quinta-feira, 3 de março de 2011

TEXTO COMPLEMENTAR: A EROSÃO DO SOLO

O potencial agrícola dos solos depende de seu processo de formação geológica (intemperismo e sedimentação), de sua composição química (minerais e matéria orgânica), das condições climáticas e do relevo onde se localiza.
 
Nas áreas em que se prática a agricultura e a pecuária, a erosão dos solos constituiu um sério problema ambiental. A erosão é um processo que se desenvolve em três etapas: desgaste, transporte e sedimentação. Como consequência do intemperismo, as partículas do solo se desprendem e são transportados pela água das chuvas, dos rios e dos mares ou pelo vento e, em alguns lugares do planeta, pelas geleiras. Todo material transportado é finalmente depositado em uma depressão ou baixada, onde se sedimenta.

No Brasil os principais agentes no processo erosivo são a água das chuvas (erosão pluvial), e no sertão nordestino, em áreas desmatadas, também os ventos (erosão eólica). Como é impossível evitar o desgaste e a sedimentação do solo, o combate a erosão dos solos significa, na prática, diminuir a velocidade do escoamento superficial das águas e prevenir-se contra a ação dos ventos.

A erosão provoca a perda irreversível do solo, degrada as paisagens, causa assoreamento dos rios, represas e zonas portuárias e compromete os ecossistemas aquáticos. Para evitar que isso ocorra os solo não devem ficar expostos às intempéries e devem-se adotar medidas que diminuam o escoamento superficial da água. O cultivo em terraços, seguindo as curvas de nível e o recobrimento dos solos com vegetação são as técnicas mais usadas.

Em muitas áreas agrícolas do Brasil, não se tomam medidas para reduzir a erosão do solo, perdendo-se um recurso natural insubstituível. Em certos casos, as perdas são tão grandes que impossibilitam a continuidade da produção. (Geografia para o Ensino Médio- Série Parâmetros)

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