terça-feira, 31 de maio de 2011

PAÍSES SUBDESENVOLVIDOS CARACTERÍSTICAS E SOLUÇÕES

Cláudio Mendonça*
Crescimento econômico e desenvolvimento não são conceitos sinônimos. O crescimento econômico pode ocorrer numa fase em que o mercado está em expansão, o que favorece o aumento da produção: mais gente comprando, as empresas produzem mais.

Mas esse aumento da produção pode não vir acompanhado do desenvolvimento de novas tecnologias para o processo produtivo, nem acarretar melhorias sociais. O único efeito social direto do crescimento é a oferta maior de empregos.

O desenvolvimento tem um sentido mais amplo, envolvendo questões econômicas (aumento da produção, modernização tecnológica etc.) e sociais (melhora da qualidade de vida da população).

De maneira geral, o mundo subdesenvolvido é dependente do mundo desenvolvido. Essa dependência se manifesta pela necessidade de atrair capital externo, dinheiro de empresas multinacionais para fazer investimentos produtivos e em infra-estrutura.
Infra-estrutura
Infra-estrutura é a parte (a maior parte das vezes invisível) de uma cidade ou outra organização humana, sem a qual nada funciona. Rede de esgotos, abastecimento de água, energia elétrica, coleta de águas pluviais, rede telefônica, gás canalizado, sistema médico-hospitalar, escolas - tudo isso se encaixa nessa definição.

Nos países subdesenvolvidos, mesmo com investimentos vindos de fora, a infra-estrutura destinada ao atendimento da população é insuficiente. Isso resulta em graves problemas sociais.

Um dos efeitos de captar esse tipo de investimento é a dependência tecnológica. Quando a tecnologia é toda importada, e não há verbas para pesquisa, não se consegue desenvolver uma tecnologia nacional. Sem falar no pagamento de royalties, os direitos de patente ou de uso que se paga aos donos dessa tecnologia.

Outra característica dos países subdesenvolvidos é a grande
desigualdade social, entre os mais ricos e os mais pobres. Educação e saúde são de difícil acesso para a população de baixa renda.

Os pobres dessas sociedades têm menos chance de melhorar sua condição social que os pobres dos países desenvolvidos.
Teoria da dependência
Várias foram as teorias que tentaram explicar e propor soluções para o subdesenvolvimento. A mais destacada foi a teoria da dependência. Ela explicava o subdesenvolvimento pelas relações comerciais desfavoráveis no mercado internacional.

Nesse quadro, os países desenvolvidos, industrializados, vendem suas mercadorias a preços elevados para os subdesenvolvidos e compram matérias-primas e outras mercadorias agrícolas destes últimos a preços baixos.
Multinacionais
Os adeptos da teoria da dependência acreditavam que a dominação do mercado mundial por grandes empresas multinacionais dos países desenvolvidos impedia qualquer tentativa de superar o subdesenvolvimento. Para eles, a economia dos países subdesenvolvidos privilegiava o mercado externo, com prejuízo do interno.

Esses teóricos apresentaram soluções diferentes para o problema. Uns propunham que o empresariado nacional promovesse o desenvolvimento interno com o apoio do Estado e com estabelecimento de fortes barreiras à importação dos produtos industrializados dos países ricos.

Outros argumentavam que a burguesia nacional era incapaz de assumir essa missão, já que os interesses eram os mesmos dos países ricos, com os quais ela mantinha fortes laços econômicos.
Brasil e capital estrangeiro
Na América Latina, essa teoria teve peso e influiu no pensamento econômico e na política adotada. Nos países que conquistaram rápido crescimento industrial, como o Brasil, o México e a Argentina, o modelo adotado a partir da década de 1950 foi o de proteger os mercados internos da concorrência estrangeira e desenvolver a produção industrial interna.

Nesse modelo, o Estado, o capital nacional e o capital estrangeiro deveriam contribuir conjuntamente para o desenvolvimento. A superação do atraso econômico implicava produzir internamente os produtos importados que pesavam muito na balança comercial.

O Brasil foi um exemplo dessa estratégia, atraindo capital estrangeiro, com tratamento especial aos de alta tecnologia da época (automóveis, eletrônicos, químicos, farmacêuticos e outros), que a empresa nacional não era capaz de atingir em pouco tempo.
A visão socialista
Outras teorias foram elaboradas para superar a dependência e conquistar o desenvolvimento. A mais radical propunha revoluções políticas e sociais. Seria o jeito de colocar um fim no poder das classes sociais dominantes, apontadas como responsáveis pelo atraso econômico e pelos graves problemas sociais.

Os socialistas acreditam que a conquista do desenvolvimento só é possível pela construção de uma sociedade mais igualitária. Eles contestam a idéia de que a superação do subdesenvolvimento está em aproximar-se dos avanços atingidos pelos países do Norte. Estes são capitalistas, alegam.

São contra os padrões de consumo estimulados por esse sistema, alicerçado na desigualdade social. Fazem coro com os ambientalistas e afirmam que se a maioria dos países atingir o mesmo padrão de consumo das sociedades desenvolvidas, não haverá recursos naturais e energia suficientes para atender à produção. Os problemas ambientais tornariam insustentável a vida no planeta em pouco tempo.
O Consenso de Washington
Na esteira do neoliberalismo, em 1989, economista John Williamson fez uma proposta para resolver a crise dos países pobres e propor caminhos para o desenvolvimento. Visou em especial a América Latina.

Para isso, reuniu o pensamento do Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Mundial (Bird), Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). São grandes instituições financeiras transnacionais.

Também incluiu as idéias do governo norte-americano para essas questões. Entre essas organizações havia "consenso" (concordância) sobre alguns pontos principais.
Os pontos principais
De acordo com o Consenso de Washington, os países deveriam promover uma reforma fiscal, a abertura comercial com a liberalização das exportações e importações.

Deveriam realizar cortes de salários e demissão de funcionários públicos, mudanças na previdência social, nas leis trabalhistas e no sistema de aposentadoria, com o objetivo de diminuir a dívida pública.

O Consenso de Washington propunha, também, a abertura comercial, o aumento de facilidades para a entrada e saída de capitais estrangeiros e a privatização de empresas estatais.

Como resultados destas políticas econômicas, da forma como foram aplicadas, são apontados a desnacionalização da economia, o desemprego, o achatamento salarial e a concentração de renda.



ANATOMIA DE UM POVO DESPREZADO

Atuais restrições aos ciganos na Europa Ocidental são consequência do preconceito antigo contra uma população associada ao nomadismo
Por Helion Póvoa Neto, Professor da UFRJ e Coordenador do Núcleo Interdisciplinar de Estudos Migratórios (NIEM)
Os ciganos por vezes aparecem como povo “à parte”, não pertencente a nações territoriais, com vida nômade ou seminômade, provocando estranheza numa sociedade com valores associados à sedentarização, como a Europa.
Junto disso, é bom lembrar que, na sociedade moderna, pessoas partem em busca de novos lugares para viver e se estabilizar, por causas econômicas, políticas e religiosas. São as migrações.
Ao mesmo tempo, há movimentos associados à “errância”, ao nomadismo ou à incapacidade de estabelecer relações duradouras com os lugares e as formas de trabalho mais tradicionais, que são fortemente estigmatizados, levando a iniciativas de assimilação ou sedentarização forçada. Os povos ciganos já foram alvo de tais processos, embora muitos mantenham seu estilo de vida característico. Costumam atuar em ofícios ligados à arte e às atividades mágicas, com uma existência tida como “aventureira”, suscitando atitudes ambíguas da parte dos que vivem em sociedades não nômades.
Tem sido este o tom do relacionamento das sociedades ocidentais com os ciganos ao longo da história, desde que apareceram no continente europeu, causando, ao mesmo tempo, curiosidade e medo. Não havia registros escritos sobre sua origem e história. Paralelamente, praticavam uma cultura de transmissão oral, em uma língua incompreensível e cheia de segredos para os ocidentais.
O nome com que passaram a ser conhecidos já revela esse aspecto. Identificando-se como refugiados do Egito muçulmano, favoreciam a associação entre “egípcios” (égiptiens, egyptians, egitanos) e os nomes gitans, tsiganes em francês, gypsies em inglês, gitanos em espanhol, ou ciganos em português. Muitos ciganos consideram tais nomes pejorativos e, mesmo sem consenso, preferem a designação de povos romani, rom ou roma.



A chegada à Europa


Sendo o continente europeu fundamentalmente cristão, especulações sobre a origem dos ciganos apoiaram-se em escritos bíblicos. Já foram qualificados como amaldiçoados, condenados a vagar pelo mundo por descenderem de Caim, por terem negado abrigo a José e Maria na volta do Egito ou por haverem forjado os pregos usados para a crucificação de Jesus Cristo.
Vale notar a semelhança com lendas referentes a outro grupo, os judeus, também associados à errância, a uma “culpa original” e ao exercício de ofícios diferentes daqueles dos cristãos. Séculos mais tarde, tidos como “sem pátria”, os dois grupos seriam vítimas do Holocausto na Alemanha nazista.
As conclusões já aceitas sobre os ciganos baseiam-se em registros escritos e nas línguas e dialetos romani, que foram assimilando características das regiões pelas quais passavam.
A explicação mais aceita aponta para a península indiana como área de origem, com a saída ocorrendo na Antiguidade. Textos e imagens de época registram a chegada e passagem de músicos e outros trabalhadores indianos à Pérsia (atual Irã) entre os séculos III e V de nossa era. Outros registros históricos documentam um movimento progressivo, rumo ao Ocidente, de grupos nômades com origem indiana.
No século XIV, a presença dos ciganos começou a se fazer notar na maior parte da Península Balcânica, onde hoje estão Croá-cia, Sérvia, Bulgária e Romênia. Nessas regiões registram-se também os primeiros sinais de escravização de ciganos, um fenômeno que ocorreria até o século XIX em boa parte do Leste Europeu.
Estigma e Violência
As guerras e as crises agrárias na Europa, entre o fim da Idade Média, haviam deixado senhores de terras sem trabalhadores, o que acarretou uma legislação contra a vagabundagem e a errância, visando compelir as pessoas ao trabalho. Os ciganos, com pele mais escura, sem vínculos a nenhuma nação reconhecida e parecendo “naturalmente” nômades, foram as maiores vítimas. Eram alvos também para a Igreja Católica, preocupada com formas de magia (a leitura de mãos e a previsão do futuro).
Assim, ao mesmo tempo que os ciganos chegavam à Europa Ocidental, por volta do século XV, as atitudes discriminatórias se acentuavam. Mesmo onde não havia escravidão, ser reconhecido como cigano ou judeu equivalia a ser criminoso e ao trabalho nas galés (prisões). Nobres, reis e papas buscavam submeter os nômades vistos como irredutíveis ou indesejáveis. O papa Pio V incitou os governos de Portugal, Espanha e França a expulsar ciganos das áreas católicas para África e América. Em alguns casos, os próprios ciganos tomaram a iniciativa de emigrar para o Novo Mundo, seguindo os judeus que se cristianizavam e fugiam das perseguições na Europa.
No século XVIII, permaneceram tentativas de sedentarização forçada e erradicação das línguas romani. Muitos, porém, permaneceram nômades: viviam de transporte e a venda de animais, comércio em mercados temporários, trabalho como músicos e artistas de circo, leitura de mãos e adivinhação da sorte nas cidades.
Em alguns países, tiveram uma relativa estabilidade e integração às sociedades locais, como na Espanha, onde a cultura flamenca é praticada por ciganos e reconhecida como um símbolo de identidade nacional.
No Leste Europeu, onde ciganos representam porcentagem significativa da população em países como a Romênia e a Bulgária, permanece predominantemente o grupo rom, ou roma, que pratica a língua romani e apresenta diversos subgrupos.
A partir do século XIX, as atitudes quanto aos ciganos estabilizaram-se, na Europa, persistindo a discriminação, mas com um crescente interesse em sua linguagem, música e cultura. As leis anticiganos tendiam a ser abolidas, juntamente com a servidão e a escravidão no Leste. O espírito romântico nas artes voltou-se muitas vezes para os ciganos.
Da sedentarização ao extermínio
A relação entre ciganos e povos europeus voltou a ser violenta com o governo nazista da Alemanha. Manifestações de intolerância surgiram na década de 1920, quando leis pronunciavam ciganos e judeus como “raças estrangeiras” de sangue “impuro” e ameaçadoras ao projeto de pureza racial alemã.
Classificados como criminosos, alheios à “sociedade normal”, foram deportados à Polônia, aprisionados em campos de concentração e submetidos, de 1943 a 1945, à chamada “solução final”, com o extermínio de 200 mil a 800 mil ciganos.
No pós-Segunda Guerra Mundial, os ciganos do Leste Europeu, habitantes dos países do bloco socialista, estiveram sujeitos a projetos de assimilação e sedentarização- forçada. O nomadismo sofreu interdições, e a escolarização tornou-se obrigatória, com negação do estatuto de minoria étnica e linguística. A sedentarização foi atingida, mas em geral a assimilação fracassou: ressentimentos e preconceitos entre ciganos e não ciganos existem até hoje.
A abertura da União Europeia
Durante a Guerra Fria, ciganos do Leste Europeu eram proibidos de viajar. Porém, na década de 1960, ocorreu uma vinda de ciganos, principalmente da antiga Iugoslávia, para países ocidentais.
A grande mudança nos fluxos aconteceu a partir de 1989, com a queda dos regimes socialistas e a migração, em massa, de grupos acalentados pelo sonho do “Ocidente próspero” e receptivo à imigração. Juntando-se a outros não ciganos do Leste, milhares de roma deslocaram-se legal ou ilegalmente.
A partir de 2004, ingressaram na União Europeia países com considerável população cigana, como Hungria, Eslováquia, República Tcheca. Em 2007, aderiram também Bulgária e Romênia.
O problema dos ciganos confunde-se com a rejeição aos imigrantes em geral, e também com o tema político, extremamente sensível, o da expansão da UE rumo ao Leste. Outros países com consideráveis contingentes de ciganos são também candidatos ao ingresso, como Sérvia e Turquia.
A União Europeia foi pensada como um espaço comum de circulação, com eliminação do controle de fronteiras para os países participantes. Todavia, os habitantes dos últimos países a entrarem na UE não são ainda membros plenos, o que têm repercussões para a situação dos imigrantes do Leste nos países europeus ocidentais.
As iniciativas recentes de deportação de ciganos romenos e búlgaros pela França, com ameaças em outros países, podem ser entendidas nesse contexto. A situação de “sem domicílio fixo” de boa parte dos ciganos e a alegação de constituírem risco para a ordem pública também aparecem como justificativas. A criminalidade é frequentemente alegada como razão para o estigma da comunidade. Porém, a situação de rejeição parece ser também uma causa para a restrição das opções de trabalho e sobrevivência para os ciganos.
A história mostra que responsabilizar todo um povo, cultura ou etnia, por problemas sociais mais amplos, pode ter consequências graves. Notícias recentes quanto a um “cadastro étnico” que a polícia francesa teria elaborado para os ciganos evocam perigosamente iniciativas semelhantes já mencionadas, e causam temores quanto ao que podem prenunciar.
A situação dos ciganos alerta a todos nós para os riscos da busca dos “culpados mais fáceis”, numa Europa que valoriza a diversidade cultural e tem como um de seus princípios a livre circulação.
Os Ciganos no Brasil
No século XVI, os primeiros ciganos desembarcaram na Colônia, provavelmente ibéricos degredados. Há registros também da presença de ciganos na região das Minas Gerais no século XVIII, em geral acusados de “desordeiros”. No Rio de Janeiro, alguns ciganos enriqueceram com o comércio de escravos.
No século XIX, outros grupos começam a chegar, em meio à política de abertura à imigração europeia. Tidos como indesejáveis pelos oficiais de imigração na maioria dos países, ocultavam sua condição tanto às autoridades dos locais de partida quanto às dos países de chegada. Assim, mesmo sem identificação precisa, nos séculos XIX e XX, o Brasil recebeu ciganos em meio aos fluxos de imigração alemã, italiana e do Leste Europeu.
Essa falta de identificação no processo migratório explica a imprecisão das estimativas atuais quanto ao número de ciganos e descendentes em território brasileiro. Com exceção de alguns grupos no interior do País, atuando como artistas de circo, comerciantes e ferreiros, a comunidade cigana é bem pouco visível na sociedade brasileira.
A recente valorização da identidade cigana, em novelas de tevê, em grupos de música e dança, estimulou alguns a se assumirem ou redescobrir suas “raízes ciganas”, embora o preconceito e as associações negativas ainda persistam. Um exemplo de origem cigana pouco conhecida é o de Juscelino Kubitschek de Oliveira, presidente da República (1956-1961), neto de um imigrante do império austro-húngaro que chegou a Diamantina (MG) em meados do século XIX.


segunda-feira, 30 de maio de 2011

quarta-feira, 25 de maio de 2011

CADEIAS OROGÊNICAS

CADEIAS OROGÊNICAS - sequência de montanhas soerguidas pela movimentação das placas tectônicas.

A VITÓRIA DE OBAMA?

Morte de Bin Laden é vitória para Obama,
mas não põe fim à luta contra o terror

Seguidores da rede terrorista Al Qaeda podem intensificar ataques e extremismo
Finalmente Osama bin Laden morreu. Ótima vitória para o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, cuja popularidade andava em baixa por conta da crise econômica que afeta o país e da falta de resultados contra o desemprego, além das promessas não cumpridas, como o fechamento da prisão de Guantánamo.
Se por um lado a morte de Bin Laden causa alívio e um certo sabor de vingança, - após o magistral ataque de 11 de Setembro, quando aviões pilotados por terroristas atingiram Nova York e Washington, matando cerca de 3.000 pessoas - ao mesmo tempo abre uma nova linha de preocupação, pois o revide já deve estar na cabeça dos seguidores da Al Qaeda, rede terrorista liderada por Bin Laden.
 Ainda não se sabe ao certo o que foi feito com o corpo do chefe da Al Qaeda, morto durante uma emboscada americana. Fotos de supostas imagens dele foram espalhadas na internet, depois desmentidas. Há informações de que o corpo teria sido enterrado no fundo do mar, o que, naturalmente, desperta dúvidas. Os americanos alegam que o corpo foi sepultado no fundo do mar para evitar que o sepultamento em terra virasse um ponto de peregrinação. Mas o fato de esse local não existir de verdade, deixa dúvidas.
Se a operação para matá-lo era para pôr fim à angustiante falta de notícias de onde Bin Laden estava – os EUA levaram quase dez anos para encontrá-lo e a ação para matá-lo levou 40 minutos-, agora fica a dúvida do que realmente foi feito com o corpo.
Embora a notícia soe como uma vitória contra as redes terroristas, para os fundamentalistas islâmicos o efeito será de inspiração. Bin Laden sempre foi visto como um tipo de herói, de santo para os grupos extremistas. Como os fundamentalistas não acreditam na morte, a morte de Bin Laden vai representar vida eterna, e isso o torna ainda mais ídolo entre os que buscam respostas terroristas contra o Ocidente e contra Israel, aliado dos EUA. Muitos no mundo árabe avaliam que Israel não teria o poder que tem na região não fosse o apoio que recebe do governo americano.
 A possível transformação de Osama bin Laden em mártir, por parte dos extremistas islâmicos, se transforma agora em uma sombra que perseguirá o Ocidente e que mantém “viva” a imagem do pai dos ataques contra as Torres Gêmeas do World Trade Center, em Nova York, em 2001.
Osama morreu, sim, mas isso não põe fim à missão dos EUA contra o terrorismo. Bin Laden era a imagem inspiradora, que falava, que educadamente pedia a morte de americanos e israelenses, que vivia aparecendo em vídeos e ameaçando o mundo. Ele era a estrela da rede terrorista. Mas, na verdade, outro nome é a grande preocupação dos americanos, o médico egípcio Ayman al Zawahiribraço direito”- de Bin Laden e o criador e estrategista de todos os ataques. É ele quem vale agora US$ 25 milhões.


domingo, 22 de maio de 2011

AMÉRICA

Cristóvão Colombo morreu em 1506 convencido de que, após cruzar o Atlântico, havia alcançado as Índias. No entanto, os cientistas europeus da época já não tinham dúvidas de que o território descoberto constituía um continente desconhecido e extraordinariamente complexo. Coube ao cosmógrafo alemão Martin Waldseemüller batizar as novas terras com o nome de América, em homenagem ao navegador italiano Américo Vespúcio (Amerigo Vespucci), cujos relatos foram os primeiros a afirmar a existência do "Novo Mundo".
Incluídas as ilhas, a América tem uma superfície superior a 42 milhões de quilômetros quadrados, o que representa a maior massa continental do planeta depois da euroasiática. Entre o extremo setentrional (o cabo Barrow, 72o de latitude N) e o meridional (o cabo Horn, 52o de latitude S), medeia uma distância de mais de 14.000km, embora a disposição do território não siga a linha dos meridianos, porquanto  a América do Norte se situa mais para oeste que a do sul. A linha do equador passa ao norte de Quito e atravessa a foz do rio Amazonas, o que significa que a maior parte da América encontra-se no hemisfério norte.
Tradicionalmente distinguem-se dois grandes conjuntos territoriais, os subcontinentes norte-americano e sul-americano, unidos pela série de istmos que compõem a América Central (região do golfo de Tehuantepec, no México, Guatemala, Nicarágua e Panamá) e pelo conjunto de arquipélagos do mar do Caribe. No extremo norte, o continente americano limita-se com o oceano Glacial Ártico; o estreito de Bering, a noroeste, separa-o da Ásia (85km no ponto mais próximo), enquanto a ilha da Groenlândia, a maior do mundo, constitui o limite da América do Norte em seu extremo nordeste. Os oceanos Atlântico e Pacífico separam o Novo Mundo, por leste e oeste, respectivamente, do resto das terras emersas do planeta.
Na América, as costas do Ártico são as mais recortadas, e apresentam grandes baías (Hudson, Baffin), numerosas ilhas (Groenlândia, Banks, Victoria, Melville, Sverdrup, Ellesmere, Devon e Terra de Baffin, entre outras), cabos (Lisburne, Icy, Barrow, Príncipe Alfredo, Columbia e Chidley) e penínsulas (Boothia, Melville, Ungava e Labrador). O litoral do Pacífico, isolado por uma linha contínua de cordilheiras, do extremo norte ao sul, é alto e retilíneo, exceto nas áreas do Canadá (ilhas de Alexandre, Rainha Carlota e Vancouver) e da Patagônia (ilhas de Chiloé, Chonos, Wellington e Santa Inês), onde é possível apreciar as marcas deixadas pela erosão glacial. Outros acidentes costeiros são as penínsulas do Alasca, da Califórnia, e do Taitao; os golfos do Alasca, da Califórnia, do Panamá, de Guayaquil e de Corcovado; e os cabos de Mendoncino, San Lucas, Corrientes, Punta Pariñas, Punta Aguja e Punta Carretas.
A costa atlântica é recortada e profunda ao norte do cabo Hatteras (Estados Unidos), na Venezuela e na Patagônia, e arenosa e retilínea nas demais regiões. As ilhas mais importantes são Terranova, Bermudas, Bahamas, Antilhas e Malvinas. Entre as penínsulas destacam-se as da Nova Escócia, da Flórida e de Yucatán. Os golfos mais importantes são os de São Lourenço, do México, dos Mosquitos, de Darién, da Venezuela, de Bahía Blanca, de San Matías, de San Jorge e de Bahía Grande. Entre os principais estuários destacam-se o do Amazonas e o do rio da Prata. Entre os cabos mais significativos figuram o Hatteras, o Sable, o Catoche, o Gallinas, o de São Roque, o Santa María Grande, Punta del Este, o Tres Puntas e o Horn, que completam a linha costeira ocidental do continente americano.
Fonte: Barsa

quinta-feira, 19 de maio de 2011

BOLSA DE VALORES

BOLSA DE VALORES - instituição na qual se negociam papéis, certificados que podem ser negociados, de empresas privadas e estatais. os papéis das empresas privadas são chamados de ações; os das empresas estatais, denominam-se títulos.

terça-feira, 17 de maio de 2011

FORMAÇÃO E AS ERUPÇÕES MAIS DESTRUIDORAS DA HISTÓRIA

Mariana Aprile
Antigamente pensava-se que a lava, ou fogo líquido, expelida pelos vulcões, viesse diretamente do núcleo terrestre. Mas hoje em dia sabe-se que não é bem assim.
Através da cratera do vulcão a lava (mistura de rochas fundidas) é expelida para fora. A lava vem de "bolsões" ou "lagos" subterrâneos de magma - nome dado à lava antes de sair do vulcão. Esses depósitos magmáticos ficam entre a parte superior do manto e a camada inferior da crosta terrestre.
O canal por onde o magma sai é denominado chaminé. O material constituinte do magma, rochas e metais derretidos, produzem gases. Quando a pressão exercida por eles é maior do que a crosta terrestre pode suportar, ela se rompe e a lava é jogada para fora, como uma enorme fonte de fogo.
Quanto maior a pressão dentro dos bolsões de magma, tanto maior será a força de efusão da lava - essa pode jorrar com tanta força que atinge quilômetros de altura.
Ao cair ao longo da cratera, a lava produz o cone vulcânico, que se parece com uma montanha. Conforme as erupções acontecem, o cone tende a aumentar - no caso do monte Fuji, no
Japão, ele chega a ter 3.778 metros de altura.
Antes de uma erupção, costuma-se ouvir um estrondo, como um trovão, seguido de tremores de terra. Numa explosão violenta, pedaços de rocha do tamanho de carros são jogados a quilômetros de distância, como se fossem pedrinhas. O vulcão joga a lava para fora, que escorre da montanha de fogo, destruindo tudo ao seu redor.
Vulcões inativos
Pessoas que moram perto de vulcões estão acostumadas a leves tremores de terra e só se assustam mesmo quando o vulcão começa a soltar fumaça (gases) e lava. Chuvas de cinzas são comum nesses lugares.
O solo de lugares próximos a vulcões costuma ser fértil por causa das cinzas vulcânicas, e é aproveitado na agricultura. Em lugares como Kafla, na
Islândia, a população aproveita os gases expelidos por fendas na crosta (próximas ao vulcão) para aquecer casas e para a produção de alimentos em estufas.
Tipos de vulcão
As formações mais imponentes de vulcão são as do tipo Vulcaniano, que têm o cone de maior altura, como por exemplo, o monte Fuji e o Vesúvio (localizado na Itália). Nesse tipo de vulcão, a lava e os gases saem por um único lugar, a cratera.
Quando o fogo líquido sai por fendas e buracos ao longo do cone, além de efluirem pela cratera, o vulcão é chamado de Peleano - o monte Pelée, na Martinica é desse tipo.
Por vezes a lava é muito líquida e escorre rapidamente (com velocidade de 20 a 50 quilômetros por hora), sendo expelida também nas laterais do cone - nesse caso, o vulcão é do tipo Havaiano.
No Brasil
O território brasileiro tem a sorte de ficar em cima de uma parte muito antiga da crosta terrestre, e por isso não há vulcões ativos por aqui. Mas foi onde hoje é a Amazônia que houve a maior erupção vulcânica da história da Terra, segundo afirmaram em entrevista à revista "Science" cientistas da Universidade da Califórnia, em Berkeley, nos Estados Unidos.
Seus estudos mostram que isso ocorreu na bacia do rio Amazonas há 200 milhões de anos, quando os continentes começaram a se separar - no início, os continentes formavam um supercontinente conhecido como
Pangea.
Vulcões Famosos
Confira alguns dos vulcões mais conhecidos do mundo:
·  O monte Fujiyama, no Japão está inativo há 300 anos, mas ainda solta fumaça. É considerado pelos cientistas que estudam vulcões, os vulcanologistas, como ativo de baixo risco.
·  A erupção do Krakatoa, em 27 de Agosto de 1883, na Indonésia, foi terrível. Para se ter uma idéia, a pressão do magma foi tão grande que o cone do vulcão explodiu. O estrondo foi ouvido na Austrália e foi o primeiro desastre natural a ser transmitido no mundo inteiro. Milhares de pessoas morreram, como relata o livro "Krakatoa, o Dia em que o Mundo Explodiu", do jornalista e escritor Simon Winchester.

domingo, 15 de maio de 2011

BIOTECNOLOGIA

BIOTECNOLOGIA - processos cientificos e técnicos desenvolvido por meio da utilização de agentes biológicos, como células, moléculas e microrganismos, para o estudo de plantas e animais; também pode ser usada para a produção de sementes melhoradas e a manipulação de material genético DNA.

PENINSULA ARÁBICA

A Ásia projeta para o sul três grandes penínsulas: a Indochina, a Índia e a Arábia. A península arábica, situada no sudoeste asiático, é o ponto de confluência de três continentes.Yazirat-al-Arab, que significa ilha dos nômades, foi berço de uma grande civilização que floresceu durante a Idade Média, a islâmica. A península constitui uma unidade geográfica de forma trapezoidal, com 2.590.000km2, e contém os seguintes estados: Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Omã e Iêmen. O território árabe, desértico e pobre em sua maior parte, converteu-se, após a descoberta de campos de petróleo em seu subsolo, em uma das regiões econômicas mais importantes do mundo.
A península arábica limita-se ao norte com a Jordânia e o Iraque, a leste com os golfos Pérsico e de Omã, ao sul com o mar da Arábia (oceano Índico) e a oeste com o mar Vermelho.
Geografia física
Regiões naturais. Na península distinguem-se as seguintes paisagens: os desertos, as estepes secas e os oásis. O principal deserto é o Rubal Khali, vasta área de 650 a 800km de largura, localizada ao sul. Uma parte da região desértica estende-se para o norte, indo fundir-se com o Nafud, que constitui o limite entre o deserto da Síria e a Arábia central. A estepe seca ocupa a maior parte do restante da Arábia. São grandes áreas com superfície plana ou suavemente ondulada, onde se encontram as fontes. Os oásis localizam-se em duas regiões: no centro da península, circundados por desertos, e nas zonas próximas ao litoral. Os principais oásis são o Djebel Chamar, que recebe água das cordilheiras vizinhas, o Kasin, e o Neid, o mais extenso.
Geologia e relevo. A Arábia constitui uma placa do antigo continente de Gondwana, ao qual esteve unida até cerca de vinte milhões de anos atrás. Na era mesozóica foi ocupada pelo mar, momento em que se depositaram as areias e conglomerados que hoje constituem a maior parte da região. Emergida no oligoceno (período terciário), começou a separar-se da África durante o mioceno, por meio da fossa tectônica do mar Vermelho.
Os grandes traços dessa península têm por base vasto escudo cristalino, que forma um planalto de bordo abruptamente escarpado na porção ocidental e que se inclina, em rampa suave e regular, na direção do golfo Pérsico. O escarpamento para o lado do mar Vermelho é muito brusco e aí se localizam as maiores altitudes da Arábia: o Djebel Sam (2.980m), em Omã, e o Djebel Shuayb (3.760m), no Iêmen. Esse enorme bloco, de estrutura geológica bastante uniforme, é recoberto por sedimentos, constituídos em sua maior parte de calcário e arenito. Não possui dobramentos, nem falhas em grande escala.
Clima. A Arábia é um elo na cadeia de desertos que se estende entre a África setentrional e a Ásia central. Apesar de estar cercada por mares, a influência moderadora do oceano é fraca, uma vez que as barreiras montanhosas limitam seus efeitos. A aridez e o calor predominam no clima da região, que é extremamente seco e apresenta grandes oscilações térmicas diárias: de 0 a 25o C no inverno e de 15 a 50o C no verão. As chuvas só beneficiam as zonas montanhosas do litoral e a chamada Arábia Feliz, onde a altitude provoca a condensação da umidade dos ventos oceânicos. Em contrapartida, o coração do planalto carece totalmente de precipitações.
As temperaturas de verão são bastante elevadas, cerca de 54o C à sombra, no litoral de Omã, ao longo do mar Vermelho e no Iêmen. Durante o inverno ocorre neve habitualmente sobre as montanhas e, raramente, sobre o planalto, no extremo setentrional. O norte da península recebe ventos procedentes do mar Mediterrâneo, os quais sopram em direção ao golfo Pérsico. Freqüentemente a Arábia é açoitada por tempestades de areia, ocasionadas por ventos quentes.
Hidrografia. Como conseqüência da aridez climática, a Arábia carece de rios permanentes. Existem apenas ueds, cursos d'água temporários, que recolhem as precipitações das cordilheiras periféricas. A maior parte dessa água se perde no interior da península, por evaporação ou filtração. O planalto é extremamente ressecado na borda ocidental. À medida que se caminha na direção do golfo Pérsico e do vale do Eufrates, os ueds são menos desenvolvidos, tornando-se quase imperceptíveis. Embora os ueds não tenham um caudal permanente de água, esta pode ser encontrada sob seus leitos com a abertura de poços. Onde a água se encontra a pequena profundidade, aparecem os oásis, de importância fundamental, uma vez que fixam as tribos nômades e são focos iniciais de exploração agrícola e de irradiação de atividades econômicas.
Flora e fauna. Com exceção da tamareira, muito comum em toda a Arábia, praticamente não existem árvores na península. Vegetação de porte razoável são os zimbros, que crescem no planalto do sudoeste, e as tamargueiras, muitas vezes plantadas em filas para impedir ou retardar os deslocamentos de areia. O café ainda é bastante cultivado em algumas regiões, como as montanhas do Iêmen. Em outros pontos da península foi substituído pelo narcótico qat (Catha edulis), comercialmente mais lucrativo. Além dos cereais cultivados em diferentes regiões, como o trigo, a cevada e o arroz, a paisagem peninsular conta com plantações de fruteiras, especialmente romãzeiras, figueiras, bananeiras e cidreiras.
O dromedário é o principal suporte da vida nômade na Arábia, pois sem ele seria dificílimo o deslocamento dos beduínos. Os animais mais comuns da península são, no entanto, os caprinos e ovinos. Dentre os animais selvagens, destacam-se o lobo, a hiena, o chacal e a gazela. A serpente venenosa mais comum é a víbora de chifre. Além de diversas variedades de aves de rapina, como as águias e os abutres, a fauna da península apresenta garças, pelicanos, flamingos e outras aves marinhas.
População
De acordo com a tradição, os árabes descendem de duas raças, uma originária dos planaltos da península, e outra, que muitos julgam ser descendente de Ismael, filho de Abraão, oriunda da Arábia central. Devido ao segregamento natural ao longo de sua história, os habitantes da península arábica conseguiram manter uma grande hegemonia racial.O árabe constitui a língua da imensa maioria da população, mas as comunidades de imigrantes africanos e asiáticos, que ali se instalaram, falam seu próprio idioma. A classificação mais prática dos povos que habitam a península é a que os divide em nômades e sedentários. Os beduínos, nômades do deserto, vivem em tribos, ocupados com a caça, a criação e venda de camelos, o transporte e pilhagem. Os povos sedentários habitam o planalto do Iêmen, a região de Asir (na Arábia Saudita) e Omã. O acelerado crescimento vegetativo, que apresenta índices superiores a 2,5% ao ano, tem como causa o elevado índice de natalidade e a queda das taxas de mortalidade. Mesmo assim não há grandes cidades na Arábia, resultado de uma irregular distribuição geográfica e da característica nômade de seus habitantes.
As cidades mais importantes são Meca e Medina, ambas consideradas sagradas pelo islamismo; Riyad, capital da Arábia Saudita; Hofuf, centro comercial; Djida, porto do mar Vermelho; Sana e Odeida, respectivamente capital e principal porto do Iêmen.
Durante o século XX, a indústria petrolífera determinou o surgimento de cidades ao longo do golfo Pérsico. Essa atividade econômica foi responsável por um fluxo migratório para as regiões produtoras, originário de países mais pobres da África e da Ásia.
Economia
Agricultura e pecuária. O clima da Arábia é o fator determinante da pobreza agrícola de seu território. Só na porção sudoeste, no Iêmen, situada na área afetada pelas monções, desenvolveu-se uma intensa agricultura de irrigação; é a terra do incenso, da mirra, do café e do fumo. No oásis do interior da península há plantações de palmeiras e pequenos cultivos de árvores frutíferas e hortaliças. Na zona do golfo Pérsico cultivam-se a cana-de-açúcar e o algodão.
A pecuária, praticada tradicionalmente pelos beduínos no sistema de transumância (migração periódica dos rebanhos), perdeu importância no decorrer do século XX. Os maiores rebanhos são de ovinos, caprinos e bovinos.
Entre os recursos marinhos destaca-se a pesca de ostras perlíferas no litoral do golfo Pérsico, principalmente em Bahrein.
A grande riqueza da Arábia consiste em seus vastos lençóis de petróleo. A produção petrolífera, da qual depende a economia dos países da península, é exportada para os Estados Unidos, Japão e, principalmente, para a Europa, que obtém nessa região a maior parte do petróleo que consome.
Transportes e comércio. A rede ferroviária da península arábica, muito reduzida, consiste em três linhas principais: Damasco-Medina, Meca-Djida e Riyad-Kuwait. As demais vias de comunicação são estradas carroçáveis, ainda que na segunda metade do século XX a exploração de petróleo no golfo Pérsico permitisse a construção de boas rodovias. O principal meio de comunicação entre as cidades é o transporte aéreo. A privilegiada situação geográfica da península arábica promoveu a atividade comercial de seus habitantes em diversos períodos históricos. Até os portugueses descobrirem o caminho marítimo para as Índias, pelo cabo da Boa Esperança, no século XV, os árabes atuaram como intermediários no comércio entre o Mediterrâneo e a Índia. A abertura do canal de Suez, em 1860, voltou a valorizar a região, afastada desde o século XVI das rotas internacionais de comércio. Depois da segunda guerra mundial, o comércio árabe passou a se basear na exportação de petróleo e na importação de produtos manufaturados. Os principais portos da região são Djida, Aden, Cidade do Kuwait e Dubai.
Fonte: Barsa.


ESCOLARIZAÇÃO NO BRASIL

No Brasil a taxa de escolarização de crianças entre 5 e 6 anos de idade é de mais de aproximadamente 81%, totalizando assim mais de 5 milhões de estudantes.

Neste caso o nordeste fica com a maior taxa de escolarização, atingindo assim 85,4%, do total de estudantes, em segundo lugar fica o sudeste com 85,1%, em terceiro fica o centro-oeste com 75,6%, em quarto fica o sul com 73,3% e em quinto lugar fica o norte com 71,3%.

Dentro do grupo de idade de 7 a 14 anos, a taxa de escolarização é de mais de 97%, totalizando assim mais de 26 milhões de estudantes adolescentes.

Neste caso as regiões brasileiras possuem mais de 95% das taxas de escolarização, porém o centro-oeste fica com 98,2%, o sudeste com 97,9%, o nordeste com 97,6%, o sul com 96,5% e o norte com 95,7%.

Já dentro do grupo dos estudantes entre 15 e 17 anos, a taxa de escolarização é de mais de 81%, do total de estudantes, dentro dessa idade.

E já neste caso, o nordeste também fica com a maior taxa de escolarização, ele fica com 84,6%, o centro-oeste fica em segundo lugar com 81,9%, o sudeste fica em terceiro com 80,7%, o sul fica em quarto lugar com 79,3%, e mais uma vez o norte fica em quinto lugar com 77,9% do total dos estudantes. 

sexta-feira, 13 de maio de 2011

RAIOS

Descargas elétricas nascem da agitação intensa de elétrons dentro das nuvens
Ronaldo Decicino*
Os relâmpagos são descargas elétricas semelhantes às correntes elétricas que passam pelos fios das residências. No entanto, são milhares de vezes mais fortes. Tão fortes que ao passarem pela atmosfera deslocam o ar e produzem um barulho intenso, o trovão. Vemos o relâmpago antes de ouvir o trovão porque a luz é mais rápida que o som.

Existem vários tipos de relâmpagos: os que ocorrem dentro das nuvens, entre duas nuvens e até das nuvens para o alto. Os relâmpagos que ocorrem entre as nuvens e o solo são chamados de raios. A corrente elétrica de um raio pode alcançar 20 mil amperes - o que corresponde a mil chuveiros elétricos.

Produzidas em formações como cúmulos e cúmulos-nimbos, essas descargas resultam da movimentação vertiginosa de elétrons dentro das nuvens.
O Brasil é campeão mundial em ocorrência de raios - foram mais de 60 milhões em 2008. Isso se deve à dimensão continental do país e à sua localização, já que os trópicos formam a região mais quente do planeta. A chance de um brasileiro ter sido atingido por um raio em 2008 foi de uma em 2,5 milhões. O perigo maior esteve em Alagoas e Tocantins, com uma possibilidade em 500 mil; e o menor, no Rio de Janeiro, na Bahia e no Pará, com uma em 7,5 milhões.
O número de mortes causadas por descargas atmosféricas preocupa especialistas e organismos da defesa civil. Em 2008, 75 brasileiros morreram fulminados - em 2007 foram 47 casos. Antes do recorde de 2008, o ano com mais registros de mortes por descargas atmosféricas foi 2001, que somou 73 casos.

As regiões Norte e Nordeste foram as mais atingidas, mas a maioria das vítimas era do Sudeste. E seis entre dez mortes ocorreram no verão, vitimando sobretudo homens, ao ar livre, na zona rural. Das 75 vitimas fatais, 63% estavam em áreas rurais, 22% em zonas urbanas, 10% em rodovias e 5% no litoral.

Fora as mortes, os raios causam também um prejuízo de R$ 2 bilhões à economia do Brasil todo ano, apurou o Grupo de Eletricidade Atmosférica (ELAT), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. O setor elétrico acumula perdas de cerca de R$ 600 milhões por ano, seguido do setor de telecomunicações, com prejuízos de R$ 100 milhões. Também são atingidos os setores de eletroeletrônicos, construção civil, aviação, agricultura, pecuária - e, em consequência, o setor de seguros.
Embora a previsão de temporais seja atividade corriqueira nos serviços de meteorologia, o efeito dos raios sobre pessoas e edificações impõe desafios permanentes aos organismos de defesa civil, tendo em vista que não há como prever em que local um raio cairá, embora existam indicadores, como a formação de nuvens.

Também não há nenhum método conhecido que evite a ocorrência de um relâmpago. Mesmo construções devidamente protegidas já sofreram o "ataque" de raios, enquanto outras, desprotegidas, às vezes ao lado das primeiras, nada sofreram.

Contudo, a invenção do para-raios permitiu maior segurança contra as descargas atmosféricas. Ele faz parte do que hoje se chama de sistema de proteção. Esses sistemas foram feitos para proteger construções e seus ocupantes dos efeitos da eletricidade dos relâmpagos. Eles criam um caminho, com um material de baixa resistência elétrica, para que a descarga entre ou saia pelo solo com um risco mínimo às pessoas presentes no local.

Um dos cuidados básicos para fugir ao alcance dos raios é o abrigo em estruturas fechadas, como casas e automóveis (embora o material metálico possa atrair descargas, elas não têm o poder de penetrar nos veículos). Outras recomendações: nunca ficar sob árvores isoladas e sempre afastar-se do mar, de lagos, rios e piscinas. Falar ao celular não é problema, desde que o aparelho não esteja ligado na rede elétrica.

PÔR DO SOL NO GUAIBA - PORTO ALEGRE

quarta-feira, 11 de maio de 2011

OCEANO ATLÂNTICO

Via natural de contato entre a Europa, a África e a América desde o século XVI, o Atlântico se estende no sentido norte-sul entre os oceanos Glacial Ártico e Antártico, banhando as costas ocidentais da Europa e da África e orientais da América.
O oceano Atlântico é o segundo oceano do mundo em extensão, com uma superfície de 106.460.000km2, o que corresponde à quinta parte da superfície da Terra. Inclui os seguintes mares periféricos: a leste, mar Báltico, mar do Norte e mar Mediterrâneo; a oeste, as baías de Baffin, de Hudson, os golfos do México e de São Lourenço e o mar do Caribe.
Esse oceano, cujo nome deriva do gigante Atlas, personagem da mitologia grega, tem o formato de um grande S, com 16.000km de comprimento na direção norte-sul; profundidade média de 3.330m; e largura que varia de 2.800km, entre o cabo de Palmas, na costa da Libéria, e o de São Roque, no litoral do Brasil, até 8.000km, entre a Flórida, nos Estados Unidos, e o noroeste da África. O Atlântico recebe as águas de vários dos principais rios do mundo: o São Lourenço, o Mississippi, o Orenoco, o Amazonas, o rio da Prata, o Congo, o Níger, o Loire, o Reno e o Elba.
Com 35g de sal para cada mil de água, tem salinidade média superior ao dos demais oceanos. Esse índice cai para 31 ou 32g/mil gramas de água na desembocadura dos grandes rios, ao longo das plataformas continentais e nas zonas de contato com as massas de água polares. No centro do Atlântico, entre os 12 e 28 graus de latitude de ambos os hemisférios, os índices de salinidade alcançam níveis elevados, em torno de 37g/mil gramas de água.
Para os brasileiros o Atlântico tem uma importância especial, pois o Brasil possui extensa costa (cerca de 9.000km), por meio da qual tem recebido influências étnicas e culturais e mantém-se em contato com o resto do mundo, em particular no campo comercial.
Morfologia. O Atlântico é o mais jovem dos grandes oceanos, uma vez que a comunicação entre as duas regiões polares só se estabeleceu durante o período terciário, como conseqüência da expansão do leito oceânico e da deriva continental. O fundo do oceano compreende várias unidades morfológicas:
Dorsal médio-atlântica. A região central do Atlântico é percorrida de norte a sul por uma linha de cordilheiras, vulcões e planaltos denominada dorsal médio-atlântica ou mediana. A região tem profundidade média de 1.500 a 3.000m e é constituída pela dorsal mediana, que se estende do norte da Islândia até a linha do equador, e pela dorsal do Atlântico Sul, separada da anterior pelo estreito de Romanche e pontilhada de ilhas (Ascensão, Santa Helena e Tristão da Cunha, entre outras).
Bacias. A dorsal médio-atlântica divide o oceano em várias regiões de grande profundidade (3.660 a 5.500m), denominadas bacias ou depressões, limitadas pelas chamadas soleiras ou elevações alongadas. Algumas dessas bacias, sobretudo as orientais, são montanhosas (européia ocidental, Cabo Verde e Guiné), enquanto as situadas no Atlântico ocidental são planas e recobertas com uma fina capa sedimentar, que descansa sobre o sima (camada interior da crosta terrestre).
Regiões atlânticas. A divisão regional do oceano Atlântico é feita a partir da linha média do equador e das zonas de comunicação com os oceanos Ártico, Antártico e mares periféricos.
Atlântico norte. O Atlântico setentrional se estende entre 10o de latitude norte e o oceano Ártico. Do ponto de vista topográfico, uma cordilheira dorsal em forma de crista separa longitudinalmente duas depressões, acidentadas por platôs e fossas. Na região ocidental situa-se a fossa de Porto Rico, com 8.381m de profundidade, e o planalto das Bermudas; na região oriental destacam-se a bacia e o planalto de Cabo Verde. Ao norte do paralelo 50o, a dorsal médio-atlântica dá lugar a uma ampla plataforma continental que serve de base a vários mares secundários (mar da Terra Nova, mar do Norte, mar da Irlanda e o canal da Mancha). Nas costas mais setentrionais se prolongam mar adentro os vales fluviais (vale do Hudson), cujos sedimentos constituem o solo da plataforma continental.
A circulação atmosférica do Atlântico norte é regida essencialmente por dois centros de altas pressões: o anticiclone subtropical e o anticiclone continental americano. Entre os ventos dominantes destacam-se os alísios no setor meridional, os ciclones sazonais do Caribe, os tornados africanos e, na zona setentrional, os ventos do oeste que varrem as costas européias.
As diferenças climáticas dessas regiões se devem não somente à latitude, mas também à orientação das massas de ar. Os ventos úmidos do oeste são responsáveis pelas temperaturas moderadas e precipitações abundantes na vertente européia; já na costa africana a predominância dos alísios, ventos muito secos, causa maior escassez de chuvas.
Na parte ocidental, a corrente fria do Labrador provoca quedas nas temperaturas até zonas de latitudes médias. As precipitações pluviais são inferiores a 500mm ao norte do paralelo 62o. Outras características da região ocidental são a abundância de nevoeiros na Terra Nova e os ciclones tropicais de setembro, de raio curto e muito violentos; os fortes ventos e as chuvas, que podem alcançar 500mm em 24 horas, produzindo efeitos catastróficos nas zonas setentrionais do mar do Caribe.
A temperatura da água é mais elevada no setor oriental, devido à influência da corrente marinha do golfo do México, que constitui o fluxo de água mais importante do Atlântico norte. Essa corrente tem origem no mar do Caribe e no golfo do México e segue para o norte pelo estreito da Flórida até o paralelo 30o N e depois muda de direção, seguindo os ventos do oeste até alcançar as costas européias. A essa corrente quente unem-se outras duas correntes frias procedentes do norte, a do Labrador e a da Groenlândia. As águas dessas correntes se misturam ao sul da Terra Nova, onde surge uma grande quantidade de plâncton, que serve de alimento para as espécies que habitam os riquíssimos pesqueiros da zona (arenque, bacalhau, cavala, sávio). Além dessa região, são também zonas pesqueiras importantes as da costa européia: Irlanda, Bretanha, golfo de Biscaia, Galícia e Portugal (merluza, atum, sardinha, linguado, mariscos).
Atlântico central ou equatorial. Zona de ligação e divisão entre as duas grandes massas oceânicas do norte e do sul, o Atlântico equatorial caracteriza-se morfologicamente pelo afundamento da dorsal médio-atlântica e pela presença de um fundo muito irregular, onde se combinam cristas situadas a menos de três mil metros de profundidade e fossas com mais de sete mil metros (fossa de Romanche, 7.758m). Essa topografia complexa expressa a ação de forças eruptivas e sísmicas que intervieram em sua formação. É muito conhecida a região sísmica denominada zona Daussy, que se estende para ambos os lados da linha do equador, entre 15o e 35o de longitude oeste.
Sobre o Atlântico equatorial se encontra um núcleo de baixas pressões permanentes, que produz elevado nível de precipitação, com mais de 2.000mm anuais; a intensa e contínua insolação determina a isotermalidade do clima dessa região, com temperaturas médias constantes de 25o C. A temperatura da água, muito elevada, passa de 24o C, chegando a superar 28o C, próximo ao golfo da Guiné. Os bancos de atum, merluza e arenque predominam nessa área.
Atlântico sul. Entre o equador e 35o de latitude sul, o Atlântico meridional caracteriza-se por não possuir em suas margens nenhum mar secundário, devido ao recorte modesto das costas da África e da América do Sul.
O relevo submarino apresenta uma plataforma litoral muito estreita, com exceção da zona situada ao sul do estuário do Prata, de onde se estende a vasta planície da Patagônia. O talude da plataforma apresenta escarpas abruptas, de modo que as grandes profundidades não se localizam no centro do oceano, e sim a pouca distância da costa. A oeste da Dorsal do Atlântico Sul encontram-se as bacias do Brasil e da Argentina, com profundidades superiores a cinco mil metros, separadas pelo planalto do Rio Grande; a leste situam-se as bacias da Guiné, de Angola e do Cabo.
A circulação atmosférica nessa região apresenta dois centros de ação: o das baixas pressões equatoriais, até 7o de latitude sul, e o anticiclone subtropical do hemisfério sul, até 36o sul, região dominada pelos ventos alísios. No entanto, existem grandes diferenças entre a costa ocidental africana, cujo clima tropical desértico se deve à presença de uma corrente marinha fria (corrente de Bengala), e o setor americano, correspondente às costas dos pampas argentinos e do Uruguai, que possuem clima temperado, com verões quentes e úmidos. A temperatura da água reflete a da atmosfera: na vertente oriental oscila entre 20o C no verão e 12o C no inverno, enquanto na costa americana varia entre 22o C no verão e 20o C no inverno.
As diferenças térmicas e os ventos dão origem a numerosas correntes marinhas. As mais importantes são a corrente quente sul-equatorial, ao longo da costa do Brasil e da Argentina, e a corrente fria de Bengala, que percorre a costa africana desde o Cabo até Moçâmedes. Os recursos marinhos são abundantes, tanto nessas correntes quanto na Patagônia (dourado, lagostas, arraias e atum).
História da navegação atlântica. Os fenícios foram os primeiros marinheiros a atravessar o Atlântico, por volta do ano 500 a.C., deixando o Mediterrâneo e alcançando as ilhas Canárias, ao sul, e as ilhas britânicas ao norte.
No século XI, os viquingues navegaram pelo Atlântico setentrional até a Islândia e a Groenlândia, alcançando a Terra Nova e a península do Labrador. Entretanto, essa descoberta não teve maiores desdobramentos, pois os navegantes nórdicos não tiveram consciência dela e a seus núcleos de colonização faltou continuidade. A história da navegação atlântica teve um impulso decisivo durante o século XV, quando os turcos e mongóis interromperam o caminho terrestre até as Índias (Ásia). Os portugueses procuraram chegar até elas margeando o Atlântico, e, em 1487, Bartolomeu Dias alcançou o cabo da Boa Esperança, no sul da África. Cinco anos depois, Cristóvão Colombo atravessou o Atlântico e chegou à América Central, de que tomou posse em nome dos reis da Espanha. A partir do século XVI multiplicaram-se as viagens de exploração e o Atlântico finalmente substituiu o Mediterrâneo como principal via marítima de comércio.
Nas costas do Atlântico e de seus mares periféricos encontram-se alguns dos mais poderosos países do mundo: Estados Unidos, Canadá e os países da Europa ocidental. A importância econômica desse oceano se deve à riqueza de suas zonas pesqueiras e ao volume da navegação comercial: grande parte do tráfico marítimo mundial se realiza pela rota atlântica, sobretudo no Atlântico norte, entre a Europa e a costa leste americana.
Além disso, trinta dos cinqüenta portos mais importantes do mundo encontram-se no Atlântico. Entre eles destacam-se, na Europa, os de Londres, Liverpool, Havre, Rotterdam, Bremen e Lisboa; na África, Dacar e Cidade do Cabo; na América, Nova York, Boston, Baltimore, Filadélfia, Vera Cruz, La Guaíra, Santos, Rio de Janeiro, Salvador, Montevidéu e Buenos Aires.


ASSENTAMENTO

ASSENTAMENTO - área destinada a trabalhadores rurais e suas famílias por meio de processo de reforma agrária ou por outro tipo de política pública de distribuição de terra.