Croácia, a costa balcânica é alta e muito recortada, com profusão de golfos, baías e ilhas, entre as quais se destacam as de Cres, Krk, Dugi, Brac, Hvar e Korcula. A estrutura do litoral é longitudinal ao norte, em Ístria e na Dalmácia, devido à presença de cadeias de montanhas submersas, que formam ilhas dispostas em sentido paralelo à praia; nessa zona não existem bons portos naturais, com exceção de Rijeka e Dubrovnik. Outras cidades litorâneas importantes são Pula, Zadar e Split. Ao sul, a costa apresenta uma estrutura transversal, com excelentes portos, como o de Durrës, na Albânia.
Historicamente, o Adriático desempenhou papel de grande importância no comércio europeu, primeiro na época romana e depois na Idade Média, sob o domínio veneziano, pois constituía o caminho marítimo mais curto para o intercâmbio de mercadorias com o Oriente. A partir do século XVII, sua função econômica se reduziu à navegação de cabotagem, e o comércio de seus portos ficou limitado ao âmbito regional. Na segunda metade do século XX, o turismo revitalizou a economia nas costas adriáticas.
Fonte: Barsa.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

BACIAS HIDOGRÁFICAS BRASILEIRAS

Bacia hidrográfica é uma área onde ocorre a drenagem da água das chuvas para um determinado curso de água (geralmente um rio). Com o terreno em declive, a água de diversas fontes (rios, ribeirões, córregos, etc) deságuam num determinado rio, formando assim uma bacia hidrográfica. Logo, uma bacia hidrográfica é formada por um rio principal (as vezes dois ou três) e um conjunto de afluentes que deságuam neste rio principal.
Principais Bacias Hidrográficas do Brasil
Bacia Amazônica
- Localizada na região norte do Brasil, é a maior bacia hidrográfica do mundo, possuindo 7 milhões de quilômetros quadrados de extensão (4 milhões em território brasileiro).
- O rio principal desta bacia é o Amazonas que nasce no Peru e depois percorre o território brasileiro.
- Possuí cerca de 23 mil quilômetros de rios navegáveis.
- Fazem parte desta bacia diversos afluentes do rio Amazonas como, por exemplo, rio Negro, Solimões, Branco, Juruá, Xingu, Japurá, entre outros.
Bacia do rio Paraná
- Possui uma extensão de, aproximadamente, 900 mil quilômetros quadrados;
- Localiza-se em grande parte na região sudeste e sul do Brasil (região de maior desenvolvimento econômico do país).
- Seu principal rio é o Paraná que recebe as águas de diversos afluentes como, por exemplo, rio Tietê, Paranapanema e Grande.
- Possui grande potencial gerador de energia elétrica. Nesta bacia encontram-se as usinas hidrelétricas de Itaipu (maior do Brasil) e Porto Primavera.
- A hidrovia Tietê-Paraná é uma importante rota de navegação nesta bacia.
Bacia do rio Paraguai
- O principal rio desta Bacia é o Paraguai.
- Grande parte desta bacia estende-se pela planície do Pantanal Mato-Grossense.
- Os rios desta bacia são muito usados para a navegação.
- O rio Paraguai drena a água de uma região de aproximadamente 1 milhão de quilômetros quadrados.
Bacia do rio Parnaíba
- Localiza-se na região nordeste, entre os estados do Ceará, Maranhão e Piauí.
- Possui, aproximadamente, 340 mil quilômetros quadrados de extensão.
- O principal rio é o Parnaíba que recebe as águas de diversos afluentes, sendo que os principais são: rios Gurguéia, Balsas, Uruçuí-Preto, Poti, Canindé e Longa.
- A principal atividade econômica desenvolvida no rio Parnaíba é a piscicultura (criação de peixes).
Bacia do Araguaia-Tocantins
- Localiza-se nas regiões central e norte do Brasil, entre os estados de Tocantins, Goiás, Pará e Mato Grosso do Sul.
- Os dois rios principais que fazem parte desta bacia são o Araguaia e o Tocantins.
- O rio Tocantins possui bom potencial hidrelétrico, sendo que nele está instalada a usina de Tucuruí.
Bacia do rio São Francisco
- Localiza-se em grande parte em território do Nordeste, entre os estados da Bahia, Sergipe e Alagoas. Porém, o trecho inicial da bacia está localizado no norte de Minas Gerais.
- Possui uma área de, aproximadamente, 650 mil quilômetros quadrados de extensão.
- O rio São Francisco é muito importante para a irrigação de terras em seu percurso e também para a navegação.
- Os principais afluentes do São Francisco são: rios Pardo, Ariranha, Grande e das Velhas.
Bacia do rio Uruguai
- Situada na região sul do Brasil, esta bacia estende-se também pelo território do Uruguai.
- Possui cerca de 180 mil quilômetros quadrados de extensão.
- Esta bacia apresenta importante potencial hidrelétrico, além de ser usado para a irrigação nas atividades agrícolas.
Bacia do rio Paraíba do Sul
- Localiza-se na região sudeste, entre os estados de São Paulo e Rio de Janeiro (maior parte).
- Sua extensão é de, aproximadamente, 300 mil quilômetros quadrados.
- O principal rio desta bacia é o Paraíba do Sul.
Fonte: SUA PESQUISA

POR QUE TEMER O ESPIRITO REVOLUCIONÁRIO ÁRABE?

O que não pode senão saltar aos olhos nas revoltas na Tunísia e no Egito é a conspícua ausência do fundamentalismo muçulmano. Na melhor tradição secular democrática, o povo simplesmente se revoltou contra um regime opressor, sua corrupção e pobreza, e exigiu liberdade e esperança econômica. Provou-se equivocada a cínica sabedoria dos liberais ocidentais, segundo a qual, nos países árabes, o senso democrático genuíno se limita a estreitas elites liberais, enquanto a vasta maioria só pode ser mobilizada através do fundamentalismo religioso ou do nacionalismo. A grande questão é: o que acontece depois? Quem vai emergir como o vencedor político?
Quando um novo governo provisório foi nomeado em Túnis, ele excluiu os islamistas e a esquerda mais radical. A reação dos presunçosos liberais foi: “ótimo, eles são basicamente o mesmo; dois extremos totalitários” – mas será que as coisas são tão simples assim? O antagonismo a longo prazo não é precisamente entre os islamistas e a esquerda? Mesmo que estejam momentaneamente unidos contra o regime, uma vez que eles se aproximam da vitória, a sua unidade racha, eles entram em luta mortal, com frequência mais cruel que aquela que compartilharam contra o inimigo comum.
Não presenciamos exatamente essa luta depois das últimas eleições no Irã? O que representavam os centenas de milhares de apoiadores de Mousavi era o sonho popular que sustentou a revolução de Khomeini: liberdade e justiça. Mesmo utópico, o sonho levou a uma explosão arrebatadora de criatividade política e social, experimentos organizativos e debates entre estudantes e pessoas do povo. Essa genuína abertura que desatou forças inauditas de transformação social, num momento em que tudo pareceu possível, foi depois gradualmente sufocada pela tomada de controle de político realizada pela hierarquia islamista.
Até no caso dos movimentos claramente fundamentalistas, não se deve perder de vista o componente social. O Talibã é regularmente apresentado como grupo fundamentalista islâmico que impõe seu regime com o terror. No entanto, quando, na primavera de 2009, eles tomaram o Vale do Swat no Paquistão, o New York Times relatava que eles arquitetaram uma “revolta de classe que explora profundas fissuras entre um pequeno grupo de ricos proprietários e seus inquilinos sem-terra”. Se, ao “aproveitar-se” da desgraça dos camponeses, o Talibã está criando, nas palavras do New York Times, “alarme com os riscos que corre o Paquistão, que permanece majoritariamente feudal”, o que impediu, então, os democratas liberais no Paquistão e nos EUA de “se aproveitarem” dessa desgraça da mesma forma e tentar ajudar os camponeses sem-terra? Será que é porque as forças feudais no Paquistão são as aliadas naturais da democracia liberal?
A inevitável conclusão a se tirar é que a ascensão do islamismo radical foi sempre o outro lado da moeda da desaparição da esquerda secular nos países muçulmanos. Quando o Afeganistão é retratado como o país ápice do fundamentalismo islâmico, quem ainda se lembra que 40 anos atrás, ele era uma nação com forte tradição secular, incluindo-se um partido comunista que tomou o poder de forma independente da União Soviética? Onde foi parar essa tradição secular?
É crucial ler os eventos atuais na Tunísia e no Egito (e no Iêmen e … talvez, oxalá, até a Arábia Saudita) em relação a esse pano de fundo. Se a situação, no fim das contas, se estabilizar, de forma que o velho regime sobreviva com alguma cirurgia cosmética liberal, ela provocará uma insuperável reação [backlash] fundamentalista. Para que o legado liberal chave sobreviva, os liberais necessitam a ajuda fraterna da esquerda radical.
Voltando ao Egito, a reação mais perigosamente oportunista foi a de Tony Blair, via CNN: a mudança é necessária, mas deve ser uma mudança estável. “Mudança estável” no Egito hoje só pode significar a concessão às forças de Mubarak através de uma ligeira ampliação do círculo dominante. É por isso que falar em transição pacífica agora é uma obscenidade: ao esmagar a oposição, o próprio Mubarak tornou isso impossível. Depois que Mubarak enviou o exército contra os que protestavam, a escolha ficou clara: ou uma mudança cosmética na qual algo muda para que tudo permaneça igual, ou uma ruptura verdadeira.
Eis aqui, então, o momento da verdade: não é possível argumentar, como na Argélia de uma década atrás, que permitir eleições realmente livres significa entregar o poder aos fundamentalistas islâmicos. Outra preocupação liberal é que não há poder político organizado para assumir o leme se Mubarak vai embora. É claro que ele não existe; Mubarak se encarregou disso ao reduzir toda a oposição a ornamentos marginais, de forma que o resultado é como o título do famoso romance de Agatha Christie, And Then There Were None [E Aí Não Sobrou Nenhum]. O argumento em favor de Mubarak—de que ou é ele ou é o caos—é um argumento contra ele.
É de tirar o fôlego a hipocrisia dos liberais ocidentais: eles publicamente apoiaram a democracia, e agora, quando o povo se revolta contra tiranos em nome da justiça e da liberdade seculares, não em nome da religião, eles ficam profundamente preocupados. Por que preocupação, por que não alegria de que a liberdade está ganhando uma chance? Hoje, mais que nunca, o dito de Mao-Tsé-Tung é pertinente: “há grande caos sob os céus– a situação é excelente”.
Para onde, então, deveria ir Mubarak? Aqui, também, a resposta é clara: para Haia. Se há um líder que merece estar lá, é ele.
Idelber Avelar

sábado, 23 de julho de 2011

CADEIA DE MONTANHAS ATLAS

O conjunto de cordilheiras e planaltos localizado no norte da África deve seu nome ao gigante Atlas, deus da mitologia grega, que se rebelou contra Zeus e foi condenado a sustentar a Terra sobre os ombros.
O Atlas destaca-se no relevo africano como o  único sistema montanhoso jovem, de tipo alpino. Tem início junto ao Atlântico e atravessa o Marrocos, a Argélia e a Tunísia. Formado por dois alinhamentos paralelos, limita-se ao norte e a leste com o mar Mediterrâneo e ao sul com o deserto de Saara.
O trecho mais elevado encontra-se no Marrocos, onde essa cordilheira é conhecida como Alto Atlas ou Grande Atlas (4.165m no monte Toubkal, ponto culminante do norte da África). Ao sul, na parte ocidental do Marrocos, localiza-se o chamado Anti-Atlas, composto de vários maciços, que, estendendo-se para leste, vão ligar-se na Argélia com o Atlas saariano. Esse trecho da cordilheira é o mais extenso, formado por uma série de dobras, cujas altitudes não chegam a três mil metros.
O Atlas saariano, depois de sofrer uma interrupção na parte oriental da Argélia, reaparece na Tunísia, constituindo a dorsal tunisiana, que alcança o cabo Bom, junto ao mar Mediterrâneo. As montanhas marroquinas constituem parte dessa cadeia, sob a denominação de Médio Atlas, cujo prolongamento na Argélia dá origem ao Atlas Teliano.
O Atlas forma uma barreira entre a costa do norte da África, de clima mediterrâneo, e o Saara, privando-o de precipitações. De baixa densidade demográfica, a região do Atlas é habitada por camponeses, que vivem da agricultura e da pecuária transumante. Entre as riquezas minerais destacam-se o ferro, o cobalto, o manganês, o zinco e os fosfatos.
Fonte: Barsa.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

A BIOSFERA

O planeta Terra possui característica singular em relação aos outros astros do sistema solar. Uma das principais é a temperatura que no caso da Terra possui uma média mundial de 15ºC, percentual esse que é distinto em relação a Mercúrio e Vênus.
No caso dos dois planetas citados, suas respectivas temperaturas médias prevalecem sempre superiores a 100ºC, nesse caso seria impossível o desenvolvimento de vida humana e de outros seres vivos. Em outros casos, alguns planetas apresentam temperaturas muito baixas, algo em torno de -40ºC.
Na Terra há um equilíbrio climático, a partir desse item favorável acrescido à existência de água, oxigênio compõe uma condição propicia ao desenvolvimento e proliferação da vida.
Biosfera significa “esfera da vida”, ou seja, onde existe vida. É justamente na biosfera que acontecem as interações entre os seres vivos e esses com os elementos naturais em diferentes lugares do mundo, dessa forma cada região do planeta possui aspectos particulares de luminosidade, relevo, clima, vegetação, água entre outros. A biosfera é o agrupamento de todos os elementos naturais que favorecem e dão condições para a manutenção da vida no planeta.
A “esfera da vida” ou biosfera é constituída por três elementos naturais de extrema importância para a vida na Terra, nesse caso estão a hidrosfera, atmosfera e litosfera. A primeira representa a esfera das águas, composta por toda água existente no planeta em diferentes lugares como em rios, lagos, geleiras, oceanos e mares. O segundo consiste na esfera dos gases, que corresponde ao conjunto de gases que envolvem a Terra e automaticamente a hidrosfera e a litosfera e que tem forte influência na composição dos climas devido à dinâmica da atmosfera e seus fenômenos e o terceiro corresponde ao conjunto, principalmente a partir de rochas e solos, onde encontramos diversos tipos de minérios.
Eduardo de Freitas


quarta-feira, 20 de julho de 2011

GLOBALIZAÇÃO E SUA INFLUÊNCIA

Podemos dizer que é um processo econômico e social que estabelece uma integração entre os países e as pessoas do mundo todo. Através deste processo, as pessoas, os governos e as empresas trocam idéias, realizam transações financeiras e comerciais e espalham aspectos culturais pelos quatro cantos do planeta.
O conceito de Aldeia Global se encaixa neste contexto, pois está relacionado com a criação de uma rede de conexões, que deixam as distâncias cada vez mais curtas, facilitando as relações culturais e econômicas de forma rápida e eficiente.
Origens da Globalização e suas Características
Muitos historiadores afirmam que este processo teve início nos séculos XV e XVI com as Grandes Navegações e Descobertas Marítimas. Neste contexto histórico, o homem europeu entrou em contato com povos de outros continentes, estabelecendo relações comerciais e culturais. Porém, a globalização efetivou-se no final do século XX, logo após a queda do socialismo no leste europeu e na União Soviética. O neoliberalismo, que ganhou força na década de 1970, impulsionou o processo de globalização econômica.
Com os mercados internos saturados, muitas empresas multinacionais buscaram conquistar novos mercados consumidores, principalmente dos países recém saídos do socialismo. A concorrência fez com que as empresas utilizassem cada vez mais recursos tecnológicos para baratear os preços e também para estabelecerem contatos comerciais e financeiros de forma rápida e eficiente. Neste contexto, entra a utilização da Internet, das redes de computadores, dos meios de comunicação via satélite etc. 
Uma outra característica importante da globalização é a busca pelo barateamento do processo produtivo pelas indústrias. Muitas delas, produzem suas mercadorias em vários países com o objetivo de reduzir os custos. Optam por países onde a mão-de-obra, a matéria-prima e a energia são mais baratas. Um tênis, por exemplo, pode ser projetado nos Estados Unidos, produzido na China, com matéria-prima do Brasil, e comercializado em diversos países do mundo.
Bolsa de valores:  tecnologia e negociações em nível mundial. Para facilitar as relações econômicas, as instituições financeiras (bancos, casas de câmbio, financeiras) criaram um sistema rápido e eficiente para favorecer a transferência de capital e comercialização de ações em nível mundial..
Investimentos, pagamentos e transferências bancárias, podem ser feitos em questões de segundos através da Internet ou de telefone celular.
Os tigres asiáticos (Hong Kong, Taiwan, Cingapura e Coréia do Sul) são países que souberam usufruir dos benefícios da globalização. Investiram muito em tecnologia e educação nas décadas de 1980 e 1990. Como resultado, conseguiram baratear custos de produção e agregar tecnologias aos produtos. Atualmente, são grandes exportadores e apresentam ótimos índices de desenvolvimento econômico e social.
Blocos Econômicos e Globalização
Dentro deste processo econômico, muitos países se juntaram e formaram blocos econômicos, cujo objetivo principal é aumentar as relações comerciais entre os membros. Neste contexto, surgiram a União Européia, o Mercosul, a Comecom, o NAFTA, o Pacto Andino e a Apec. Estes blocos se fortalecem cada vez mais e já se relacionam entre si. Desta forma, cada país, ao fazer parte de um bloco econômico, consegue mais força nas relações comerciais internacionais.
 Internet, Aldeia Global e a Língua Inglesa
Como dissemos, a globalização extrapola as relações comerciais e financeiras. As pessoas estão cada vez mais descobrindo na Internet uma maneira rápida e eficiente de entrar em contato com pessoas de outros países ou, até mesmo, de conhecer aspectos culturais e sociais de várias partes do planeta. Junto com a televisão, a rede mundial de computadores quebra barreiras e vai, cada vez mais, ligando as pessoas e espalhando as idéias, formando assim uma grande Aldeia Global. Saber ler, falar e entender a língua inglesa torna-se fundamental dentro deste contexto, pois é o idioma universal e o instrumento pelo qual as pessoas podem se comunicar.
Fonte: Sua Pesquisa.


terça-feira, 19 de julho de 2011

CLIMA DESÉRTICO

O clima desértico é aquele que ocorre nas regiões marcadas pela presença de deserto. Podemos encontrar este tipo de clima nos seguintes desertos: Saara, Arábia, Austrália, Atacama, Neguev, Kalahari, Sonora, entre outros.
O clima desértico possui as seguintes características:
- Elevada amplitude térmica (diferença entre mínima e máxima temperatura do dia). Em alguns desertos, por exemplo, a temperatura durante o dia pode chegar em 40°C e a noite pode cair para -5°C.
 - Baixíssimos índices de umidade relativa do ar. Durante o ano, a média de umidade fica em torno de 30%.
- Baixíssimo índice pluviométrico (chuvas) anual. Na média anual, regiões de clima desértico possuem índice de chuvas em torno de 200 mm. Porém, em alguns desertos, pode ficar anos sem chover.
- São típicos de regiões tropicais e subtropicais do mundo. Também é conhecido como clima árido.
Fonte: Sua Pesquisa.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

CHUVA


Embora muitas pessoas não gostem das chuvas, elas são fundamentais para o nosso planeta, pois contribuem para o desenvolvimento das diversas formas de vida (animal e vegetal).
 A chuva é um fenômeno climático que ocorre da seguinte forma:

1º - A água, quando é aquecida (pelo Sol ou outro processo de aquecimento), evapora e se transforma em vapor de água;
 2º - Este vapor de água se mistura com o ar e, como é mais leve, começa a subir;
 3º - Formam-se as nuvens carregadas de vapor de água (quando mais escura é a nuvem mais carregada de vapor de água condensado)
 4º - Ao atingir altitudes elevadas ou encontrar massas de ar frias, o vapor de água condensa, transformando-se novamente em água;
 5º - Como é pesada e não consegue sustentar-se no ar, a água acaba caindo em forma de chuva.
 Existem regiões do mundo em que ocorrem poucas chuvas. Nos desertos (Saara, Atacama, Arábia), por exemplo, o índice de umidade é baixíssimo. Isto dificulta a formação de nuvens e das chuvas. Já em regiões como a Floresta Amazônica, as chuvas ocorrem em grande quantidade em função do alto índice de evaporação da água.

Índice Pluviométrico
 Para poder acompanhar a quantidade de chuvas numa determinada região, os pesquisadores climáticos criaram o índice pluviométrico (medido em milímetros). Este é calculado da seguinte forma: as estações meteorológicas marcam um espaço no terreno de uma determinada região. Medem e acompanham a quantidade de chuva que cai ali durante o ano. Este índice é uma boa referência para se conhecer o clima de uma região.

Temporais

Muitas vezes as chuvas ocorrem em forma de temporais. Estas se caracterizam pelos ventos fortes, trovoadas e relâmpagos. Os relâmpagos são descargas elétricas provocadas pelo choque entre nuvens carregadas com muita água e energia. Já o trovão, é o som provocado por este choque.

Previsão de Chuvas
 As estações meteorológicas conseguem prever as chuvas, pois observam as imagens de satélites que mostram a posição e o deslocamento das massas de ar. Com dados de outros fatores (umidade, ventos, temperaturas) conseguem prever, com elevado índice de precisão, o horário e quantidade de chuvas.

Chuva Ácida
 Típica dos grandes centros urbanos, onde a poluição do ar é comum, é um tipo de chuva que possui grande quantidade de poluentes.Causa danos à agricultura, às árvores e até mesmo aos monumentos históricos e arquitetônicos.
Fonte: Sua Pesquisa.

A QUESTÃO DA CAXEMIRA


Com a aproximação da data da independência, as minorias hindus e muçulmanas instaladas em território adverso procuraram alcançar a segurança dos futuros Índia e Paquistão. Cerca de 11 milhões de pessoas abandonaram seus lares e mais 1 milhão pereceu chacinado por turbas fanáticas de ambas as religiões. Não obstante, permaneceram na Índia importantes grupos muçulmanos, geralmente ligados ao comércio, os quais não se mostravam dispostos a abandonar a vida que haviam construído.

Os príncipes indianos, pressionados a optar pela incorporação a um ou outro Estado, fizeram-no de acordo com sua orientação religiosa. Dois principados muçulmanos situados dentro da Índia tentaram preservar sua autonomia, mas foram invadidos pelo recém-criado Exército Indiano. O governo da Índia independente, de tendência fortemente centralista, não toleraria enclaves que pudessem estimular o separatismo das minorias.

E aí começou o problema da Caxemira. Essa vasta região montanhosa, situada no extremo norte da Índia Britânica, tem uma importantíssima posição estratégica entre o Afeganistão e o Tibete (que a China conquistaria em 1951); além disso, como fica muito perto do Tadjiquistão (então parte da União Soviética), ganhava especial relevância no contexto da Guerra Fria. Durante o domínio inglês, o Estado de Jammu e Caxemira foi governado por marajás hindus; mas 80% de seus habitantes eram muçulmanos.

Ao chegar a independência, o marajá optou por unir seu Estado à Índia, embora a maioria da população desejasse ser incorporada ao Paquistão. Estourou uma insurreição entre a comunidade islâmica, com apoio paquistanês. As forças indianas reagiram e uma guerra não-declarada entre os dois países arrastou-se até julho de 1949, quando um acordo provisório foi assinado sob os auspícios da ONU. Seguindo a linha do cessar-fogo, as porções norte e oeste da Caxemira (cerca de 40% do território) couberam ao Paquistão, que lhe deu o nome de Azad Kashmir (“Caxemira Livre”). Decidiu-se que futuramente haveria um plebiscito para definir o destino de toda a região, mas a Índia jamais aceitou cumprir essa cláusula. E, em fevereiro de 1994, o Parlamento indiano declarou solenemente que a Caxemira (incluindo o território em poder do Paquistão) é parte inseparável da União Indiana.

Uma nova guerra entre Índia e Paquistão, travada em 1965, não modificou o status quo. Atualmente, um movimento terrorista e guerrilheiro apoiado pelo Paquistão opera na Caxemira Indiana, mas vem enfrentando uma dura repressão por parte da Índia. Esta receia que eventuais concessões aos rebeldes possam estimular o separatismo dos sikhs, que são majoritários na região do Punjab, ao sul da Caxemira.

É importante salientar que a guerra de independência da Caxemira (apoiada pelo Paquistão) se deu durante o período da guerra fria, com o Paquistão recebendo apoio dos EUA e a Índia da URSS e a região da Caxemira possuía uma posição estratégica. Desta forma, o terreno ficou extremamente propício para que os países iniciassem os testes para produção de armas nucleares visto que tanto os EUA quanto a URSS não gostavam nenhum pouco da idéia de a China Popular ser a única potência em tecnologia nuclear na Ásia. Assim, a Índia realizou seu primeiro teste com uma arma nuclear em 1974 e o Paquistão em 1998 pondo à baixo todas as esperanças de um final para este conflito.

O confronto nuclear indo-paquistanês

Em março de 1998, o partido nacionalista Bharatiya Janata (BJP) venceu as eleições e assumiu o poder na Índia, com o propósito declarado de “governar para os hindus”. Em maio de 1999, a Índia realizou cinco testes nucleares no Deserto de Rajastã, junto à fronteira com o Paquistão. Este, em julho, fez seis testes semelhantes nas proximidades dos limites com o Irã – fora do raio de ação de um possível ataque de mísseis indianos.

Temos portanto dois países do Terceiro Mundo, governados por políticos nacionalistas, que são possuidores de tecnologia nuclear para fins bélicos. A Índia, apesar da miséria da maioria de sua população – que atingiu, em 1999, a marca de 1 bilhão de habitantes —, é o maior “exportador de cérebros” do mundo, coloca satélites em órbita com know-how próprio e tem submarinos atômicos. O Paquistão, militarmente mais fraco, conta com um exército bastante combativo, dispõe de mísseis com alcance maior que os da Índia e, em caso de conflito, pode vir a receber apoio de outros países muçulmanos. Obviamente, tais circunstâncias agravam a instabilidade da região.

Durante a maior parte de sua história como Estado independente, o Paquistão tem sido governado por generais tirânicos e corruptos – o que o deixou mais ou menos à margem da comunidade internacional. Todavia, com o atentado terrorista sofrido pelos Estados Unidos em setembro de 2001, o Paquistão tornou-se essencial para o projeto norte-americano de atacar os supostos esconderijos inimigos no Afeganistão. Essa nova situação já levou o FMI a conceder um generoso empréstimo ao governo paquistanês.

Fevereiro de 2010 - Índia e Paquistão retomam negociações sobre a Caxemira (BBC Brasil)


A secretária indiana Nirupama Rao encontrou o
colega paquistanês BashirA Índia e o Paquistão realizaram a primeira reunião formal para negociar a questão da Caxemira desde os ataques contra cidade indiana de Mumbai em novembro de 2008, que deixaram 173 mortos.

A reunião na capital indiana, Nova Délhi, é a primeira entre os dois países em 15 meses. A tensão entre Índia e Paquistão – que já se enfrentaram em duas guerras – voltou a crescer depois dos ataques em Mumbai. A Índia alegou que militantes baseados no Paquistão do grupo militante clandestino Lashkar-e-Taiba foram responsáveis pelos ataques. Logo depois do atentado em Mumbai, o Paquistão negou qualquer responsabilidade, mas depois admitiu que os ataques teriam sido parcialmente planejados em seu território.

A secretária indiana do Exterior, Nirupama Rao, afirmou que foram dados "os primeiros passos" para reconstruir a confiança entre os dois países, depois da reunião na capital indiana, Nova Délhi, com seu colega paquistanês Salman Bashir. Mas, Rao disse a Bashir que o Paquistão precisa se empenhar mais para acabar com as redes de militantes islâmicos em seu território. "Concordamos em manter contato", afirmou a secretária depois da reunião, sem esclarecer se vai haver outra rodada de negociações.

Pressão

Segundo analistas, as negociações de paz entre os dois países foram retomadas apenas devido à pressão dos Estados Unidos e, por isso, poucos esperam grandes mudanças.

A secretária do Exterior indiana afirmou que seu país encara as negociações com a "mente aberta, totalmente consciente da falta de confiança entre os dois países". Nirupama Rao afirmou que as negociações foram “sinceras” e que houve “boa química entre as duas delegações”. Disse ainda que o Paquistão quer retomar o diálogo sobre várias questões importantes, mas a Índia sentiu que ainda não é o momento certo para isso, pois “o clima de confiança ainda precisa ser reestabelecido”.

O secretário do Exterior paquistanês, Salman Bashir, dará uma entrevista coletiva em Nova Délhi ainda nesta quinta-feira. Bashir disse a jornalistas, ao chegar na capital indiana, achar "bom voltar". "Vim para diminuir as diferenças (entre os dois países) e espero um resultado positivo", afirmou.

Décadas de hostilidade

Na véspera das negociações, os dois países trocaram acusações a respeito da Caxemira. Guardas indianos na fronteira do território afirmaram que foram disparados tiros contra eles, vindos do lado paquistanês, na quarta-feira. O governo do Paquistão nega as acusações. Os disparos ocorreram teriam ocorrido na área de Samba, área da Caxemira administrada pela Índia.

A questão da Caxemira é o pivô de décadas de hostilidade entre a Índia e o Paquistão e também a causa de duas das três guerras entre os dois países, desde a independência paquistanesa, declarada em 1947. Milhares de soldados indianos enfrentam os insurgentes separatistas há duas décadas na região. E uma série de confrontos continuam ocorrendo a chamada Linha de Controle, que separa as áreas da Caxemira administradas pela Índia e pelo Paquistão.

A Índia informou que neste mês (fevereiro 2010) três de seus soldados foram mortos em confronto com militantes a norte de Srinagar. Autoridades informaram que pelo menos dois militantes também foram mortos. Este é o maior número de mortos registrado este ano entre as forças indianas em operação na região.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

AQUIFERO GUARANI

O Aquífero Guarani é uma reserva subterrânea de água doce (considerada até o momento a maior do mundo), localizada na região sul da América do Sul (partes do território do Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai). 
 Informações Importantes:
- O Aquífero Guarani ocupa uma extensão de terra de, aproximadamente, 1,2 milhão de quilômetros quadrados.
- Para se ter uma idéia do tamanho da reserva, ela tem capacidade para abastecer, de forma sustentável, cerca de 400 milhões de habitantes, com 43 trilhões de metros cúbicos de água doce por ano.
- A profundidade da reserva é de, aproximadamente, 1500 metros.
- No Brasil, está presente no subsolo dos seguintes estados: São Paulo, Goiás, Mato Grosso, Mato-Grosso do Sul, Paraná, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
- Ocupa também partes do território subterrâneo de outros três da América do Sul: Argentina, Uruguai e Paraguai.
- Segundo especialistas em hidrologia, a quantidade de água doce seria capaz de abastecer a população mundial por mais de cem anos. Numa possível falta de água doce no futuro, este recurso será de extrema importância para a humanidade.
- A reserva de água está protegida de contaminações e infiltrações por uma camada de rocha basáltica.
SUA PESQUISA


quarta-feira, 13 de julho de 2011

OCEANO ÍNDICO

As rotas que os navegantes árabes, e depois os europeus, abriram no oceano Índico em busca das cobiçadas especiarias, tornaram possível o contato entre os povos e civilizações de todo o Velho Mundo.O Índico é o terceiro dos oceanos terrestres em extensão, com cerca de 73.440.000km2. Sua profundidade, em média de 3.890m, alcança o máximo na fossa de Java, com 7.450m. O Índico estende-se entre três continentes: a África a oeste, a Ásia ao norte e a Oceania a leste. No sul, as águas avizinham-se do oceano Glacial Antártico, aproximadamente a partir do paralelo 45o S.
São poucos os mares secundários e golfos do Índico em comparação com os de outros oceanos; os principais são o mar Vermelho, o golfo Pérsico e o mar Arábico no noroeste; o mar de Andaman, no nordeste; o golfo de Bengala ao norte; e os mares de Timor e Arafura, o golfo de Carpentaria e a Grande Baía Australiana a leste.
Em geral, a linha de costas do oceano Índico é ligeiramente ondulada, embora em alguns setores do litoral setentrional apresente golfos e mares profundos, que adentram o continente. As ilhas principais são Madagascar, Socotra, Sri Lanka (Ceilão) e as Seychelles, todas de tipo continental; as Mascarenhas, Comores, Nova Amsterdam e Saint-Paul, de origem vulcânica; e as Laquedivas, Maldivas, Amirante e Cocos, de formação coralina. No limite oriental do oceano estende-se o arco formado pelas ilhas de Sonda, ao longo de mais de cinco mil quilômetros, de Myanmar à Austrália; figuram entre elas as de Andaman, Nicobar, Sumatra, Java e Timor.
A bacia do oceano Índico se formou durante a era mesozóica, quando o antigo continente de Gonduana se cindiu nos blocos da América do Sul, África, Austrália, Antártica e Índia. A plataforma continental do Índico é geralmente estreita e plana; as maiores larguras são alcançadas nos mares da Arábia e Andaman, no golfo de Bengala e, sobretudo, entre Austrália e Nova Zelândia (mil quilômetros). A plataforma desce num declive escarpado até o fundo do oceano, onde as dorsais (cordilheiras submarinas), dividem a bacia em vários setores.
A salinidade das águas superficiais varia de 32 por mil no nordeste a mais de 37 por mil no noroeste, sobretudo no mar Vermelho e no golfo Pérsico. Os ventos determinam o movimento das correntes oceânicas. Ao norte do equador, as monções de verão e inverno determinam a direção sazonal das correntes. Ao sul da linha do equador, as correntes são mais constantes ao longo do ano, com um movimento contrário ao dos ponteiros do relógio, determinado pelo domínio anticiclônico (altas pressões).
Na região do Índico predominam temperaturas moderadas e quentes, o que favorece a formação de recifes coralinos, onde prolifera a vida subaquática. São abundantes os recursos minerais, sobretudo nas plataformas continentais do golfo Pérsico, no mar Vermelho e no oeste da Austrália, onde se encontram importantes instalações petrolíferas. O fundo do mar Vermelho contém depósitos de ferro e cobre, e no leito oceânico acumulam-se grandes quantidades de manganês e cromo.
Egípcios, fenícios, índios, chineses, árabes e europeus singraram o Índico ao longo da história. Os primeiros estudos científicos sobre correntes, costas, ilhas e portos foram realizados pelos árabes entre os séculos IX e XV. Depois das viagens do russo Afanasi Nikitin e do português Vasco da Gama, no século XV, navegantes de diversas potências européias abriram a rota do Índico e iniciaram a exploração comercial e a colonização das costas e ilhas.
Fonte: Barsa.

CORDILHEIRA DO HIMALAIA

Escalar os principais picos do Himalaia sempre representou um desafio para o montanhista que, no impulso de vencer as dificuldades impostas pelo meio, transformou em símbolo de conquista a escalada do monte Everest.
O Himalaia é a cadeia de montanhas que apresenta as maiores altitudes do planeta. Situa-se no continente asiático e se estende pelo Paquistão, região de Cachemir, Índia, Tibet (China), Nepal e Butã. Trinta de seus picos ultrapassam 7.300m de altura e 12 deles, oito mil metros. O Everest, com 8.848m, é o pico mais alto do mundo. A cordilheira do Himalaia ocupa uma superfície de 594.400km2 e tem 2.500km de comprimento. Sua largura varia entre 200 e 400km de norte a sul. A forma desse sistema montanhoso é a de um arco convexo para o sul, que se estende de noroeste a sudeste. Podem-se distinguir várias cadeias com estrutura geológica e evolução diferentes: ao norte, o Transimalaia, que beira o planalto tibetano; o grande Himalaia, que constitui o principal eixo do sistema e apresenta os picos mais altos; e o Himalaia menor, ao sul do grande Himalaia.
A formação da cordilheira teve início na época eocena (há cerca de 38 milhões de anos) e continuou durante o resto do período terciário e no quaternário. Atualmente, ocorrem fenômenos sísmicos nas principais linhas de fratura da crosta terrestre e observa-se uma elevação dos terraços fluviais mais recentes. A rede hidrográfica da região é complexa, já que o Himalaia não é o divisor de águas entre o Tibet e a Índia. Isso pode indicar que alguns dos principais rios existem desde antes da elevação da cordilheira, o que se comprova pelo fato de que muitos deles -- Jhelun, Ganges, Ghaghra, Tista -- cruzam o Himalaia. Os dois rios mais importantes da região são o Brahmaputra, no extremo nordeste, e o Indo, no noroeste. Como outros cursos fluviais, esses rios formam vales estreitos e gargantas apertadas.
Grande parte do Himalaia permanece coberta de neve durante todo o ano. Um de seus traços mais característicos são os picos escarpados onde surgem os circos glaciais (depressões formadas em grandes altitudes) que alimentam as geleiras. A altura e a continuidade da muralha montanhosa formada pela cordilheira intervêm no clima das regiões vizinhas. As grandes montanhas impedem a passagem dos ventos frios continentais procedentes do norte em direção à Índia. A altitude do relevo barra a passagem das monções procedentes do sudoeste, o que as obriga a subir e descarregar muito de sua umidade antes de cruzar a cordilheira. Isso explica por que as precipitações (chuva ou neve) são muito mais abundantes na vertente sul ou indiana que na vertente norte ou tibetana, onde predomina a aridez.
Em função das condições ecológicas, o Himalaia é dividido em oriental e ocidental. O Himalaia oriental apresenta as maiores altitudes do sistema e registra precipitações mais abundantes. A vegetação varia de acordo com a altitude. Até cerca de 1.800m, a vegetação é tipicamente tropical. A partir daí e até 3.600m, surge o bosque temperado. Entre 3.600 e 4.800m, a vegetação é de prados. Acima dessa altitude, surgem as neves perpétuas. O Himalaia ocidental é muito mais seco que o oriental, o que determina o aparecimento de neves perpétuas acima de 5.500m e a pobreza da vegetação: até 1.000m, predomina a estepe e, acima, o bosque temperado.
A população que habita a cordilheira é muito heterogênea, mas existem três grupos principais: os indo-arianos, os drávidas e os mongóis, estes últimos o grupo mais importante. Apesar das difíceis condições impostas pelo meio, o Himalaia conta com importantes recursos econômicos. Entre eles, destacam-se terras cultiváveis, pastos, bosques e minérios, além dos rios como fonte potencial de energia elétrica.
A agricultura é particularmente diversificada nos vales e nas amplas bacias de Cachemir e do Nepal, onde o cultivo é intenso. Nas zonas mais elevadas, a agricultura itinerante se associa à pecuária transumante, com rebanhos de cabras, cordeiros e iaques. A localização do Himalaia no centro de civilizações tão diferentes como a tibetana, a nepalesa, a chinesa e a indiana favorece o desenvolvimento de intercâmbios e do comércio. Por dificuldades impostas pelo terreno, essas atividades sempre se concentraram em alguns centros urbanos. No entanto, transitam pelas rotas da cordilheira muitos peregrinos que se dirigem aos santuários religiosos.
O primeiro mapa do Himalaia foi traçado em 1590 pelo missionário espanhol Antônio Monserrate. Mais tarde, o interesse científico e esportivo despertado pelo Himalaia levou à realização de várias expedições. As primeiras remontam à chegada dos ingleses à Índia. Desde então, várias expedições tentaram conhecer a região e escalar os principais picos. Durante muito tempo foi impossível a escalada dos picos mais altos. O aperfeiçoamento técnico, no entanto, permitiu que a expedição francesa de Maurice Herzog, em 1950, alcançasse o cume I do Annapurna, com 8.091m. Três anos depois, o neozelandês Edmund Hillary e o guia (sherpa) Tensing Norgay alcançaram, pela primeira vez, o pico mais alto do mundo, o Everest.
Fonte: Barsa.

terça-feira, 12 de julho de 2011

MORRO FERRABRAZ - SAPIRANGA

O RELEVO EUROPEU

De todas as massas continentais, a Europa é a que apresenta a menor altitude média: 340m. Do ponto de vista geomorfológico, definem-se uma Europa setentrional e outra meridional.
Europa setentrional. O relevo do norte da Europa é formado por velhos maciços nivelados e planícies. As montanhas dessa região, junto com algumas mais para o sul, têm origem em dobramentos da era paleozóica. Os maciços montanhosos da Escandinávia, da Escócia e da Irlanda foram levantados durante o dobramento caledoniano, enquanto no período herciniano formaram-se as montanhas inglesas, os Urais, os Vosges, as Ardenas, a floresta Negra, o maciço xistoso renano, o Harz, a floresta da Boêmia e o maciço Central francês. Atualmente, essas montanhas são velhos pedestais rígidos e erodidos, com cumes degradados.
No norte da Europa predominam as vastas planícies. Destacam-se as bacias sedimentares de Londres, Paris, da Suábia e da Francônia, e as planícies de afundamento da Alsácia, do leito médio do Reno, da Bélgica e dos Países Baixos. A mais extensa planície européia é a grande planície oriental, que se estende pela Rússia, Romênia, Polônia e leste da Alemanha.
Europa meridional. A região sul da Europa é, de modo geral, resultado de dobramentos recentes. Foram os movimentos tectônicos do período terciário (orogenia alpina) que deram origem às longas cadeias montanhosas que se estendem desde a cordilheira Penibética, na Andaluzia, até o Cáucaso, num roteiro balizado pelos Pireneus, Alpes, Apeninos, Cárpatos e Balcãs. Nessas montanhas encontram-se os mais altos cumes da Europa, como o monte Branco (4.807m). No fim do período terciário, grandes movimentos de reajuste ergueram essas cadeias dobradas e afundaram as zonas que rodeavam as montanhas (depressões do Guadalquivir, do Ebro, da Aquitânia e planícies bávara, danubiana e panônica).
Fonte: Barsa.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

GEOLOGIA DA ÁSIA

A formação geológica do continente asiático foi longa e complexa. As plataformas pré-cambrianas, que constituem o embasamento cristalino do continente, acham-se parcialmente cobertas por sedimentos arenosos de eras distintas. Os principais lugares onde afloram essas plataformas são a Arábia, o planalto do Deccan ou Decão (na Índia), o norte da China e a Sibéria (montes Chukot e Kolima). Durante a era pré-cambriana, depositaram-se grandes sedimentos marinhos nas bacias onde hoje se situam os Urais, o planalto do Irã, os Tien Shan, os Altai, os Saian ocidentais, o sul da Sibéria e a China meridional. Na era paleozóica continuou a sucessão de transgressões e regressões marítimas, formando grandes bacias sedimentares na Sibéria ocidental (no oeste do Ienissei) e na Ásia central (Dzungária), e produziram-se os relevos correspondentes às orogenias caledoniana (Casaquistão, norte do Tien Shan, Kunlun, península de Taimir e sudeste da China) e herciniana (Urais, Altai, Tien Shan, Kunlun e Tsinling -- Qinling na moderna transliteração).
A era mesozóica foi um período de forte sedimentação, sobretudo no setor oriental do continente. Produziram-se também soerguimentos orogênicos nos montes Verkhoiansk e na Indochina. Ao fim do mesozóico, a parte setentrional estava definitivamente constituída, enquanto a parte sul, dividida em várias plataformas pertencentes à antiga Gonduana, começava a agregar-se ao resto do continente.
No começo da era cenozóica a Ásia já apresentava configuração semelhante à atual. Durante o período terciário e no princípio do quaternário, ocorreu a orogenia alpina, que atuou sobre os sedimentos mesozóicos, dobrando-os, e também sobre os antigos maciços erodidos, que se fraturaram e foram novamente soerguidos (Urais, Tien Shan, Altai, Saian). As cordilheiras originadas pelo dobramento alpino, nas quais se encontram as montanhas mais altas do mundo, se estendem entre a Anatólia e a Insulíndia, incluindo grandes maciços como os montes do Cáucaso, os Zagros, os Elburz, o Hindu Kush, o Pamir, os Karakorum, o Himalaia e os Nan Shan. O tectonismo se manifesta até hoje na atividade sísmica que afeta diversas zonas do continente, sobretudo na franja de território que se estende do Hindu Kush ao mar de Okhotsk.
Fonte: Barsa.


sábado, 9 de julho de 2011

IMAGENS DA NASA


Imagens da Nasa mostram o momento em que o ônibus espacial Endeavour se afasta da Estação Espacial Internacional e inicia seu voo de volta à Terra. A nave deve pousar no Cabo Canaveral, nos Estados Unidos, no dia 1º.(G1).

sexta-feira, 8 de julho de 2011

ANTARTIDA

As antigas crônicas de Heródoto (século V a.C.) já falavam da possível existência de uma "terra desconhecida" nos confins do hemisfério austral; mas foi preciso esperar até o século XIX para que as primeiras expedições científicas alcançassem as costas geladas da Antártida, o continente mais frio e inóspito do globo. As novas terras descobertas receberam o nome pelo qual são conhecidas (do grego anti, "contra", e arkte, "ursa") por estarem situadas no hemisfério oposto ao da constelação da Ursa Maior. Existe ainda a designação mais recente de Antártida, por analogia com geônimos do tipo Atlântida.
A Antártida tem uma superfície de aproximadamente 14.200.000km2, incluídas as barreiras de gelo e as ilhas próximas, e se situa em torno do pólo sul. O continente tem a forma de uma pêra arredondada, com dois lados bem diferenciados a partir da linha imaginária que uniria as duas grandes baías simétricas ocupadas pelos mares de Ross e Weddell. O lado oriental é um extenso planalto, situado, na maior parte, a leste do meridiano de Greenwich; o ocidental se compõe de uma série de ilhas unidas pela calota polar que as recobre e termina num prolongamento estreito, a península Antártida, orientada para o extremo meridional da América. O continente é rodeado pelo oceano Glacial Antártico, antigamente conhecido como "os mares do sul", e que na realidade consiste na união dos setores meridionais dos oceanos Atlântico, Índico e Pacífico. Grande parte dessas águas marinhas se congela, formando em torno do continente uma banquisa circular que, no inverno, chega a alcançar latitudes próximas aos 50oS.
A América fica a cerca de mil quilômetros da Antártica; a Nova Zelândia, a 2.200 e a África a 3.600. Em geral, é difícil o acesso marítimo ao continente, devido à presença de geleiras flutuantes e banquisas. As principais ilhas pertencentes à Antártida são, ao sul e a sudeste da América, a Alexandre I, a Belgrano (ou Adelaide), a Shetland do Sul, as Órcadas do Sul, as Geórgias do Sul, o arquipélago Sandwich do Sul e a ilha de Berkner, no mar de Weddell; no Atlântico meridional fica a ilha de Bouvet e, ao sul do Índico, estão as do Príncipe Eduardo, Crozet e Kerguelen; por último, ao sul da Austrália, situam-se as ilhas Macquarie, Campbell, Balleny e Roosevelt.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

CHINA X ESTADOS UNIDOS

RELEVO DA AMÉRICA

Os primeiros terrenos formaram-se na era paleozóica, em conseqüência dos dobramentos caledoniano e huroniano; data dessa fase geológica o escudo canadense, então unido ao continente Norte-atlântico (Groenlândia, América do Norte, América Central e norte da Europa), e o escudo do Brasil e das Guianas, unido ao continente de Gondwana (América do Sul, África, Índia, Austrália e Antártica). O dobramento herciniano, na última fase da era primária, deu lugar à formação dos montes Apalaches, na região oriental dos Estados Unidos.
Na era mesozóica ocorreu a separação do escudo sul-americano, que se tornou um continente independente. Na era geológica seguinte, a terciária, a América do Norte separou-se da Europa e o novo continente viu-se afetado pelos dobramentos da orogenia alpina, que deram lugar à formação das montanhas Rochosas, das cordilheiras da América Central e dos Andes.
Na parte oriental da América do Norte, o escudo canadense apresenta uma superfície muito erodida, com marcas da ação glacial do quaternário e formações montanhosas baixas na direção nordeste-sudoeste; o monte Mitchel (2.037m) é a maior elevação dos Apalaches. Mais para oeste, no centro do subcontinente, estende-se uma região de grandes planícies, bacias fluviais e, em seguida, uma grande cadeia de montanhas orientada de noroeste a sudeste e constituída por diversos conjuntos. Ao norte acham-se as cordilheiras do Alasca e de Brooks e os montes Mackenzie, nos quais se verificam altitudes elevadas, como os montes McKinley (6.194m), Logan (6.050m) e St. Elias (5.489m). As montanhas Rochosas apresentam várias ramificações (cordilheira Costeira, serra das Cascatas, cadeia Costeira, serra Nevada e cordilheira Wasatch) e planaltos entre as montanhas (Fraser, Columbia, Arizona e Colorado), com alturas superiores a quatro mil metros (Whitney, 4.418m; Rainier, 4.392m; Wilson, 4.342m; Shasta, 4.317m; e Pikes, 4.301m). No México, estendem-se as serras Madre oriental, ocidental e do sul, que bordejam o planalto central mexicano e contam com cumes vulcânicos de grande altura, como o Citlaltépetl (5.610m), o Zinantécatl (4.567m) e o Popocatépetl (5.465m)).
Na América Central, a serra Madre do Sul prolonga-se, numa sucessão de planaltos e serras de origem vulcânica, de Oaxaca, no México, até o Panamá, passando pela Guatemala, El Salvador, Nicarágua e Costa Rica. As ilhas do Caribe são montanhosas, embora pouco elevadas; a sua Maestra cubana, com alturas próximas a dois mil metros, e a cordilheira central de La Española (pico Duarte, 3.175m) são as formas de maior destaque no relevo da região. As principais planícies dessas ilhas encontram-se, em geral, na zona costeira.
O subcontinente sul-americano apresenta três grandes zonas estruturais. A parte oriental é constituída por planícies e montanhas muito erodidas: o planalto das Guianas, o planalto brasileiro e a Patagônia. A cordilheira dos Andes, a oeste, estende-se ao longo de todo o subcontinente em vários setores e com diversas ramificações. As cadeias andinas flanqueiam numerosos vales e extensos planaltos interiores, como o altiplano, situado a mais de 3.500m de altura, e a puna de Atacama. Entre os elevados cumes andinos, muitos deles de origem vulcânica, destacam-se o Aconcágua (6.959m), o Ojos del Salado (6.893m), o Huascarán (6.768m), o Llullaillaco (6.723m), o Tupungato (6.650m), o Sajama (6.520m), o Illimani (6.462m), o Coropuna (6.425m) e o Chimborazo (6.267m). Por último, cabe assinalar a presença de grandes extensões planas situadas entre os maciços orientais e as cordilheiras ocidentais. Essas terras baixas, constituídas por sedimentos terciários e quaternários, formam as bacias dos grandes rios sul-americanos: as planícies do Orinoco, a Amazônia e as planícies do Chaco, dos Pampas e da Patagônia.
Fonte: Barsa.


quarta-feira, 6 de julho de 2011

O RELEVO AFRICANO

 O continente africano é constituído basicamente por um escudo pré-cambriano de estrutura tabular, muito erodido e com grandes bacias sedimentares (Saara e Congo). Durante a era secundária, a África se separou do continente de Gonduana, do qual também faziam parte a América do Sul, a Austrália, a Índia e a Antártica. No norte, a placa africana formou, ao chocar-se com a placa eurasiática, uma zona de compressão que, durante a era terciária, originou as cordilheiras alpinas situadas dos dois lados do Mediterrâneo. No setor oriental do continente aparece, em contrapartida, um fenômeno de expansão da crosta terrestre, que se manifesta na formação de uma série de falhas tectônicas orientadas de noroeste a sudeste e de nordeste a sudeste. Tais falhas, que compõem o vale do Rift, ou "grande fossa", são a manifestação de um processo incipiente de formação de uma dorsal oceânica, cujo primeiro resultado foi a separação da península arábica e o surgimento do mar Vermelho, durante a era terciária.
A única cordilheira recente é a do Atlas, situada na zona do Magreb, entre o cabo Bon e a costa atlântica. Esse sistema montanhoso, surgido durante a fase orogênica alpina, consiste em vários alinhamentos separados por vales e planaltos internos, e seu ponto culminante é o monte Tubkhal (4.165m), no trecho mais ocidental.
Ao sul do Atlas se estende o grande planalto desértico do Saara, com superfície de 8.600.000km2 e altitude média de 450m; as depressões de Qattara (Egito) e Bodelê (Tchad), a bacia do Níger e os maciços de Ahaggar (Argélia), Tibesti (Tchad) e Marra (Sudão) são os acidentes geográficos mais importantes dessa zona, caracterizada por suas paisagens de dunas (ergs), planaltos rochosos (hamada ou tasili) e extensões pedregosas (regs). Ao sul do Sahel, zona de transição para os climas tropicais, fica o planalto do Sudão e, já na zona equatorial, se encontra a bacia do Congo, rodeada ao norte e ao sul por planaltos menores e depressões (Tchad, Nilo, Zambeze, Kalahari), a oeste pelos montes Cristal e, a leste, pelo planalto dos grandes lagos; nessa última região erguem-se os maciços de Uganda, Quênia e Tanzânia, de origem vulcânica, nos quais se localizam as maiores altitudes do continente: o Elgon (4.321m), o Quênia (5.494m), o Ruwenzori (5.119m) e o Kilimanjaro (5.895m). A nordeste do vale do Rift, está o maciço da Abissínia, dividido por uma grande fratura no sentido nordeste-sudoeste.
Fonte: Barsa.


OS BIOMAS BRASILEIROS

Podemos definir bioma como um conjunto de ecossistemas que funcionam de forma estável. Um bioma é caracterizado por um tipo principal de vegetação (num mesmo bioma podem existir diversos tipos de vegetação). Os seres vivos de um bioma vivem de forma adaptada as condições da natureza (vegetação, chuva, umidade, calor, etc) existentes. Os biomas brasileiros caracterizam-se, no geral, por uma grande diversidade de animais e vegetais (biodiversidade).
 Biomas Brasileiros
 -  Biomas Litorâneos – com um litoral muito extenso, o Brasil possui diversos tipos de biomas nestas áreas. Na região Norte destacam-se as matas de várzea e os mangues no litoral Amazônico. No Nordeste, há a presença de restingas, falésias e mangues. No Sudeste destacam-se a vegetação de mata Atlântica e também os mangues, embora em pouca quantidade. Já no sul do país, temos os costões rochosos e manguezais.
-  Caatinga – presente na região do sertão nordestino (clima semi-árido), caracteriza-se por uma vegetação de arbustos de porte médio, secos e com galhos retorcidos. Há também a presença de ervas e cactos.
 -  Campos – presente em algumas áreas da região Norte (Amazonas, Pará e Roraima) e também no Rio Grande do Sul. A vegetação dos campos caracteriza-se pela presença de pequenos arbustos, gramíneas e herbáceas.
-  Cerrado – este bioma é encontrado nos estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Tocantins. Com uma rica biodiversidade, caracteriza-se pela presença de gramíneas, arbustos e árvores retorcidas. As plantas possuem longas raízes para retirar água e nutrientes em profundidades maiores.
 -  Floresta Amazônica – é considerada a maior floresta tropical do mundo com uma rica biodiversidade. Está presente na região norte (Amazonas, Roraima, Acre, Rondônia, Amapá, Maranhão e Tocantins). É o habitat de milhares de espécies vegetais e animais. Caracteriza-se pela presença de árvores de grande porte, situadas bem próximas umas das outras (floresta fechada). Como o clima na região é quente e úmido, as árvores possuem folhas grandes e largas.
-  Mata dos Pinhais – também conhecida como Mata de Araucárias, em função da grande presença da Araucária angustifolia neste bioma. Presente no sul do Brasil, caracteriza-se pela presença de pinheiros, em grande quantidade (floresta fechada). O clima característico é o subtropical.
 -  Mata Atlântica – neste bioma há a presença de diversos ecossistemas. No passado, ocupou quase toda região litorânea brasileira. Com o desmatamento, foi perdendo terreno e hoje ocupa somente 7% da área original. Rica biodiversidade, com presença de diversas espécies animais e vegetais. A floresta é fechada com presença de árvores de porte médio e alto.
-  Mata de Cocais – presente, principalmente, na região norte dos estados do Maranhão, Tocantins e Piauí. Por se tratar de um bioma de transição, apresenta características da Floresta Amazônica, Cerrado e da Caatinga. Presença de palmeiras com folhas grandes e finas. As árvores mais comuns são: carnaúba, babaçu e buriti.
 -  Pantanal – este bioma está presente nos estados de Mato-Grosso e Mato-Grosso do Sul. Algumas regiões do pantanal sofrem alagamentos durante os períodos de chuvas. Presença de gramíneas, arbustos e palmeiras. Nas regiões que sofrem inundação, há presença de árvores de floresta tropical.
Fonte: Sua Pesquisa.

terça-feira, 5 de julho de 2011

ALCA

No ano de 1994, foi assinada, por 34 países da América, a carta de intenções que cria as diretrizes para a implementação da Alca. A formação de um bloco econômico de livre comércio nas Américas, tem por objetivo eliminar, paulatinamente, as barreiras alfandegárias entre os países. Em função do bloqueio econômico que sofre, imposto pelos Estados Unidos, Cuba não faz parte deste acordo.
 Perspectivas 
Quando estiver em pleno funcionamento, a Alca será um dos maiores blocos econômicos do mundo. Na América do Norte, já funciona o bloco econômico NAFTA ( Estados Unidos, Canadá e México ) e na América do Sul, o Mercosul ( Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai ). Em funcionamento, a Alca terá, aproximadamente um PIB (todos os países juntos) de US$ 12 trilhões e uma população de cerca de 850 milhões de habitantes.
Dificuldades de Implementação
Os Estados Unidos estão na liderança da implementação da Alca, por se tratar da maior economia da América. Interessados na abertura total dos mercados, encontram resistências de países em desenvolvimento, temerosos da implantação da Alca. Este medo vem justamente de fraquezas econômicas e pouco desenvolvimento em áreas industriais. Uma abertura geral poderia provocar a ruína de parques industriais nestes países.
O Brasil tem defendido a idéia de uma abertura gradual e de negociações feitas em blocos. Desta forma, o Brasil ganharia mais força para negociar com os Estados Unidos.
Muitos países em desenvolvimento da América Central e do Sul precisariam de investimentos bilionários em infra-estrutura para que suas economias suportem a entrada num mercado econômico do porte da Alca. Setores como o de transportes, telecomunicações, energia, água, portos e aviação devem ser reestruturados.
Também existem barreiras internas  nos Estados Unidos, pois em 1997 o então presidente Bill Clinton, não conseguiu aprovar no Congresso o chamado fast track, que seria a via rápida para a implementação da Alca. Muitos sindicatos patronais e de trabalhadores, resistem a idéia da Alca por temerem a concorrência de produtos estrangeiros. Os trabalhadores, por exemplo, temem o desemprego com o funcionamento Alca.
Um caminho inevitável
Com a globalização da economia mundial, a formação de blocos econômicos é inevitável para as economias dos países. Estes blocos proporcionam redução nas tarifas alfandegárias, facilitam a circulação de mercadorias e pessoas, alem de fomentar o desenvolvimento de infra-estrutura nos países participantes. Porém, o ideal é que estes blocos funcionem de tal forma que todos os países ganhem com este processo. No futuro, economistas dizem que as relações comerciais não mais acontecerão entre países, mas sim entre blocos econômicos. Ficar fora deles não será a via mais inteligente para países que pretendem o crescimento industrial, melhorias sociais e aumento do nível de empregos.
Fonte: SUA PESQUISA


COMBATENDO O AQUECIMENTO GLOBAL