sexta-feira, 17 de junho de 2011

GEOLOGIA DA EUROPA

A evolução geológica do continente europeu começou há três bilhões de anos e prosseguiu, de forma intermitente, até o presente. Na Europa, as rochas pré-cambrianas, cuja idade varia entre três bilhões e 570 milhões de anos, foram sucedidas por rochas das eras paleozóica, mesozóica e cenozóica. O continente europeu só tomou sua forma atual no início da época pliocênica, há aproximadamente cinco milhões de anos. Os tipos de rochas, áreas tectônicas e bacias sedimentares que se desenvolveram ao longo da história geológica da Europa têm acentuada influência nas atividades humanas atuais.
O mapa tectônico da Europa exibe a distribuição das principais unidades tectônicas do continente. A maior área constituída pelas rochas mais antigas é o escudo Báltico, que, desgastado pela erosão, deu origem a uma depressão. As rochas mais jovens estão no sistema alpino, que ainda se preserva na forma de cordilheiras. Entre essas regiões existem bacias de rochas sedimentares que formam suaves ondulações, como a bacia parisiense e o sudeste da Inglaterra, ou extensas planícies, caso da plataforma russa.
O desenvolvimento geológico da Europa pode ser sintetizado como segue. Rochas arqueanas (aquelas com mais de 2,5 bilhões de anos) são as mais antigas do período pré-cambriano e afloram no norte do escudo Báltico, na Ucrânia e no noroeste da Escócia. Duas importantes faixas orogênicas proterozóicas (com 2,5 bilhões a 570 milhões de anos) também se estendem pelas regiões central e sul do escudo Báltico. Esse escudo tem, portanto, uma origem múltipla, com rochas remanescentes de várias faixas orogênicas.
Entre 570 a 500 milhões de anos atrás, uma série de novos oceanos surgiu e seu fechamento deu origem às faixas orogênicas caledoniana, herciniana e uraliana. Há indícios de que essas faixas se desenvolveram como resultado de processos associados ao fenômeno da tectônica de placas, e cada uma delas tem uma história de várias centenas de milhões de anos. Ao se formarem, essas faixas deram origem ao supercontinente Pangéia. Sua fragmentação no início do médio triásico (há cerca de 240 milhões de anos) originou um novo oceano, o mar de Tétis.
O fechamento desse oceano nos começos do período terciário, há cerca de cinqüenta milhões de anos, por processos de subdução e tectônica de placas levou à formação do sistema orogênico alpino, que se estende do Atlântico à Turquia e contém várias faixas orogênicas separadas (que se mantêm como cadeias montanhosas), entre as quais os Pireneus, o Atlas, os Alpes austro-suíços, os Apeninos, os Cárpatos, os Alpes Dináricos e os montes Taurus e Pônticos.
Durante o tempo em que o mar de Tétis esteve aberto (há cerca de 180 milhões de anos), o oceano Atlântico também começou a se expandir, num processo que continua até hoje, ao longo da crista médio-atlântica, que forma, no leito marinho, entre as placas tectônicas norte-americana e eurasiana, enormes cordilheiras e vales submarinos. Ao longo dessa crista, estende-se uma fenda profunda através da qual ascende magma. A Islândia é uma região dessa dorsal que se elevou acima do nível do mar. A atividade tectônica mais recente no continente europeu é representada pelas erupções vulcânicas na Islândia; por vulcões como o Etna e o Vesúvio; e por terremotos, como os que ocorrem no mar Egeu e na Turquia, no sistema alpino, em conseqüência dos choques entre as placas tectônicas dos continentes europeu e africano.
Fonte: Barsa

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