segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

CRESCIMENTO VEGETATIVO OU NATURAL

É a diferença entre a taxa de natalidade e a taxa de mortalidade.

CV = Natalidade – Mortalidade

A dinâmica demográfica não é homogênea em todo o mundo, pois reflete as principais características da economia de um país e a vida do grupo social.

PRIMEIRA FASE (crescimento lento)
BAIXO ÍNDICE DEMOGRÁFICO – Dos primórdios da humanidade até o fim do século XVIII, aproximadamente, embora a natalidade tenha sido elevada, a taxa de mortalidade também era bastante alta, o que explica o baixo índice de crescimento demográfico desse período. Nessa fase, observamos que a humanidade estava submetida às imposições da natureza. Por meio da mortalidade elevada, a natureza impunha um ritmo de crescimento bastante lento.
BAIXA EXPECTATIVA DE VIDA– A expectativa de vida ou esperança de vida (duração média, em anos, da vida humana) era baixa. Acredita-se que na Grécia e na Roma antigas a média de vida era de apenas 25 anos. As crises de fome, as guerras, as precárias condições higiênico-sanitárias e as epidemias em muito contribuíram para os resultados desse período. Os países desenvolvidos superaram esta fase antes dos subdesenvolvidos, e podemos apontar a revolução Industrial (século XVIII) como marco desse período.
SEGUNDA FASE (crescimento rápido)
Caracterizada por elevadas taxas de natalidade e baixas taxas de mortalidade, nessa fase, na qual se encontra atualmente a maioria dos países subdesenvolvidos, ocorre grande crescimento da população.
Os países desenvolvidos industrializados da europa Ocidental, os chamados “desenvolvidos velhos”, foram os primeiros a atingir essa fase, principalmente durante o século XIX, ao passo que nos países “desenvolvidos novos” (EUA, Canadá, Rússia, Japão), ela ocorreu na primeira metade do século XX e, nos países subdesenvolvidos, a partir da segunda metade do século XX.
Na Europa ocidental, o sucesso da Revolução Industrial contribuiu para a melhoria das condições higiênico-sanitárias, médico-hospitalares e alimentares. Declarou-se guerra às epidemias, reduzindo a mortalidade de forma gradativa. Entretanto a natalidade permaneceu elevada durante quase todo o século XIX, o que explica o grande crescimento populacional da Europa nesse período. Em 1900, a Europa era o segundo continente mais populoso (em primeiro lugar estava a Ásia); no ano 2000, já era o penúltimo em população.
Os países menos desenvolvidos, os mais pobres da África (região do Sahel), da Ásia (sudeste e leste), da América Latina e da Oceania, ainda estão na segunda fase, apresentando grande crescimento populacional, pois a melhoria de suas condições de vida só ocorreu depois da Segunda Guerra Mundial (segunda metade do século XX), período em que o mundo assistiu à mais espetacular explosão demográfica de todos os tempos.
É importante observar que, em ambos os casos (nos países desenvolvidos e nos subdesenvolvidos), o crescimento demográfico resultou fundamentalmente da redução da mortalidade. Entretanto a principal diferença entre eles é que, nos países subdesenvolvidos, a diminuição da mortalidade foi muito grande e bastante rápida, ao passo que nos países desenvolvidos ela ocorreu de forma gradativa e num espaço de tempo maior. A natalidade nos países desenvolvidos, por sua vez, já havia sofrido grande redução durante a primeira metade do século XX, sendo que, ainda hoje, ela continua elevada na maioria dos países subdesenvolvidos.
Quanto à expectativa de vida, ela é mais elevada nos países desenvolvidos que nos subdesenvolvidos, pois estes últimos apresentam maiores taxas de mortalidade e grandes contrastes sociais.
TERCEIRA FASE (baixíssimo crescimento)
Nessa fase, caracterizada pela ocorrência de baixas taxas de natalidade e mortalidade, resultando em baixíssimo crescimento populacional, a transição demográfica encontra-se concluída. Atualmente, estão nessa fase os países desenvolvidos, a maior parte deles com taxas de crescimento muito baixas (geralmente inferiores a 1%), nulas e até negativas.
Nos países desenvolvidos, tem ocorrido uma transformação na estrutura familiar. A taxa de fecundidade é baixa, permanecendo em torno de 1,5 filho por mulher. Muitos países apresentam taxas inferiores a 2,1 filhos por mulher, mantendo, assim, estabilizado o tamanho de sua população. Diversos fatores, como a urbanização (exigências da vida urbana), o aumento da escolarização (que pode levar a maior acesso a métodos de planejamento familiar) e a incorporação das mulheres ao mercado de trabalho (acúmulo de trabalho dentro e fora do lar), contribuem para que as mulheres tenham menos filhos.
O Brasil está entrando no terceiro período de transição demográfica, apresentando taxas de natalidade e de mortalidade de 20‰ e de 7‰, respectivamente, o que resulta em uma taxa de crescimento médio de 1,3%.

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