quinta-feira, 30 de junho de 2011

MORRO DE SAPUCAIA - SAPUCAIA DO SUL

ÁFRICA

Desde a antiguidade a palavra África sempre se relacionou à idéia de uma terra quente e ensolarada, como parece sugerir sua origem etimológica: Sérvio Honorato, comentarista romano de Virgílio, levanta a possibilidade de que esse nome provenha do latim aprica, "ensolarado", ou do grego aphriké, "sem frio". Uma das principais características do "continente negro" é de fato o clima quente que predomina na maior parte de seu território, situado principalmente nas zonas tropicais e equatoriais.
Incluídas as ilhas litorâneas, a África tem uma superfície de 30.264.000km2, o que corresponde a cerca de um quinto das terras emersas do globo. O continente apresenta forma triangular e maciça, com costas retilíneas e estreitas e acentuada presença de planaltos e planícies. Limita-se ao norte com o mar Mediterrâneo; os golfos de Gabes (Tunísia) e Sirte (Líbia) e os cabos Espartel (Marrocos) e Bon (Tunísia) são os acidentes litorâneos mais importantes nessa zona. A leste, o canal de Suez, o mar Vermelho, o golfo de Aden e o oceano Índico assinalam o limite com o continente asiático; nesse litoral, retilíneo e rochoso em sua maior parte, destacam-se os cabos Guardafui (península da Somália) e Delgado (Moçambique). A costa atlântica, que se estende do cabo Espartel até o das Agulhas (extremo sul), apresenta ampla curva saliente em direção ao oeste, na parte setentrional, onde o cabo Verde (Senegal) marca o limite ocidental do continente; mais ao sul, o litoral se adentra em sentido contrário, formando o amplo golfo da Guiné, para continuar numa linha ligeiramente ondulada até o extremo meridional.
Os principais arquipélagos e ilhas pertencentes ao continente são, no oceano Índico, Madagascar (uma das maiores do mundo), as Mascarenhas (Reunião e Maurício), as Comores, as Seychelles, Zanzibar e Socotra; no Atlântico, a ilha da Madeira, as Canárias, Cabo Verde, Bioko, Príncipe, São Tomé, Ascensão, Santa Helena e Tristão da Cunha.
Fonte: Barsa.


quarta-feira, 29 de junho de 2011

RIO ARAGUAIA

Um dos grandes rios do Centro-Oeste brasileiro, o Araguaia sobressai como um dos mais piscosos e por formar a ilha do Bananal, santuário ecológico e a maior ilha fluvial do mundo.
O rio Araguaia é afluente da margem esquerda do Tocantins, rio da bacia amazônica. Nasce na serra Caiapó, no sul de Goiás, e corre no sentido geral sudoeste-nordeste. Um dos mais longos rios do Brasil, o Araguaia tem 1.902km, segundo o Conselho Nacional de Geografia; no passado, eram-lhe atribuídas extensões diversas, de até 2.627km. Em seu percurso, serve de limite entre os estados de Tocantins, Mato Grosso e Pará, e entre Mato Grosso e Goiás, onde se bifurca para formar a ilha do Bananal. O braço esquerdo, o maior, tem 300m de largura, e o direito, que mais adiante toma o nome de rio Javaés, 276m.
A largura média do Araguaia é de 1.600m e sua descarga na foz oscila entre 733 e 7.631m3. Navegável por 1.300km, da vila de Aruanã GO a Araguacema TO, tem como principais afluentes, pela margem esquerda, os rios Barreiros e das Mortes; pela direita, o Água Limpa e o Vermelho. O Araguaia banha as cidades de Baliza e Aragarças, em Goiás; Araguatins e Araguacema, em Tocantins; Alto Araguaia e Barra do Garça, em Mato Grosso; e Conceição do Araguaia, no Pará.
Fonte: Barsa.

terça-feira, 28 de junho de 2011

TERREMOTO NO JAPÃO

Terremoto alargou placa continental submarina do Japão em 24 metros. Aumento ocorreu no local do epicentro do terremoto. Deslocamento aconteceu 130 km mar adentro.  A placa continental epicentro do potente terremoto de 11 de março frente ao litoral oriental do Japão sofreu um alargamento de 24 metros, anunciaram nesta quarta-feira (6) os guarda-costeiros japoneses.
Sondas especiais demonstraram que uma parte do subsolo do Oceano Pacífico se alargou numa distância de 24 metros em direção leste-sudeste devido à força do terremoto, que desencadeou um enorme tsunami ao longo do litoral japonês.
Este deslocamento, que aconteceu 130 km mar adentro, foi mais de quatro vezes mais importante que o constatado em terra, na península de Oshika (província de Miyagi), onde o solo se moveu 5,3 metros.
Segundo o Instituto Americano de Geologia USGS, Honshu, a ilha principal do Japão, se deslocou 2,4 metros depois do terremoto de magnitude 9, o mais importante registrado no arquipélago japonês.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

CRISE NUCLEAR ENVOLVENDO O IRÃ


Mahmoud Ahmadinejad, 6º Presidente do IrãO programa nuclear iraniano é observado com suspeita em boa parte do mundo. O Irã afirma, no entanto, que quer somente garantir seus direitos no contexto do Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares. Os países ocidentais, sobretudo, não acreditam nas declarações das lideranças iranianas que sempre reiteram sua intenção pacífica, já que o programa serviria apenas a objetivos energéticos civis.
A opinião pública mundial tomou consciência do programa atômico iraniano em 2002. Foi quando a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), com sede em Viena, foi informada pelos serviços secretos de alguns Estados que Teerã estaria trabalhando no enriquecimento autônomo de urânio. De fato, um ano mais tarde, encontraram-se vestígios de urânio enriquecido nas instalações atômicas de Natanz.
À notícia de que a República Islâmica do Irã teria escondido por 18 anos seu programa nuclear, a comunidade internacional abriu os ouvidos, e exigiu negociações imediatas. Enquanto os reformistas ainda estiveram no poder em Teerã, isso foi tarefa fácil. A eleição de Mahmud Ahmadinejad, em meados de 2005, trouxe consigo uma mudança. Pois o radical presidente não cedeu, e enfatizou repetidamente: "Só aceitamos o nosso direito no contexto do Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares, nada mais e nada menos".
 Posição de desconfiança
Essa frase caracteriza o discurso iraniano até hoje. Pois, em seu artigo quarto, o Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares, que a República Islâmica do Irã ratificou – ao contrário do Paquistão, Índia e Israel – garante o direito inalienável a todos os signatários do tratado de "desenvolverem a pesquisa, a produção e a utilização da energia nuclear para fins pacíficos".
A todos os signatários do documento – e portanto ao Irã também – garante-se a possibilidade de participar "no mais amplo intercâmbio possível de equipamento, materiais e informação". Especialmente devido à ação dos Estados Unidos, o Irã está excluído, no entanto, desse legítimo intercâmbio. Por esse motivo, o regime dos mulás obtém seu saber nuclear por canais ocultos – mais especificamente através do Paquistão, um aliado controverso de Washington na luta contra o terrorismo. Ainda por cima, devido ao isolamento do Irã, a posição de Ahmadinejad perante qualquer parceiro de negociações é de desconfiança. "Eles acham que estão lidando com uma criança de quatro anos de idade, a quem basta oferecer alguns castanhas ou chocolate para lhe tirar o ouro. Não precisamos da ajuda dos europeus. Quando foi que pedimos ajuda a vocês? Quando foi que lhe pedimos qualquer coisa para que vocês possam agora, com provocações, privar-nos do nosso direito ao desenvolvimento tecnológico? A nação iraniana não irá suspender nem interromper o enriquecimento [de urânio]", declarou o chefe de Estado.
Resoluções da ONU
Irã desenvolveu secretamente instalações nuclearesNo início de 2006, o Irã conseguiu até dominar o ciclo completo do combustível nuclear e produzir urânio com um nível de enriquecimento de 3,5%. Isso é suficiente para a geração de energia, mas não para a produção de armas nucelares. Naquele momento, o Irã dispunha de 164 centrífugas. Hoje, diz-se que o país já possui 8 mil. Em setembro de 2009, Teerã admitiu estar construindo uma segunda usina de enriquecimento de urânio próximo à cidade de Qom, onde ainda não teria sido instalada, até agora, nenhuma centrífuga.
O Conselho de Segurança da ONU já aprovou, até o momento, quatro resoluções contra o programa nuclear iraniano, as quais Teerã ignorou. O programa nuclear é endossado pela grande maioria dos iranianos, e visto como uma questão de prestígio nacional.

"Estardalhaço absurdo"
No entanto, a posição rígida e inflexível assumida pelo presidente é motivo frequente de crítica. Como salientou o ex-presidente Akbar Hashemi Rafsanjani, não se deve provocar guerra devido à disputa atômica.
Ao mesmo tempo, Rafsanjani alertou o Ocidente: "Através de resoluções vocês não chegarão a lugar nenhum, só criam problemas para vocês, para o mundo e principalmente para nossa região. O caminho certo é parar com esse estardalhaço absurdo". Através das reações dos EUA e de Israel, pode-se notar o quão explosiva é a disputa em torno do programa nuclear iraniano. Ambos os países já consideraram a possibilidade de empreender ataques militares contra o Irã, algo que continuam a ver como uma possível opção.

O Irã tem desafiado uma resolução do Conselho de Segurança da ONU que ordena a suspensão do enriquecimento de urânio no país.
No dia 25 de setembro deste ano (2009), o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, acusou o governo iraniano de construir uma segunda usina de enriquecimento. O Irã afirmou que o local se tratava apenas de uma usina piloto e permitiu a inspeção de agentes da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), em 25 de outubro.
No final de novembro, o Irã recusou uma proposta da AIEA, apoiada pelos principais países do Ocidente, que previa que 70% do urânio iraniano com baixo grau de enriquecimento fosse enviado à Rússia e à França para ser enriquecido e transformado em combustível nuclear, a fim de ser usado no Irã.
A proposta poderia por fim à tensão provocada pelas ambições nucleares de Teerã. O governo iraniano diz que o seu programa nuclear tem fins pacíficos, mas vários países, entre eles os Estados Unidos, temem que ele seja usado para desenvolver armas atômicas.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Manouchehr Mottaki, disse, no entanto, que o país não aceita enviar seu urânio para enriquecimento no exterior, mas aceitaria a possibilidade de trocar o urânio por combustível nuclear dentro do próprio território iraniano.
Confira uma lista de perguntas que explicam a crise nuclear envolvendo o Irã.
O que se sabe sobre a segunda usina de enriquecimento de urânio?
A usina fica perto de Qom em uma montanha num local chamado Fordu. O presidente Obama disse que o tamanho e espaço da usina era "inconsistente" com um programa nuclear pacífico, o que provavelmente significa que o local era muito pequeno para enriquecer urânio suficiente para produção de combustível e grande o bastante para enriquecer o necessário para uma bomba. A AIEA realizou uma inspeção em outubro e afirmou que a usina tem espaço para 3 mil centrífugas. O diretor da AIEA, Mohamed El-Baradei descreveu o local como "um buraco em uma montanha" e que não há nada para se preocupar. Apesar disso, o relatório levantou dúvidas sobre a possibilidade de existirem outras usinas secretas e disse que a discrição que envolveu a construção desta usina "não contribuiu para a construção da confiança".
Por que o Irã está recusando obedecer as resoluções do Conselho de Segurança?
O Tratado de Não-Proliferação Nuclear (NPT, na sigla em inglês) prevê que cada Estado signatário tem o direito de enriquecer urânio para ser usado como combustível para a energia nuclear civil. Esses Estados devem permanecer sob inspeção da AIEA e o Irã é um deles. Apesar disso, apenas os Estados signatários que já possuíam armas nucleares no ato da assinatura do Tratado, em 1968, podem enriquecer urânio ao nível necessário para a produção de uma arma nuclear. O Irã diz que está fazendo apenas o que é previsto no Tratado e pretende apenas enriquecer urânio ao nível necessário para uma usina de energia para combustível. O país ainda responsabiliza as resoluções do Conselho de Segurança de pressão política pelos Estados Unidos e seus aliados e argumenta que precisa de energia nuclear e quer o controle desse processo. O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, já repetiu diversas vezes que não irá se render à pressão internacional.
O que o Irã diz sobre o desenvolvimento de armas nucleares?
O governo diz que não descumprirá as obrigações previstas no NPT e não usará a tecnologia para produzir uma bomba nuclear. Em 18 de setembro, o presidente Ahmadinejad disse à NBC News que "não precisamos de armas nucleares, não é parte do nosso programa ou de nossos planos". Ele disse ainda que os Estados que possuem armas nucleares deviam desarmar-se. Logo depois, o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, também afirmou: "nós fundamentalmente rejeitamos as armas nucleares".
Por que o Conselho de Segurança ordenou que o Irã interrompesse o enriquecimento?
Porque a tecnologia usada para enriquecer urânio para uso combustível como energia nuclear também pode ser usada para enriquecer o urânio ao nível necessário para a produção de uma explosão nuclear. Há receio de que o Irã esteja ao menos tentando adquirir experiência para que um dia tenha a opção para produzir uma bomba. O Irã escondeu o programa de enriquecimento por 18 anos, então o Conselho de Segurança disse que até que as intenções pacíficas do programa nuclear do país possam ser estabelecidas por completo, o país deve interromper o enriquecimento e algumas outras atividades nucleares. A ordem do Conselho é obrigatória e substitui outros direitos.
Que sanções já foram impostas contra o Irã?
Em março de 2008, a ONU impôs uma última rodada de sanções, que incluem a proibição de viagens internacionais para cinco autoridades iranianas e o congelamento de ativos financeiros no exterior de 13 companhias e de 13 autoridades iranianas. A resolução também impede a venda para o Irã dos chamados itens de "uso duplo" - que podem ter tanto objetivos pacíficos como militares. Em 10 de junho de 2008 os Estados Unidos e União Europeia anunciaram que estariam dispostos a reforçar as sanções com medidas adicionais. Treze dias depois, a EU concordou em congelar bens do maior banco iraniano, o Banco Melli, e estender a proibição de vistos para iranianos envolvidos no desenvolvimento do programa nuclear. Ainda em junho daquele ano, o então representante da União Europeia para política externa, Javier Solana apresentou, em nome de China, UE, Rússia e Estados Unidos um pacote de incentivos econômicos ao Irã em troca de garantias de que o país não irá fabricar armas nucleares. Um porta-voz do governo respondeu que a posição do país sobre seus direitos de desenvolver seu programa nuclear permaneceria a mesma.
Quais novas sanções seriam possíveis?
A Rússia e a China estão relutantes em concordar com novas sanções do Conselho de Segurança. Por isso, uma coalizão de países, que inclui a União Europeia, podem tomar algumas ações separadamente. Já foi considerado parar a exportação de produtos de petróleo refinado para o país. Apesar da riqueza petroleira, o Irã não consegue produzir uma quantidade suficiente desses produtos sozinho. Apesar disso, há oposição à essa ideia porque poderia afetar a população geral. Pode haver esforços para conseguir uma proibição para o investimento de petróleo e gás e em negócios financeiros.
Alguns incentivos estão sendo oferecidos ao Irã. Quais são eles?
Estados Unidos, Rússia, China, Grã-Bretanha, França e Alemanha afirmam que se o Irã suspender o enriquecimento de urânio, podem começar as negociações para um acordo de longo prazo. A oferta prevê ao reconhecimento do direito do Irã desenvolver energia nuclear para fins pacíficos e o diz ainda que o Irã será tratado "da mesma maneira" que outros Estados signatários do Tratado de Não-Proliferação. O Irã teria ajuda para desenvolver usinas de energia nuclear e teria garantias de combustível para as usinas. Além disso, receberia concessões comerciais, inclusive o possível fim das sanções dos EUA, que proíbe o país, por exemplo, de comprar novas aeronaves civis e equipamentos para os aviões.
Quais são as chances de um ataque contra o Irã?
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, já falou diversas vezes do que acredita ser uma ameaça em potencial do Irã. Há relatos de que Israel tenha realizado um grande exercício aéreo, considerado um teste para uma eventual ofensiva contra o território iraniano. O governo de Israel não acredita que os meios diplomáticos forçarão o Irã a suspender o enriquecimento de urânio e não quer Teerã sequer desenvolva capacidade técnica para produzir uma bomba nuclear. Portanto, a possibilidade de um ataque de Israel permanece.
Já é tarde demais para fazer o Irã parar de adquirir tecnologia para enriquecimento de urânio?
O Irã acha e já afirmou que sim. O aiatolá Khamenei considera a capacidade de enriquecer urânio "uma grande vitória". De acordo com Mohamed El-Baradei, os últimos acontecimentos tornaram a atual estratégia obsoleta e o Irã deve agora ser autorizado a realizar um enriquecimento limitado, mas sob supervisão rigorosa. A sugestão foi rejeitada pelos Estados Unidos e seus aliados.
Afinal, o que, na prática, impede o Irã de fazer uma bomba nuclear?
Especialistas acreditam que o Irã poderia enriquecer urânio suficiente para construir uma bomba em alguns meses. Entretanto, o país aparentemente ainda não detém o domínio da tecnologia para criar uma ogiva nuclear. Em teoria, o Irã poderia anunciar que está abandonando o Tratado de Não-Proliferação das armas nucleares e, três meses depois de fazê-lo, estaria livre para fazer o que bem entendesse. Mas ao fazer isso, o país estaria sinalizando suas intenções e ficaria vulnerável a ataques. Se o Irã tentasse obter secretamente o material para fazer uma bomba e o plano fosse descoberto, o país estaria vulnerável da mesma forma. Por isso, Baradei acredita que a ameaça de que o Irã desenvolva uma bomba atômica tem sido exagerada.
Os países que já têm armas nucleares e são signatários do tratado de Não-Proliferação nuclear não se comprometeram a acabar com esses armamentos?
O artigo 6º do Tratado obriga os signatários a "fazer negociações de boa-fé sobre medidas que levem ao fim da corrida armamentista nuclear em uma data próxima e ao desarmamento nuclear". As potências nucleares alegam que têm feito isso ao reduzir seus arsenais, mas críticos alegam que eles, na verdade, não tem seguido no caminho do desarmamento. Analistas também argumentam que os Estados Unidos e a Grã-Bretanha violaram o tratado ao transferirem tecnologia nuclear de um para o outro.
E Israel, inimigo do Irã na esfera internacional, tem bombas nucleares?
Sim. Contudo, como Israel não é signatário do Tratado de Não-Proliferação Nuclear, não é obrigado a obedecê-lo. O mesmo pode ser dito da Índia ou do Paquistão, dois países que têm armamentos nucleares. A Coreia do Norte abandonou o tratado e anunciou que também tem a capacidade de ter bombas atômicas. Em 18 de setembro de 2009, a AIEA pediu a adesão de Israel ao NPT ou que o país permita que suas instalações nucleares sejam inspecionadas. Israel se recusa a aderir ao acordo ou permitir a supervisão. Acredita-se que o país tenha até 400 ogivas nucleares, mas se nega a confirmar ou confirmar isso.
Fonte: BBC Brasil

IMIGRAÇÃO JAPONESA

O primeiro navio a aportar no Brasil com imigrantes japoneses, em 18 de junho de 1908, o Kasato Maru, chegou ao porto de Santos, no Estado de São Paulo, trazendo 165 famílias que vinham trabalhar nos cafezais do Oeste Paulista. Essa viagem simboliza o marco inicial da imigração japonesa para o Brasil.
A aproximação entre Brasil e Japão teve início com a promulgação da Lei nº 97, de outubro de 1892, que permitia a imigração asiática. As negociações para estabelecer japoneses no Brasil culminaram no Tratado de Amizade, Comércio e Navegação Japão-Brasil, firmado em novembro de 1895. Um dos objetivos do tratado era o de se conseguir mão-de-obra para a cafeicultura brasileira, especialmente em São Paulo.
Após 1908, nos primeiros sete anos, vieram mais 3.434 famílias (14.983 pessoas). Com o começo da
Primeira Guerra Mundial (1914), a imigração explodiu: entre 1917 e 1940 chegaram mais 164 mil japoneses para o Brasil, sendo que 75% deles se dirigiram para São Paulo, já que o estado concentrava a maior parte dos cafezais.
A onda migratória japonesa para o Brasil trouxe, segundo a Embaixada do Brasil em Tóquio, 188.986 imigrantes no período que vai da chegada do Kasatu Maru até 1941. O fluxo migratório cessou quase que totalmente no final da década de 1950, contando-se, naquela época, quase 200 mil japoneses estabelecidos no país.
Estima-se que, atualmente, vivem cerca de 1 milhão e 500 mil descendentes de japoneses no Brasil. A imensa maioria reside no Estado de São Paulo (principalmente na capital e nas cidades de Mogi das Cruzes, Osvaldo Cruz e Bastos) e no norte do Paraná (municípios como Maringá, Assaí ou Londrina). Há também pequenas comunidades no Pará, atraídas inicialmente pelo cultivo da pimenta-do-reino.
Japoneses espalhados pelo mundo
É difícil calcular com precisão o tamanho das comunidades japonesas espalhadas, atualmente, pelo mundo. Todas as pessoas com ascendência nipônica são consideradas japonesas, independentemente de onde estejam ou de quem tenha sido seu último parente nascido no Japão. Por isso, o governo japonês não tem controle sobre o nascimento e a movimentação de todos os descendentes.
O que existe são estimativas feitas pelos países que recebem os imigrantes desde os primeiros fluxos emigratórios, iniciados no final do século 19, quando a Revolução Meiji deu início a uma modernização sem igual no país.

Estimativa de comunidades japonesas no mundo
·  Brasil
- 1 milhão e 500 mil (46%).
- Quando começaram a chegar: 1908.
- O Brasil precisava de mão-de-obra nas lavouras de café.
·  Estados Unidos
- 1 milhão e 200 mil (37%).
- Quando começaram a chegar: 1858.
- Os primeiros imigrantes japoneses foram trabalhar nos canaviais do Havaí. Em 1924, quase 300 mil imigrantes moravam nos EUA.
·  China
- 115 mil (3,5%).
- Quando começaram a chegar: 1894.
- Os japoneses chegaram, a princípio, para lutar por territórios como a Manchúria. Em 1932, o governo passou a incentivar a emigração, com o intuito de, por meio da agricultura, criar raízes definitivas no país.
·  Canadá
- 85 mil (2,6%).
- Quando começaram a chegar: 1877.
- O objetivo dos japoneses era fugir da crise que se instalou no país ao final da Era Meiji. Em 1908, quando uma lei canadense restringiu a imigração nipônica, os nikkeis (descendentes de japoneses) chegavam a 18 mil.
·  Peru
- 81 mil (2,5%).
- Quando começaram a chegar: 1899.
- Trabalharam nas plantações de cana-de-açúcar e algodão, nos vales da costa central.
·  Reino Unido
- 51 mil (1,5%).
- Quando começaram a chegar: 1863.
- O objetivo principal é o estudo. Como conseqüência, o Reino Unido foi a porta de entrada da cultura japonesa no continente europeu.
·  Outros países: 6,9% do total de nikkeis espalhados pelo mundo.
·  Os japoneses que deixam o Japão para viver em outros países chamam-se isei. Os filhos de japoneses são chamados de nisei; os netos, sansei; e os bisnetos, yonsei.
Ronaldo Decicino


segunda-feira, 20 de junho de 2011

ÁSIA

A variedade geográfica e humana é o traço marcante do continente asiático, o maior em área e população. Altas cordilheiras, tundras e taigas intermináveis, desertos adustos, vales e planícies férteis, densas selvas tropicais se sucedem por toda a Ásia, criando enorme multiplicidade de formas de vida e culturas adaptadas às condições locais.
O termo Ásia, usado pelos antigos gregos para designar as terras a leste de Hélade (Grécia), é talvez oriundo do assírio asu, que significa "leste".
A Ásia tem uma extensão de 44.614.319km2, o que representa aproximadamente três quintos da superfície do globo. O limite setentrional do continente é o oceano Glacial Ártico, entre o estreito de Bering, que separa a Ásia da América, e a ilha de Nova Zembla. As penínsulas de Tchukotskiy, Taimir, Gida e Yamal são as principais saliências do litoral ártico, cuja linha engloba os mares da Sibéria Oriental, Laptev e Kara.
A leste se encontram os mares de Bering, Okhotsk, do Japão, Amarelo, da China Oriental e da China Meridional, todos com saída para o oceano Pacífico. Nessa costa oriental ficam as penínsulas de Kamchatka, da Coréia e da Indochina. O oceano Índico e seus prolongamentos -- mar de Andaman, golfo de Bengala e mar da Arábia --, banham o sul da Ásia, recortado pelas penínsulas de Malaca, a indiana e a arábica.
Fonte: Barsa.

O istmo de Suez, hoje atravessado por um canal artificial, une a Ásia, pelo sudoeste, ao continente africano, enquanto a costa mediterrânea da Turquia, os estreitos de Dardanelos e de Bósforo, o mar Negro, o mar de Azov, o rio Kuma, a margem setentrional do mar Cáspio e a encosta oriental dos Urais marcam, aproximadamente, o limite ocidental com a Europa, que na realidade é uma península da Ásia (Eurásia), separada desse continente por motivos históricos e culturais.

Consideram-se asiáticas, ainda, as ilhas de Wrangel, Nova Sibéria, Severnaya Zemlya e Nova Zembla (Novaya Zemlya), no Ártico; as de Sacalina, Kurilas, o arquipélago do Japão, Formosa (Taiwan), Hainan, as Filipinas, as Sulawesi (Celebes), as Molucas, Bornéo, Java, Sumatra, Bali, Flores e as demais ilhas pertencentes ao arquipélago da Insulíndia, no Pacífico; e as de Andaman, Nicobar, Sri Lanka (antigo Ceilão), Maldivas e Laquedivas, no Índico.

sábado, 18 de junho de 2011

VULCÃO NA ISLÂNDIA


As cinzas do vulcão islandês Grimsvötn, que entrou em atividade , formam nuvem de cinzas que chega a 10 km de altura. Cratera continua expelindo cinzas nesta segunda-feira (23  de maio) e fenômeno já afeta a capital islandesa Reykjavik.


sexta-feira, 17 de junho de 2011

GEOLOGIA DA EUROPA

A evolução geológica do continente europeu começou há três bilhões de anos e prosseguiu, de forma intermitente, até o presente. Na Europa, as rochas pré-cambrianas, cuja idade varia entre três bilhões e 570 milhões de anos, foram sucedidas por rochas das eras paleozóica, mesozóica e cenozóica. O continente europeu só tomou sua forma atual no início da época pliocênica, há aproximadamente cinco milhões de anos. Os tipos de rochas, áreas tectônicas e bacias sedimentares que se desenvolveram ao longo da história geológica da Europa têm acentuada influência nas atividades humanas atuais.
O mapa tectônico da Europa exibe a distribuição das principais unidades tectônicas do continente. A maior área constituída pelas rochas mais antigas é o escudo Báltico, que, desgastado pela erosão, deu origem a uma depressão. As rochas mais jovens estão no sistema alpino, que ainda se preserva na forma de cordilheiras. Entre essas regiões existem bacias de rochas sedimentares que formam suaves ondulações, como a bacia parisiense e o sudeste da Inglaterra, ou extensas planícies, caso da plataforma russa.
O desenvolvimento geológico da Europa pode ser sintetizado como segue. Rochas arqueanas (aquelas com mais de 2,5 bilhões de anos) são as mais antigas do período pré-cambriano e afloram no norte do escudo Báltico, na Ucrânia e no noroeste da Escócia. Duas importantes faixas orogênicas proterozóicas (com 2,5 bilhões a 570 milhões de anos) também se estendem pelas regiões central e sul do escudo Báltico. Esse escudo tem, portanto, uma origem múltipla, com rochas remanescentes de várias faixas orogênicas.
Entre 570 a 500 milhões de anos atrás, uma série de novos oceanos surgiu e seu fechamento deu origem às faixas orogênicas caledoniana, herciniana e uraliana. Há indícios de que essas faixas se desenvolveram como resultado de processos associados ao fenômeno da tectônica de placas, e cada uma delas tem uma história de várias centenas de milhões de anos. Ao se formarem, essas faixas deram origem ao supercontinente Pangéia. Sua fragmentação no início do médio triásico (há cerca de 240 milhões de anos) originou um novo oceano, o mar de Tétis.
O fechamento desse oceano nos começos do período terciário, há cerca de cinqüenta milhões de anos, por processos de subdução e tectônica de placas levou à formação do sistema orogênico alpino, que se estende do Atlântico à Turquia e contém várias faixas orogênicas separadas (que se mantêm como cadeias montanhosas), entre as quais os Pireneus, o Atlas, os Alpes austro-suíços, os Apeninos, os Cárpatos, os Alpes Dináricos e os montes Taurus e Pônticos.
Durante o tempo em que o mar de Tétis esteve aberto (há cerca de 180 milhões de anos), o oceano Atlântico também começou a se expandir, num processo que continua até hoje, ao longo da crista médio-atlântica, que forma, no leito marinho, entre as placas tectônicas norte-americana e eurasiana, enormes cordilheiras e vales submarinos. Ao longo dessa crista, estende-se uma fenda profunda através da qual ascende magma. A Islândia é uma região dessa dorsal que se elevou acima do nível do mar. A atividade tectônica mais recente no continente europeu é representada pelas erupções vulcânicas na Islândia; por vulcões como o Etna e o Vesúvio; e por terremotos, como os que ocorrem no mar Egeu e na Turquia, no sistema alpino, em conseqüência dos choques entre as placas tectônicas dos continentes europeu e africano.
Fonte: Barsa

quinta-feira, 16 de junho de 2011

OCEANIA

O isolamento da Oceania em relação aos demais continentes e a enorme dispersão das ilhas que a compõem propiciaram uma evolução singular de suas etnias e culturas, bem como de sua flora e fauna.
A Oceania é um dos continentes e compreende a Austrália (com a Tasmânia) e os arquipélagos da Nova Zelândia, Melanésia, Micronésia e Polinésia. O conjunto abrange mais de dez mil ilhas e perfaz uma superfície de quase nove milhões de quilômetros quadrados, dos quais nove décimos correspondem à Austrália e à Nova Zelândia. A extensão oceânica é enorme: da Nova Zelândia à costa da Califórnia, nos Estados Unidos, distam 10.800km, mais de um quarto da circunferência terrestre na linha do equador. Em mais de metade desse caminho só existe mar.
Fonte: Barsa.


quarta-feira, 15 de junho de 2011

VULCÃO NO CHILE


A erupção do vulcão Puyehue no sul do Chile no fim de semana provocou imagens impressionantes de raios vermelhos no céu.
Fonte: R7.

terça-feira, 14 de junho de 2011

CIDADES BRASILEIRAS NÃO TEM PLANEJAMENTO

Ângelo Tiago de Miranda*
 
O processo de crescimento e expansão das cidades brasileiras tem ocorrido sem um planejamento adequado, o que provoca conseqüências drásticas no meio ambiente urbano dos municípios, dentre elas, uma das piores conseqüências, a falta de saneamento básico.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, entende-se por saneamento básico o controle de todos os fatores do meio físico que exercem ou podem exercer efeitos nocivos à saúde e ao bem-estar físico, mental ou social. Assim, o saneamento básico não se restringe somente ao abastecimento de água e à rede coletora de esgotos, mas inclui também a limpeza pública e a coleta de lixo.
O Brasil tem passado por um acelerado processo de industrialização /urbanização, aumentando rapidamente o número de habitantes nas cidades. Apenas na segunda metade do século 20, a população urbana passou de 19 milhões para 138 milhões. Este fato aumentou o número e o tamanho das cidades como nunca ocorreu antes. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de urbanização no país era, em 1950, de 36%; em 2000, ela chegou a 81%.
O quadro da situação brasileira referente às condições de saneamento básico pode ser traçado a partir dos dados divulgados pela Pesquisa Nacional de Saneamento Básico 2000, realizada pelo IBGE. A análise dos dados revela a precariedade das condições ambientais das cidades brasileiras. O Gráfico 1 fornece uma visão generalizada do saneamento básico, permitindo verificar a evolução da cobertura dos serviços de abastecimento de água por rede geral, de esgotamento sanitário e de coleta de lixo:
Esgotamento sanitário
Esgotamento sanitário é o conjunto de obras e instalações destinadas para coleta, transporte, afastamento, tratamento e disposição final das águas residuárias da comunidade, de uma forma adequada do ponto de vista sanitário.
Entre os serviços de saneamento básico, o esgotamento sanitário é o que tem menor presença nos municípios brasileiros. Dos 5.507 municípios, apenas 52,2% eram servidos, em 2000, por algum tipo de esgotamento sanitário. Dessa forma, a situação do esgotamento sanitário dos municípios ainda tem um longo caminho a percorrer para atingir uma condição satisfatória.
Conforme a Tabela 1, colocada abaixo, 47,8% dos municípios brasileiros não têm coleta de esgoto. O Norte é a região com a maior proporção de municípios sem coleta (92,9%), seguido do Centro-Oeste (82,1%), do Sul (61,1%), do Nordeste (57,1%) e do Sudeste (7,1%). Os municípios que têm apenas serviço de coleta superam a proporção daqueles que coletam e tratam o esgoto (32,0% e 20,2%, respectivamente). No Sudeste, a região do país com a maior proporção de municípios com esgoto coletado e tratado, somente um terço deles apresenta uma condição adequada de esgotamento sanitário.
Tabela 1
Brasil: proporção de municípios, por condição de esgotamento sanitário, segundo as Grandes Regiões (2000)
Grandes Regiões
Total de municípios
Proporção de municípios, por condição de esgotamento sanitário (%)
Sem coleta
Só coletam
Coletam e tratam
Brasil
5507
47,8
32,0
20,2
Norte
449
92,9
3,5
3,6
Nordeste
1787
57,1
29,6
13,3
Sudeste
1666
7,1
59,8
33,1
Sul
1159
61,1
17,2
21,7
Centro-Oeste
446
82,1
5,6
12,3
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Departamento de População e Indicadores Sociais, Pesquisa Nacional de Saneamento Básico 1989/2000.


Se a cobertura do serviço de esgotamento sanitário é reduzida e o tratamento do esgoto coletado não é abrangente, o destino final do esgoto sanitário contribui ainda mais para um quadro precário do serviço.

Em relação aos distritos (divisão administrativa de município ou cidade, que pode compreender um ou mais bairros), a coleta de esgoto sanitário se divide entre os que tratam o esgoto coletado (33,8%) e os que não dão nenhum tipo de tratamento ao esgoto produzido (66,2%). Nesses distritos, o esgoto é despejado em sua forma natural nos corpos de água ou no solo, comprometendo a qualidade da água utilizada para abastecimento, irrigação e recreação.

Do total de distritos que não tratam o esgoto sanitário coletado, conforme podemos observar no Gráfico 2, a grande maioria (84,6%) despeja o esgoto nos rios, sendo os distritos das regiões Norte e Sudeste os que mais utilizam desta prática (93,8% e 92,3%, respectivamente):
Coleta de lixo e destinação final
Outro elemento bastante problemático do saneamento básico, responsável em grande parte pela deterioração do meio ambiente, é o lixo. O maior problema do lixo não está na coleta (99,4% dos municípios brasileiros têm coleta de lixo), mas, sim, na sua destinação final.

Ainda de acordo com a Pesquisa Nacional de Saneamento Básico 2000, a especificação das Unidades de Destino do Lixo indicou uma situação de destinação final do lixo coletado no país, em peso, bastante favorável: 47,1% em aterros sanitários, 22,3% em aterros controlados e apenas 30,5% em lixões, ou seja, mais de 69% de todo o lixo coletado no Brasil estaria tendo um destino final adequado, em aterros sanitários e/ou controlados.

Todavia, em número de municípios, o resultado não é tão favorável: 63,6% utilizam vazadouro a céu aberto (lixão) e 32,2%, aterros adequados (13,8% sanitários, 18,4% aterros controlados), sendo que 5% não informaram para onde vão seus resíduos (Gráfico 3, abaixo).

É importante salientar que essa forma de destinação final do lixo (lixão) constitui grave problema ambiental, porque, além do perigo de contaminar as águas superficiais e subterrâneas, pode acarretar doenças à população.
Lixo hospitalar
Em 2000, da quantidade total de municípios que coletavam o lixo séptico de unidades de saúde (3.466 unidades), 2.569 municípios despejavam esse lixo nos mesmos aterros dos resíduos comuns, enquanto que 539 utilizavam locais de tratamento ou aterros de segurança.

É importante dizer que o despejo desses resíduos nos mesmos aterros que recebem o lixo domiciliar não é, necessariamente, uma medida inadequada, pois sua disposição em valas sépticas, isoladas e protegidas do acesso de pessoas tem sido aceita por alguns órgãos de controle ambiental.

A grande maioria dos municípios (1.086), em 2000, queimava os resíduos sólidos de serviços de saúde a céu aberto, ao passo que apenas uma pequena quantidade (757) utilizava algum sistema de tratamento térmico dos resíduos, como incinerador, microondas, autoclave ou forno.
Solução está distante
De acordo com a Pesquisa Trata Brasil: Saneamento e Saúde - feita pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) para o Instituto Trata Brasil -, com o atual nível de investimento em obras de saneamento, o Brasil só conhecerá a universalização do acesso ao esgoto tratado quando o país comemorar 300 anos de independência, em 2122.

O avanço da rede de esgotos no Brasil é bem inferior em comparação a outros serviços públicos, como abastecimento de água, coleta de lixo ou eletricidade. O Brasil investe apenas um terço do que seria necessário nas obras de ampliação da rede de esgoto.

Atualmente, apenas 0,22% do
Produto Interno Bruto (PIB) é aplicado no saneamento básico, sendo que o ideal seria 0,63% do PIB. Com a atual taxa de crescimento de 1,59% da rede de esgoto, seriam necessários, segundo a pesquisa, 56,5 anos para diminuir pela metade o déficit do saneamento básico no Brasil.

A universalização do saneamento básico no país é essencial para a diminuição da degradação do meio ambiente urbano, repercutindo também na melhora das condições de vida e bem-estar da população. Por isso, é extremamente necessária uma reversão desse quadro, com uma mobilização maior dos governos municipais, estaduais e, sobretudo, do governo federal.


sexta-feira, 10 de junho de 2011

ACONCÁGUA

Ponto culminante das Américas, o Aconcágua, uma das mais altas montanhas do mundo, constitui atração nacional na Argentina e no Chile e é um dos alvos prediletos dos alpinistas.
O monte Aconcágua situa-se no noroeste da província de Mendoza, no sudoeste da Argentina, perto da fronteira do Chile. A encosta ocidental, exposta de modo constante a fortes ventos, não apresenta neves permanentes, que no entanto se encontram nas vertentes meridional e oriental. A altitude a partir da qual se supõe que existam neves permanentes é 4.800m. Em vários níveis do monte, diversos rios têm sua nascente.
A altitude do Aconcágua foi bastante discutida. Durante muito tempo se acreditou que superasse sete mil metros. No entanto, medições posteriores, feitas com métodos mais avançados, estabeleceram que o monte se eleva a 6.959m de altitude.
A encosta ocidental desce para a planície costeira do Chile, ao norte da capital, Santiago. Nessa região, o transporte terrestre entre os dois países se faz por uma rodovia e pela ferrovia Transandina, que seguem o passo de Uspallata, situado na encosta meridional, 3.852m acima do nível do mar. A ferrovia, cujo traçado se estende pelo vale do rio de Las Cuevas, liga Mendoza a Santa Rosa dos Alpes.
Nos períodos jurássico e cretáceo, a região onde hoje se ergue o Aconcágua esteve submersa. Sua parte mais baixa é formada por rochas e fósseis provenientes de sedimentação marinha ocorrida no jurássico superior e no cretáceo inferior. Durante esses dois períodos, os Andes passaram por uma intensa movimentação orogênica, um processo de levantamento que, acompanhado de erupções vulcânicas, prolongou-se até o terciário.
De fato, a parte mais elevada da região é composta de andesito, rocha vulcânica que resulta do derrame de lavas ocorrido no cretáceo superior. Embora não se tenha verificado atividade por um longo período, o Aconcágua é um vulcão, aliás dos mais altos do mundo.
O cume do Aconcágua foi alcançado pela primeira vez pelo suíço Matthias Zurbriggen, que, após uma tentativa fracassada em 1883, completou a escalada pela vertente norte em 1897. Pouco depois, ainda no mesmo ano, alcançou o cume a expedição de Edward Fitzgerald. Já a vertente sul, uma escarpada parede de acesso particularmente difícil, só foi conquistada em 1954, por uma expedição francesa que a escolheu para chegar ao cume.
Fonte: Barsa.

BAÍA DE GUANABARA

Um dos poucos grandes recortes da longa costa do Brasil, a baía de Guanabara é famosa pela beleza e pela presença, em sua margem ocidental, da cidade do Rio de Janeiro -- hoje ligada a Niterói, na margem oposta, pela ponte Presidente Costa e Silva.
A baía de Guanabara acha-se encravada no estado do Rio de Janeiro, no trecho em que o litoral passa a sofrer influências da serra do Mar. Com seus grandes maciços e morros isolados, a serra quebra a monotonia da linha costeira, que se recorta alternadamente em numerosas enseadas, praias e costões. A cerca de quarenta quilômetros do mar, a serra dos Órgãos serve de pano de fundo para a baía. O recorte da costa avança para o interior, estrangulado, na abertura, pelos maciços montanhosos da Pedra Branca e da Tijuca, a oeste, e o de Niterói, a leste. Nos primeiros situam-se os morros do Corcovado e do Pão de Açúcar. As encostas são cobertas de floresta e destacam picos e paredões de pedra que descem abruptamente em direção à cidade ou ao mar.
A entrada da barra, ladeada pelas fortalezas de São João e Santa Cruz, tem apenas 1,5km de abertura. Para o interior, a baía se abre. No eixo norte-sul, mede quase trinta quilômetros e no comprimento, vinte. Tem contorno de 143km, área de 412km2 e boa profundidade, o que dá ao porto do Rio de Janeiro condições para receber navios de qualquer calado. Mais de uma centena de ilhas pontilham a baía, algumas extensas e povoadas, como a do Governador, com quase 32km2, e a de Paquetá.
Os graves problemas de poluição da baía foram em grande parte causados pela falta de saneamento básico da baixada fluminense. As primeiras providências para a despoluição da baía, onde eram lançados não só os esgotos domésticos, mas também despejos industriais, lixo, óleo de navios em tráfego e de terminais de petróleo, foram tomadas em 1993, com o início de obras de saneamento básico na baixada e de dragagem e canalização de rios que conduziam dejetos para o mar.