terça-feira, 20 de dezembro de 2011

LAPÕES

Os lapões (também conhecidos como sami ou saami; em lapão: Sámi; em finlandês: Saame) formam o grupo étnico nativo da Lapónia (Lapônia, no Brasil), abrangendo as regiões setentrionais da Noruega, Suécia, Finlândia e da península de Kola, na Rússia. É um dos maiores grupos indígenas da Europa, totalizando cerca de 70 000 pessoas, das quais 17 000 vivem na Suécia, 35 000 na Noruega, 5 700 na Finlândia e 2 000 na Rússia.
Os lapões falam um grupo de dez línguas distintas denominadas genericamente de sami ou lapão, pertencentes à família das línguas fino-úgricas (do grupo linguístico raro no qual se encontram o finlandês e o húngaro). Destas, seis possuem sua própria norma escrita.[2] As línguas sami têm um alto grau de parentesco, mas não são mutuamente inteligíveis; por exemplo, falantes do sami do sul não são capazes de compreender o sami do norte. Inicialmente referia-se a estas distintas línguas como "dialetos", mas hoje considera-se esta terminologia incorreta, devido às grandes diferenças entre as variedades. A maior parte destas línguas é falada em mais de um país, devido ao fato de as fronteiras linguísticas não corresponderem às fronteiras nacionais.
As atividades tradicionais dos sami são a caça, pesca, agricultura e criação de renas, mesmo que uma minoria atualmente faça isso para viver e também já não tenha mais uma vida nómada.
Fonte: Wikipédia.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

MAR DE AZOV

O mar menos profundo do mundo, o Azov, apresenta, não obstante, extraordinária riqueza biológica, graças à grande quantidade de substâncias nutritivas trazidas por seus afluentes.
O mar de Azov se situa no continente asiático, entre a Ucrânia meridional, a Criméia e o vale do rio Kuban, ao norte do mar Negro, com o qual se comunica pelo estreito de Kerch. Grande parte de seus 38.000km2 de superfície está sobre a plataforma continental, o que explica sua pequena profundidade, que em alguns pontos é inferior a quatro metros e nunca supera 14m. O volume de suas águas varia de acordo com as contribuições sazonais dos afluentes. Durante o inverno, alguns trechos de seu litoral ficam bloqueados pelo gelo.
A salinidade do mar de Azov é muito baixa, o que se explica pelo grande volume de água doce que recebe. Além do Volga, que se tornou seu tributário ao longo de um canal que o une ao Don, os principais rios que deságuam nele são o próprio Don e o Kuban.
O mar de Azov é circundado por um litoral baixo e pantanoso, originado em um processo de intenso aluvionamento (sedimentação de materiais fluviais). Em sua fauna destaca-se o esturjão, espécie muito apreciada, de cujas ovas se obtém o caviar.
Fonte: Enciclopédia Barsa.


sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

FORMAÇÃO DOS CONTINENTES

De acordo com a teoria da Deriva dos Continentes, a cerca de 200 milhões de anos atrás havia um só bloco continental: a Pangea (ou Pangéia, em português). Segundo a teoria formulada em 1915 pelo meteorologista alemão Alfred Lothar Wegener, o grande continente cercado por um único oceano, o Pantalassa, foi se dividindo lentamente até formar os continentes como os conhecemos hoje.
Wegener formulou sua teoria ao verificar que diversos fósseis de animais e vegetais eram encontrados em continentes distantes, como por exemplo, fósseis de plantas tropicais encontrados em uma ilha no Ártico. Outro argumento utilizado por ele se refere ao contorno dos continentes que pareciam se encaixar, ou ainda, à aparente ligação entre grandes estruturas geológicas como as Terras Altas Escocesas e os montes Apalaches na América do Norte.
De fato, Wegener não foi o primeiro a formular a teoria de que os continentes haviam sido um só em um passado remoto. Antonio Snider-Pellegrini baseado na obra Thesaurus Geographicus (1596) de Abraham Ortelius, sugerira que os continentes teriam permanecido unidos em um passado remoto. O que diferencia Alfred Wegener de seus antecessores é o fato de que ele foi o primeiro a reunir argumentos multidisciplinares sobre sua teoria.
Antes de sua teoria ser aceita, os cientistas defendiam que em um passado remoto os continentes estáticos eram ligados por “pontes” terrestres que haviam sido submersas com o passar do tempo. Entretanto a teoria da Deriva Continental é a mais aceita atualmente devido às descobertas de diversos pesquisadores acerca dos mecanismos que fazem os continentes se mover.
Dando prosseguimento à teoria de Wegener, os cientistas acreditam que a Pangéia tenha se formado devido às erupções vulcânicas no fundo do oceano com o resfriamento da lava e com o movimento ascendente de algumas regiões (zonas de divergência). Por fim, a Pangéia teria se dividido em dois grandes continentes por volta de 300 milhões de anos atrás: a Laurásia, que deu origem à América do Norte e Eurásia (que era formada pelos continentes Europeu e Asiático); e Gondwana, que era formada pelos atuais continentes da América do Sul, África, Índia, Austrália (na Oceania) e as ilhas do Pacífico Sul. Ao mar que se formou entre esses dois continentes deu-se o nome de Tetis (deusa grega do mar).
O movimento de separação teria se originado devido a grande instabilidade da imensa placa que, segundo a teoria, “flutua” sobre o manto terrestre (camada abaixo da crosta terrestre que se estende de cerca de 30km até 2.900km de profundidade da superfície).
Segundo alguns cientistas os continentes teriam se separado com uma velocidade de cerca de 1,2 a 2cm por ano com exceção da placa Indiana que teria atingido a velocidade de 10 a 12cm por ano desagregando-se do continente africano e chocando-se com a Ásia. Movimento que formou o Himalaia e continua fazendo-o crescer 5 cm por ano. Há cerca de 40 milhões de anos fica completa a abertura do Atlântico e as duas Américas se unem pelo Istmo do Panamá formando a cadeia montanhosa dos Andes e dando aos continentes sua configuração atual.
Entretanto o movimento de deriva dos continentes não cessou. Estima-se que o movimento atual das placas seja em média de 5 cm por ano. Em alguns lugares pode-se notar as falhas geológicas decorrentes do movimento das placas, como por exemplo, na Califórnia onde o movimento divergente das placas do pacífico (da qual faz parte o sul da Califórnia e quase todo o oceano Pacífico) e da placa norte-americana (América do Norte, oeste do Atlântico Norte e Groenlândia) formou a “Falha de San Andreas” que, acredita-se, que um dia separará a costa californiana do resto do continente norte-americano.
Caroline Faria.

domingo, 11 de dezembro de 2011

MAIOR ÔNIBUS DO MUNDO

O "maior ônibus do mundo" utilizado para transporte coletivo, como anunciado pela Prefeitura de Curitiba, começou a rodar. O Ligeirão Azul tem 28 metros de extensão e capacidade para 250 passageiros, 20 pessoas a mais do que o suportado pelo biarticulado que atualmente circula na capital paranaense. A empresa que fabricou o chassi e o motor do modelo, e que atua neste setor em diferentes países, disse não ter conhecimento de ônibus maior do que este.
O veículo será utilizado, a principio, apenas na linha Boqueirão, que é a segunda mais carregada da capital paranaense, com fluxo de 70 mil pessoas por dia. Segundo a Urbanização de Curitiba (Urbs), em média, 25 mil pessoas utilizam os veículos articulados e 45 mil, os biarticulados.
Conforto
Na avaliação do professor Garrone Reck, do Departamento de Transportes da Universidade Federal do Paraná (UFPR), a implantação do novo modelo não interfere de maneira impactante no transporte público da cidade. Para ele, um veículo maior pode trazer mais conforto para os usuários porque o modelo biarticulado leva muitos passageiros em pé, mas ele diz que ações para aumentar o número de veículos e diminuir o tempo de espera nos pontos de ônibus são mais efetivas. “De qualquer forma, uma oferta maior de lugares é positiva”, disse o professor.
O ônibus é 100% biocombustível. Segundo Eduardo Tows, gerente de manutenção da viação responsável pelo veículo, ele vai rodar apenas com combustível à base de soja porque é a matéria-prima que melhor se adapta ao clima curitibano. Os biocombustíveis de outras fontes ficam com uma textura pastosa quando submetidos a baixas temperaturas, o que impede o funcionamento dos carros. “A soja é mais resistente ao frio”, explicou Tows.
Deficientes físicos, auditivos e cegos possuem dispositivos específicos para suas necessidades dentro do Ligeirão Azul. Há ainda , conforme determina a legislação federal, assentos especificos para passageiros que sofrem de obesidade. Além do lugar reservado para cadeira de rodas, o cadeirante pode acionar um mecanismo que avisa ao motorista sobre a parada na próxima estação tubo, como são conhecidos alguns pontos de ônibus em Curitiba.
Para contemplar os deficientes auditivos, no momento em que a porta do ônibus vai fechar, uma luz se acende para que o passageiro se distancie. Nos outros ônibus que circulam pela cidade este aviso é dado via mensagem sonora.
Por fim, em frente aos bancos para portadores de necessidades especiais existe a identificação do veículo em braile. Um passageiro "pode ligar para a Urbs passar o número do veículo e o horário em que ele estava no ônibus e reclamar que o motorista freia bruscamente ou que fechou a porta nele", exemplifica Tows.
Fonte: G1

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

POPULAÇÃO EUROPEIA

A Europa é o continente de maior densidade populacional do mundo e o que apresenta a mais equilibrada distribuição demográfica. Isso se explica pela disposição favorável de seu território dentro da zona temperada, por seus abundantes recursos e pela antiguidade de sua civilização.
Composição étnica e línguas. À exceção de lapões, búlgaros, turcos, magiares e finlandeses, de origem mongol, os outros povos europeus são caucásicos (brancos). Embora sejam muitas as etnias autóctones (germanos, eslavos, celtas, latinos, helenos, ilírios, bascos), podem-se considerar três tipos raciais principais: o nórdico do norte e do noroeste, dolicocéfalo (crânio ovalado), alto e louro; o mediterrâneo, moreno, dolicocéfalo e de estatura mediana; e o alpino do centro da Europa, braquicéfalo (crânio arredondado) e de constituição robusta.
A maioria das línguas européias procede do tronco indo-europeu. Os grupos mais importantes são: o neolatino ou românico (francês, italiano, espanhol, português, provençal, sardo, reto-romeno, catalão, galego e romeno); o eslavo (russo, polonês, ucraniano, bielorrusso, búlgaro, servo-croata, esloveno, sorábio ou vendo, tcheco, eslovaco); o germânico (alemão, neerlandês, frísio, inglês, dinamarquês, norueguês, sueco, islandês); o celta (irlandês, escocês, galês, bretão); o ilírico (albanês); e o helênico (grego). Dentre as línguas não indo-européias cabe destacar a família fino-úgrica (húngaro, finês ou finlandês, estoniano, lapão e carélio), a altaica (turco), a camito-semítica (maltês) e o basco ou vasconço, este sem relação com nenhuma família lingüística conhecida.
Estrutura demográfica. Comparada com a dos outros continentes, a população da Europa se distribui de maneira mais regular. Não apresenta os contrastes de outras regiões do mundo, pois não há nela concentrações muito extensas nem desertos inabitados. As maiores densidades demográficas, em torno de 300 habitantes por quilômetro quadrado, se observam nos países e regiões mais industrializados: os Países Baixos, o oeste da Alemanha, o Reino Unido, o norte da França, o norte da Itália e a região de Moscou. As zonas mais despovoadas são as nórdicas (Escandinávia e norte da Rússia), enquanto a Europa mediterrânea tem, no conjunto, uma média similar à média geral européia, em torno de 75 habitantes por quilômetro quadrado.
O grau de urbanização é alto, mas desigual. Se nos Países Baixos supera noventa por cento da população, na Romênia ou na Albânia quase não atinge a metade desse número. As concentrações urbanas são muitas; mais de quarenta cidades ultrapassam um milhão de habitantes.
Em seu conjunto, a Europa apresenta os mais baixos índices de mortalidade e de natalidade do planeta, embora existam diferenças entre o norte e o sul. Além disso, o continente experimentou importantes movimentos demográficos em tempos recentes. A partir do século XIX, o crescimento da população se manteve, apesar das grandes perdas demográficas resultantes de guerras e emigrações. Da década de 1830 até o fim do século XX, mais de sessenta milhões de europeus emigraram, sobretudo para a América e a Austrália. A industrialização determinou no século XX importantes fluxos internos de população, do campo para a cidade, e dos países mais atrasados economicamente (Portugal, Grécia, Espanha) para os mais poderosos do ponto de vista econômico (Alemanha, França, Suíça), assim como uma corrente de imigração procedente da África e da Ásia.
Fonte: Barsa.


terça-feira, 6 de dezembro de 2011

FLORA E FAUNA ASIÁTICA

A vegetação natural do continente asiático é tão variada quanto suas demais características físicas, embora nas zonas povoadas a longa tradição agrícola tenha resultado em profunda humanização das paisagens. Os solos gelados e as neves hibernais não permitem que cresçam senão alguns tipos de musgos, liquens, ervas e arbustos anões (salgueiros e bétulas) nas tundras situadas nas regiões setentrionais da Sibéria. Ao sul do círculo polar ártico estende-se a taiga, coberta de bosques de coníferas, como o pinheiro e o lariço, e algumas espécies de folhas caducas, como o álamo e a bétula. Os bosques desaparecem no sul da Sibéria e na Ásia central, onde cedem lugar a estepes herbáceas e desertos.
A vegetação das zonas mediterrâneas da Anatólia apresenta bosques de azinheiras e pinheiros, além de matagais que se tornam ralos nas estepes interiores até desaparecerem quase totalmente nos desertos. Na Ásia das monções, a abundância de chuvas estivais favorece o desenvolvimento de selvas tropicais e savanas na Índia, China, Indochina e Indonésia.
A Ásia é o continente mais rico em vida animal e, além de muitas espécies espalhadas pelo resto do mundo procederem de seu território, cabe destacar a existência de alguns animais característicos dessa parte do planeta. A tundra se enche de vida durante o curto verão, quando os animais da taiga se deslocam para o norte a fim de aproveitar a floração vegetal. O urso branco, a foca, a morsa, a rena, a marta, a lontra, o arminho e diversos tipos de roedores e aves migratórias são as espécies mais comuns nessa zona. A taiga é o meio onde habitam o alce, o cervo, o urso pardo, o lince e a lebre, enquanto nas estepes e desertos vivem o antílope, a gazela, o asno selvagem, a cabra, a ovelha, o camelo, o lobo, a hiena, o chacal e diversos tipos de répteis. As zonas altas da Ásia central são o ambiente do iaque, do leopardo e da marmota, e nas regiões de monções habitam aves tropicais, o cervo, o urso panda, o urso negro e o tigre. Por último, na Índia encontram-se o elefante indiano, o leopardo, crocodilo e a cobra.
Fonte: Enciclopédia Barsa.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

A ECONOMIA ANTARTICA

Desde a assinatura do Tratado da Antártica, os países interessados no aproveitamento econômico do continente tiveram que submeter suas atividades ao controle internacional. Os únicos recursos explorados com grandes lucros comerciais foram os derivados do mar, o que causou graves transtornos aos ecossistemas da zona. A caça da foca, iniciada durante o último quarto do século XVIII nas ilhas subantárticas, teve como conseqüência o desaparecimento de grandes colônias desses animais, cujas peles eram vendidas a preços altíssimos nos mercados internacionais. A drástica diminuição, em menos de um século, do número de focas nos mares antárticos provocou a busca de um novo produto de grande valor comercial: a gordura dos elefantes marinhos e das baleias. Desde 1970, tem-se procurado colocar limites à intensa captura desses animais, mediante a assinatura de vários acordos internacionais.
A partir da década de 1970, a utilização de grandes navios-usinas tornou rentável a atividade pesqueira nos mares antárticos. O krill, cujas enormes concentrações constituem um riquíssimo potencial nutritivo, também chamou a atenção de várias potências pesqueiras; mas sua captura, assim como a do bacalhau e de outros peixes, também requer uma regulamentação internacional para evitar o esgotamento das colônias e a deterioração do ecossistema marinho.
As condições físicas e climáticas do continente impedem a exploração econômica de seus recursos minerais. A camada glacial, que recobre mais de 95% do território, e sobretudo a distância dos centros de comercialização e beneficiamento dos minérios fazem antever um custo excessivo para qualquer atividade de prospecção que não se desenvolva em jazidas de materiais especialmente valiosos. Estudos geofísicos do continente demonstraram a possível existência de grandes depósitos minerais semelhantes aos de outras regiões do mundo com características geológicas parecidas, sobretudo nos territórios do antigo continente de Gonduana. Assim, acredita-se que no oeste da terra de Maud e no norte da cordilheira de Pensacola existam reservas de ouro e platina similares às da África do Sul, e o mesmo sucederia na terra de Wilkes, cujas características se assemelham às do sudoeste australiano; da mesma forma, a península Antártica e a terra de Ellsworth, de constituição parecida com a dos Andes chilenos, conteriam grandes depósitos de cobre. Encontraram-se também amostras de ferro, carvão, chumbo, estanho, urânio, zinco e outros minerais no continente antártico, mas as jazidas conhecidas não são grandes e ricas o bastante para que sua extração seja rentável.
O petróleo é o único recurso mineral que poderia ser encontrado em quantidade suficiente para estimular o enorme investimento que requereriam as instalações de prospecção, o transporte e a construção de sistemas de proteção contra as inclemências climáticas e o movimento dos icebergs sobre a plataforma continental dos mares de Ross, Weddell, Amundsen e Bellingshausen, onde já foram detectados alguns lençóis.
O turismo, que começou a ser organizado em fins da década de 1950, é outro importante recurso econômico do continente antártico, cujas desoladas e grandiosas paisagens atraem a cada verão um crescente número de viajantes. Outras possíveis riquezas seriam o transporte de icebergs para regiões do mundo necessitadas de água e a utilização do gelo continental para congelar e armazenar excedentes de produção alimentícia. Também se levantou a possibilidade de utilização do território antártico como base para vôos intercontinentais no hemisfério sul ou para o lançamento de satélites.
Fonte: Enciclopédia Barsa.


terça-feira, 29 de novembro de 2011

AMÉRICA DO SUL

Com uma extensão de cerca de 17,8 milhões de km², a América do Sul  comporta 6% da população mundial dividida em 12 países e 7 territórios. São eles a Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela e, os territórios da Guiana Francesa, Ilha de Páscoa, Ilhas Galápagos, Ilhas Geórgia e Sandwich, Fernando de Noronha e Ilhas Malvinas. Limita-se ao norte com a América Central, à leste com o oceano atlântico e à oeste com o oceano pacífico.
Atravessado pela Linha do Equador e pelo Trópico de Capricórnio, o continente possui a segunda maior cordilheira do mundo na Região Andina que se estende desde a Venezuela até o Chile e a Argentina. No vale do Amazonas encontramos a maior bacia hidrográfica do mundo, e também, a região de maior biodiversidade: a floresta Amazônica. O clima tropical úmido garante alta densidade pluviométrica em toda a região que se situa entre a Linha do Equador e o Trópico de Capricórnio, com algumas exceções devido ao relevo.
O clima no continente Sul Americano é bastante diversificado devido ao tamanho do continente. Na região mais próxima a linha equatorial predomina o clima tropical úmido. Ao sul do Trópico de Capricórnio têm-se áreas de clima temperado. As regiões mais frias do continente são o extremo sul e a região dos Andes, devido à altitude. Em contraste, a América do Sul também abriga o deserto mais seco do mundo, o Deserto do Atacama no Chile. Lá existem pessoas que nunca viram uma chuva na vida: no local podem-se passar até 20 anos sem chover.
Por causa das influências climáticas, a vegetação também varia muito de região para região. Nas áreas de clima favorável encontram-se florestas de alta densidade como a floresta Amazônica (uma floresta equatorial) e a Mata Atlântica que, embora bastante devastada (desmatamento da Amazônia, desmatamento da Mata Atlântica) durante o processo de colonização, ainda guarda uma das maiores diversidades biológicas do planeta. No sul do Brasil e na Argentina encontram-se as pradarias ou campos, sendo os Pampas, as maiores pastagens da América do Sul. Outra vegetação encontrada na América do Sul é a caatinga. Típica da região nordeste do Brasil, o maior e mais populoso país do continente, ela se caracteriza por possuir plantas resistentes ao fogo, as xerófitas. Em regiões de clima frio podem ser encontradas também as florestas de araucária. Ou ainda, espécies de cactos e plantas típicas de deserto em regiões mais áridas. A savana e o cerrado também pertencem à grande variedade de vegetação do continente.
Na América do Sul podem ser encontradas diversas etnias e línguas diferentes que vão desde o português e o espanhol, que são as mais faladas, até o caiapó e o bantu. O primeiro é um dialeto indígena e o segundo um dialeto de origem africana trazido pelos escravos. A miscigenação, aliás, é uma característica típica do continente sul americano que teve sua colonização baseada na exploração dos recursos naturais.
Os principais recursos explorados até hoje em todo o subcontinente são o ouro, cobre, prata, mercúrio, diamante, chumbo, zinco, manganês e estanho, sendo o carvão um mineral pouco encontrado e a bauxita e o ferro os de maior importância econômica. O petróleo e o gás natural também se encontram bem distribuídos pelo continente.
Caroline Faria

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

COMO SURGIU O CONCEITO
O termo desenvolvimento sustentável foi utilizado pela primeira vez, em 1983, por ocasião da Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, criada pela ONU. Presidida pela então primeira-ministra da Noruega, Gro Harlem Brudtland, essa comissão propôs que o desenvolvimento econômico fosse integrado à questão ambiental, estabelecendo-se, assim, o conceito de “desenvolvimento sustentável”.
Os trabalhos foram concluídos em 1987, com a apresentação de um diagnóstico dos problemas globais ambientais, conhecido como “Relatório Brundtland”. Na Eco-92 (Rio-92), essa nova forma de desenvolvimento foi amplamente difundida e aceita, e o termo ganhou força. Nessa reunião, foram assinados a Agenda 21  e um conjunto amplo de documentos e tratados cobrindo biodiversidade, clima, florestas, desertificação  e o acesso e uso dos recursos naturais do planeta.
O QUE SIGNIFICA
Desenvolvimento sustentável significa:
“Atender às necessidades da atual geração, sem comprometer a capacidade das futuras gerações em prover suas próprias demandas.”
Isso quer dizer: usar os recursos naturais com respeito ao próximo e ao meio ambiente. Preservar os bens naturais e à dignidade humana. É o desenvolvimento que não esgota os recursos, conciliando crescimento econômico e preservação da natureza.
Dados divulgados pela ONU revelam que se todos os habitantes da Terra passassem a consumir como os americanos, precisaríamos de mais 2,5 planetas como o nosso. Estamos usando muito mais os recursos naturais do que a natureza consegue repor. Em muito pouco tempo, se continuarmos nesse ritmo, não teremos água nem energia suficiente para atender às nossas necessidades. Cientistas prevêem que os conflitos serão, no futuro, decorrentes da escassez dos bens naturais.
COMO ATINGIR O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
A primeira etapa para conquistar o desenvolvimento sustentável é reconhecer que os recursos naturais são finitos. Usar os bens naturais, com critério e planejamento. A partir daí, traçar um novo modelo de desenvolvimento econômico para a humanidade.
Confunde-se muito desenvolvimento com crescimento econômico. São coisas distintas:
- desenvolvimento que depende do consumo crescente de energia e recursos naturais, que as atividades econômicas são incentivadas em detrimento ao esgotamento dos recursos naturais do país, é involução. É insustentável e está fadado ao insucesso.
 - Desenvolvimento sustentável está relacionado à qualidade, ao invés da quantidade, com a redução de matéria-prima e produtos. Implica em mudanças nos padrões de consumo e do nível de conscientização.
CONSUMO SUSTENTÁVEL
É um modo de consumir capaz de garantir não só a satisfação das necessidades das gerações atuais, como também das futuras gerações. Isso significa optar pelo consumo de bens produzidos com tecnologia e materiais menos ofensivos ao meio ambiente, utilização racional dos bens de consumo, evitando-se o desperdício e o excesso e ainda, após o consumo, cuidar para que os eventuais resíduos não provoquem degradação ao meio ambiente. Principalmente: ações no sentido de rever padrões insustentáveis de consumo e minorar as desigualdades sociais.
Adotar a prática dos três ‘erres’: o primeiro R, de REDUÇÃO, que se recomenda evitar adquirir produtos desnecessários; o segundo R, de REUTILIZAÇÃO, que sugere que se reaproveite embalagens, plásticos e vidros, por exemplo; por fim, o terceiro e último R, de RECICLAGEM, que orienta separar o que pode ser transformado em outro produto ou, então, em produto semelhante.
Tereza Mendes


quinta-feira, 24 de novembro de 2011

AFRICA SUBSAARIANA


Denomina-se África-subsaariana a região que contêm os países africanos situados ao sul do deserto do Saara. Desde o século XIX, este território começou a ser conhecido com a expressão África Negra pelos ocidentais, descrevendo uma região habitada por indivíduos da raça negra que não havia sido descoberta ainda, nem colonizada pelos europeus. Este termo caiu em desuso e foi catalogado como pejorativo. Esta região do globo é tida como o berço da humanidade.
Desde o fim da era do gelo, o norte e a região sub-saariana encontraram no deserto do Saara uma fronteira natural e quase intransponível, salvo pequenos atalhos como o rio Nilo. O termo sub-saariano encontra um sinônimo em África tropical, tentado destacar sua diversidade ecológica, ainda que a parte austral tenha um clima totalmente diverso.
Os países que formam a região são: Congo, República Centro Africana, Ruanda, Burundi, África Oriental, Quênia, Tanzânia, Uganda, Djbouti, Eritréia, Etiópia, Somália, Sudão, África Ocidental, Benin, Burkina Faso, Camarão, Chade, Cote d’Ivoire, Guiné Equatorial, Gabão, Gâmbia, Gana, Guiné, Guiné Bissau, Libéria, Mauritânia, Mali, Níger, Nigéria, Senegal, Serra Leoa e Togo.
A África sub-saariana é considerada por muitos como a região mais pobre do planeta, nesta parte da África estão localizados os países (33 dos mais pobres que existem) com grandes problemas estruturais sofrendo os graves legados do colonialismo, do neocolonialismo, dos conflitos étnicos e da instabilidade política. A expectativa de vida  não ultrapassa os 47 anos, o índice de alfabetização de adultos atinge 63%, e o nível de escolaridade chega a 44%.
O enorme crescimento populacional, durante a década de 1990, acarretou no aumento de pessoas vivendo em condições extremas de pobreza. Mais da metade da população sub-saariana, uns 300 milhões de pessoas, sobrevive com menos de um dólar por dia. Milhões destas pessoas vivem na mais absoluta pobreza, privados de água potável, moradias dignas, alimentos, educação e acesso à educação.
A falta de água gera problemas devastadores para a região, além disso, a situação se agrava devido aos períodos de seca e pela desastrosa gestão dos recursos hídricos. Tudo isso causa fome e doenças, provocando o êxodo de muitos nativos.
A África sub-saariana é a região mais afetada pelo HIV, nos últimos anos, numa faixa de terra que vai desde a África Ocidental até o Oceano Índico. Hoje existem mais de 35 milhões de órfãos na África sub-saariana, calcula-se que, destes, aproximadamente 11 milhões são órfãos pelo fato de seus pais terem morrido em decorrência de doenças causadas pelo vírus HIV.
Thais Pacievitch

A INDIGESTÃO DO CAPITAL

A crise internacional  não tem rosto. Simplesmente porque seu principal protagonista, o capitalismo, também não tem. Este nosso sistema não se identifica por ninguém. Não existem pessoas responsáveis pelo capitalismo, são apenas empresas e estatísticas. Portanto, a culpa é de quem? Quem causou tudo isso? Por que esse sistema tão livre, democrático e globalizado quebrou inúmeras vezes?
O capitalismo liberal, ou melhor, neoliberal, que nós vivenciamos, não sobrevive a si. Felizmente Marx, no meio do século XIX, já anunciava todos os lucros e todas as crises que a mais-valia e a especulação iria trazer para nós no século XX e no início do XXI. Tudo isso já era previsto antes de qualquer ameaça de “crack”, até mesmo o de 1929. O neoliberalismo que nasceu na década de 80 e 90 não tem sustentação, não tem onde se apoiar. Seria como um operário andando em cima de um prédio em construção sem cordas de proteção.
O livre mercado criou uma espécie de governo próprio (pois a intervenção estatal é inaceitável), onde quem manda são os banqueiros e donos de indústrias, ou seja, a burguesia. Porém, esse “governo” precisa essencialmente de três coisas: pessoas pra explorar, dinheiro pra investir e emprestar, e lucro. Pra disfarçar tudo isso, foi criado um mundo mágico, correspondido pela “liberdade” de consumo, ligado a publicidade; pela televisão com seus filmes e desenhos animados (Walt Disney é o nosso maior exemplo, onde ratos, patos e cachorros usam cartão de crédito, obedecem à publicidade e brigam por heranças milionárias) e pela falsa democracia, de onde tudo se justifica, inclusive guerras desnecessárias. Tudo isso dá um aspecto de naturalidade para todas as desigualdades existentes, principalmente, no lado sul do planeta.
Barack Hussein Obama – por conta do momento em que tomou posse – terá um grande problema nas mãos, pois vai entrar como o protetor do capitalismo, salvador da crise internacional em um mundo totalmente mudado de 2001, quando Bush tomou o poder. A Europa vive tensões sérias entre seus principais países, por conta do euro; a América Latina vive sua maior mudança política desde a chegada de Cristóvão Colombo, se distanciando cada vez mais da unilateralidade com os estadunidenses; a China cresce muito mais do que crescia há oito anos, apesar da crise. Portanto, não se pode iludir com todas as promessas de campanha do democrata, o governo estadunidense obedece àqueles burgueses que detém o “governo” que realmente funciona, ou seja, tudo vai continuar do mesmo modo que o governo Bush, talvez com menos guerras, mas em compensação com a necessidade obsessiva de sugar os países mais fracos (por conta da necessidade de manutenção do status de primeira potência), que agora estão mais fortes, mais distantes e menos globalizados com os interesses americanos. Quanto mais forte o resto do mundo, menos globalizado ele fica, pois a globalização é sinônima de dominação.
Além de todos esses fatores, sabemos quanto o capitalismo necessita de um mundo próprio, transformando todo o sistema econômico em uma partida de pôker, facilitando quebradeiras como atualmente estamos presenciando. A culpa disso tudo é da ganância, da alienação, da desinformação e acima de tudo do imediatismo e imperialismo político-econômico, que mastiga e engole tudo e todos. Porém, como aconteceu no Império Romano, pode morrer de indigestão.
Felipe Liberal.


sexta-feira, 18 de novembro de 2011

FAIXA DE GAZA - ISRAEL X PALESTINOS

Infográfico sobre o conflito, que já dura anos, entre israelenses e palestinos na faixa de Gaza. Uma faixa de terra disputada por esses dois povos.
http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/diaadia/diadia/arquivos/File/conteudo/simuladoreseanimacoes/2011/geografia/gaza_conflito_israel_palestinos.swf

CICLONES, FURACÕES E TUFÕES

 Um tufão, furacão ou ciclone tropical é um fenômeno meteorológico que costuma ocorrer na região oeste, nordeste e norte do Pacífico, no oceano Índico e no norte do Oceano Atlântico.
Com ventos de mais de 118 km por hora, o tufão ocorre devido a variações de temperatura e direção dos ventos.
Existe uma diferenciação básica entre tufão, ciclone e furacão embora os três termos descrevam o mesmo tipo de fenômeno.
O ciclone caracteriza-se por ser uma tempestade violenta em regiões tropicais ou sub-tropicais quando os ventos superam os 50 km por hora.
O furacão já possui uma velocidade maior que 199km/h e costumam girar no sentido horário no hemisfério sul e no sentido anti-horário no hemisfério norte. São comuns no mar do Caribe ou nos EUA, chegando a medir de 200 a 400 km de diâmetro.
O tufão é o nome dado aos ciclones no sul da Ásia e na parte ocidental do oceano Índico tendo as mesmas características de um furacão.
 Por último, existe o tornado, o mais forte de todos os fenômenos meteorológicos. Embora menor que os anteriores a velocidade dos ventos costuma atingir 490kh por hora nas zonas temperadas do hemisfério norte alcançando um poder de destruição enorme.
Os tufões, furacões ou ciclones se iniciam em regiões oceânicas onde a temperatura ultrapassa os 27º C. A água dos oceanos começa a evaporar e se acumular em forma de nuvens na camada mais baixa da atmosfera. Isso cria uma camada de baixa pressão atmosférica, fazendo com que o ar comece a subir ainda mais rápido e com que o ar frio da camada superior comece a descer pelo centro da tempestade. Então, ventos em sentido contrário fazem com que a tempestade comece a girar. À medida que o furacão se movimenta sobre o mar, mais água evapora, alimentando o furacão. Quando o tufão atinge algum continente, que é mais frio e seco, ele se dissipa, mas, não sem antes deixar um rastro devastador.
Os furacões são formados por um “olho”, uma espécie de buraco no meio do furacão por onde o ar frio desce e que é seca podendo ter 20 km de diâmetro, as chamadas paredes do olho, são regiões onde o ar quente sobre através de um movimento circular em torno do olho dando ao furacão o seu aspecto característico e onde se concentra a umidade da tempestade. Uma curiosidade a respeito dos furacões é que eles costumam girar em um sentido na parte superior e em outro sentido na parte inferior.
Caroline Faria.


quinta-feira, 17 de novembro de 2011

POVO GUARANI

O termo guaranis refere-se a uma das mais representativas etnias indígenas das Américas, tendo como territórios tradicionais uma ampla região da América do Sul que abrange os territórios nacionais da Bolívia, Paraguai, Argentina, Uruguai e a porção centro-meridional do território brasileiro.
São chamados povos, pois sua ampla população encontra-se dividida em diversos subgrupos étnicos, dos quais os mais significativos, em termos populacionais, são os caiouás, os embiás, os nhandevas, os ava-xiriguanos, os guaraios, os izozeños e os tapietés. Cada um destes subgrupos possui especificidades dialetais, culturais e cosmológicas, diferenciando, assim, sua forma de ser guarani das demais.



TEMPLO BUDISTA

TEMPLO BUDISTA - TRÊS COROAS

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

MAR DA ARÁBIA

A zona noroeste do oceano Índico constitui o mar da Arábia, cujas águas, utilizadas para navegação pelos marinheiros persas e árabes desde o século VIII, converteram-se mais tarde na via natural de penetração dos comerciantes europeus na Ásia.
O mar da Arábia se estende ao longo de quase três mil quilômetros, do cabo Hafun, no chamado chifre da África, até o cabo Comorim, no extremo sul da Índia. Banha as costas meridionais da península arábica, o Irã e o Paquistão, além do Malabar (costa oeste da Índia). Do lado oeste, o golfo de Aden, pelo estreito de Bab al-Mandeb, liga o mar da Arábia ao mar Vermelho; a norte, o golfo de Omã, pelo estreito de Ormuz, o liga ao golfo Pérsico. Suas águas têm temperatura e salinidade elevadas. A profundidade média é superior a 2.700m, ultrapassando 4.800m a leste da ilha de Socotra.
O mar da Arábia possui poucas ilhas; as mais importantes são as de Socotra, no chifre da África, e os arquipélagos coralinos das Maldivas e das Laquedivas, na costa de Malabar. O Indo é o principal rio que desemboca em suas águas.
Ao longo da história, as monções (ventos periódicos típicos dessa região) a cujo regime está submetido esse mar foram aproveitadas para navegação. A monção de verão, que sopra de sudoeste para nordeste, era utilizada pelos marinheiros europeus para chegarem à Índia; a monção de inverno, que sopra de nordeste para sudoeste, facilitava a navegação de retorno.
No fim do século XV o mar da Arábia começou a adquirir grande importância comercial quando os portugueses, em seu avanço para a Índia, descobriram a rota do cabo da Boa Esperança. Mais tarde, durante a segunda metade do século XIX, a colonização da África e a construção do canal de Suez deram novo impulso ao tráfego marítimo dessa zona.
O mar da Arábia tem grande número de portos, entre os quais destacam-se Bombaim (Índia), Karachi (Paquistão) e Aden (Iêmen).
Fonte: Enciclopédia Barsa.


MEKONG

Rio Mekong - Laos - Sudeste Asiático.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

TIPOS DE CLIMAS NO MUNDO - MAPA

RIO AMUR

Chamado de "rio do dragão negro" (Heilong Viong) pelos chineses e "rio negro" (Sejalin Ula) pelos manchus, o Amur, principal rio russo da vertente do Pacífico, serve de fronteira com a China em grande parte de sua extensão, de 2.824 km.
Situado no nordeste asiático, o rio Amur nasce, no limite setentrional da China, da junção dos rios Chilka e Argun e deságua na baía que leva seu nome, situada no estreito da Tartária, que liga o mar de Okhotsk ao do Japão, separando a ilha Sakalina do continente. Sua bacia ocupa uma área de 1.855.000km2 e a vazão média na desembocadura é de 10.900m3 por segundo. Seus principais afluentes são o Zeia e o Bureia, pela margem esquerda, e o Sungari e o Ussuri (também na fronteira sino-russa), pela direita.
O Amur recebe água das chuvas e da neve derretida, combinando o regime dos rios siberianos com o regime monçonal, típico do Extremo Oriente. As chuvas de monção libertam o rio dos gelos no verão, de maio a outubro, tornando-o navegável desde a confluência, onde toma seu nome. O curso do rio é ocupado por importantes vales agrícolas. O tráfego fluvial transporta, a jusante, cereais, sal e produtos manufaturados; para montante, petróleo bruto e refinado, peixe e madeiras. Uma de suas principais riquezas é a pesca - em suas águas habitam mais de 25 espécies comerciais; outra é a energia elétrica, de desenvolvimento recente.
O povoamento russo no vale do Amur começou em 1644, com a chegada de um grupo de cossacos vindos de Iakutsk. Entre 1649 e 1651 Ierofei Khabarov explorou o curso fluvial. Em 1689 um tratado concedeu à China a soberania sobre as margens do Amur, mas em 1858, pelo tratado de Aigun, a Rússia ganhou todos os direitos sobre as terras situadas ao norte do Amur e a leste do Ussuri. Subsistem, até hoje, divergências entre a China e a Rússia para o aproveitamento econômico do rio.
Fonte: Enciclopédia Barsa.


segunda-feira, 14 de novembro de 2011

COMUNIDADES DOS ESTADOS INDEPENDENTES - CEI

A Comunidade dos Estados Independentes (CEI) é uma organização governamental fundada no dia 8 de dezembro de 1991, composta pelas antigas repúblicas soviéticas e, de certa forma, sucessora parcial da antiga União Soviética. Inicialmente esta comunidade estava composta por três membros: Bielorússia, Ucrânia e Rússia. Duas semanas depois de sua criação, outras oito ex-repúblicas soviéticas (Armênia, Azerbaijão, Kasaquistão, Moldávia, Usbequistão, Kirgistão, Tajikistão e Turcomenistão) também foram admitidas como membros fundadores, sujeitas à aprovação dos seus respectivos parlamentos. Estônia, Lituânia e Letônia, anteriormente tinham se tornado independentes e declinaram do convite de integra a CEI. A Geórgia rechaçou a proposta até 1993.
Os membros da CEI atuam como estados independentes. À unidade central, formada de modo semelhante à Comunidade Econômica Européia  (atual União Européia), foi conferida uma autoridade limitada, que inclui o estabelecimento de uma esfera econômica comum e a coordenação na política exterior e imigração, a proteção do meio ambiente e a luta contra os delitos. A União Soviética  dissolveu-se formalmente e os estados assumiram a propriedade de suas instalações. Os líderes deixaram o controle das armas nucleares de longo alcance sob a tutela do presidente russo Boris Yeltsin e do comandante e chefe das forças armadas da CEI, o marechal Evgeni Shaposhnikov. O presidente ucraniano, Leonid M. Kravchuk, insistiu em conservar o direito de cancelar o lançamento das armas desde o território ucraniano. Os líderes das repúblicas concordaram em aceitar os acordos internacionais da União Soviética, incluindo a política de desarmamento nuclear. A Rússia ficou com uma cadeira no Conselho de Segurança das Nações Unidas que tinha pertencido à União Soviética. Os EUA reconheceram a independência das repúblicas e todas elas se tornaram membros da Organização das Nações Unidas (ONU).
Desde sua fundação, a CEI tem se caracterizado pelas disputas entre os estados membros e o não cumprimento dos acordos escritos. Segundo os primeiros acordos, as repúblicas tinham o direito de possuir suas próprias forças armadas ou unidades de guarda nacional. As repúblicas adotavam o rublo russo como unidade monetária comum e concordavam em relação aos direitos humanos, na necessidade de preservar as culturas das diferentes etnias minoritárias e a cooperação e coordenação de reformas que ajudassem a estabelecer economias de livre mercado. No entanto, as diferenças étnicas e regionais, contidas durante décadas pela autoridade central, ressurgiram na forma de guerras civis na Geórgia, Moldávia, Tajikistão e na região do norte do Cáucaso da Rússia e como conflito entre a Armênia e o Azerbaijão.
Thais Pacievitch


VULCÃO PUYEHUE - CHILE


Fonte: G1.com.br

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

METROPOLE E MEGALOPOLE

Metrópole é um termo que pode designar a cidade principal ou capital de um determinado país ou província, ou ainda, alguma cidade que, por algum motivo, exerce influência (cultural, social, econômica) sobre as demais cidades da região metropolitana. Pode designar, também, de forma oficial, a cidade principal de um conjunto de cidades que encontram-se unidas geograficamente. A esse processo de junção das cidades devido ao crescimento horizontal das mesmas, dá-se o nome de “conurbação”. E à região onde ocorre a conurbação, chama-se de “região metropolitana”.
Megalópole seria o aglomerado (conurbação) de várias metrópoles ou regiões metropolitanas como, por exemplo, a faixa que se estende pela costa norte-americana desde Boston a Washington e compreende Nova York, Filadélfia e Baltimore, constituindo a maior megalópole do mundo.
Ambos os termos se referem a tipos de aglomerações urbanas muito comuns à partir da Revolução Industrial. Mas, muito antes disso, já haviam núcleos urbanos com milhares de pessoas em diversas partes do mundo, como a metrópole maia de Tikal na América Central. E, mais recentemente descoberta, a megalópole de Angkor no Camboja que, segundo as estimativas dos cientistas, pode ter sido o maior aglomerado urbano anterior a Revolução Industrial com mais de 1.000 km².
Mas, como nessa época as populações não contavam com as tecnologias atuais para evitar desastres como a erosão do solo e a escassez hídrica, todas elas desapareceram, embora, uma característica comum de todas elas, tenha sido o desenvolvimento espetacular (para a época) das tecnologias agrícolas.
São Paulo (Brasil) é a terceira maior metrópole do mundo com mais de 10,5 milhões de pessoas em um território de 1.530 km² e vários superlativos como, o maior terminal rodoviário da América Latina (Tietê) e a maior realizadora de eventos da América Latina com 1 evento a cada seis segundos.
Em segundo lugar vem Tóquio (Japão) com aproximadamente 12 milhões habitantes. Localizada em Honshu, a maior ilha do arquipélago japonês, Tóquio é considerada a maior aglomeração urbana do mundo com 10% da população do Japão.
E, em primeiro lugar temos Nova York (EUA), a “Big Apple” como é chamada, com uma população de quase 19 milhões habitantes (metrópole).
Caroline Faria

FLORA E FAUNA EUROPÉIA

Acompanhando a diversidade climática, a Europa apresenta cinco regiões botânicas. A tundra é uma região gelada que desenvolve um tapete vegetal composto por arbustos, musgos e liquens. Aparece nas áreas mais setentrionais da Europa (Escandinávia, Islândia, Rússia). A faixa situada ao sul dessa área é coberta pelo bosque boreal de coníferas (pinheiros, abetos, lariços).
O bosque temperado se estende ao longo da costa atlântica (faias, carvalhos, tílias) e limita-se, a leste, com a estepe, cuja vegetação gramínea se prolonga da Hungria à Ucrânia. Ao sul do bosque temperado predominam a vegetação mediterrânea de bosque perenifólio (pinheiros, azinheiras e sobreiros) e formações arbustivas de maquis (em solos graníticos) e garrigue (em solos calcários).
A Europa se inclui na região zoogeográfica paleártica. A ação do homem reduziu o número e a extensão geográfica das espécies selvagens européias. Na zona mais setentrional vivem animais de peles finas, como a rena e a foca. Nos bosques temperados habitam o urso pardo, a raposa, o lince e a lontra, enquanto na área mediterrânea abundam lebres, javalis, perdizes e faisões. A montanha apresenta uma fauna peculiar (o alce e o cabrito montês). São abundantes as aves e os pássaros, muitos dos quais migram entre as diversas regiões européias ou entre a Europa e a África.
Fonte: Enciclopédia Barsa.


HIDROGRAFIA ASIÁTICA

 Os principais rios asiáticos, muitos deles longos e caudalosos, estruturam-se de forma radial a partir das cordilheiras centrais. Na vertente ártica correm os grandes rios siberianos, como o Obi (ou Ob), o Irtish (afluente do anterior), o Ienissei, o Lena e o Kolima, cujas águas permanecem congeladas durante grande parte do ano, transformando-os em verdadeiras estradas, e provocam inundações nas cheias primaveris. Todos esses rios, assim como o Amur, que corre pelo sudeste da Sibéria e desemboca no mar de Okhotsk, são piscosos e intensamente utilizados para transporte (em barcos ou em trenós).
Na Ásia central escasseiam os cursos d'água e predominam as bacias interiores (endorreísmo). Os rios Amu Daria e Sir Daria desembocam no mar de Aral, o Tarim forma uma ampla bacia interior no noroeste da China, e outros cursos menores alimentam o mar Morto, o Cáspio e os lagos Balkhash (cujas águas são doces no oeste e salgadas no leste) e Baikal.
As regiões meridionais e orientais afetadas pelas monções contam com rios longos e caudalosos, alimentados pelas neves das cordilheiras centrais e pelas chuvas torrenciais do verão, que provocam grandes cheias. Durante essas inundações sazonais, os rios Amarelo (Huang He), Yangzi (Yangtse), Kiang, Mekong, Irrawaddy, Bramaputra, Ganges e Indo depositam grande quantidade de limo sobre as margens e os deltas de seus vales.
No setor ocidental da Ásia, o Oriente Médio, predominam o arreísmo (ausência de cursos fluviais permanentes, como no deserto da Arábia) e o endorreísmo (fossas e lagos salgados da Abnatólica). Os dois rios mais importantes são o Tigre e o Eufrates, que formam o Shatt al-Arab em seu trecho final. Esses rios, procedentes dos cumes nevados do planalto da Armênia, fertilizam a planície da Mesopotâmia, antes de desaguarem no golfo Pérsico. Pela Turquia, Síria e Líbano correm alguns rios menores, caracterizados pelo regime de secura estival, que desembocam no Mediterrâneo e no mar Morto.
Fonte: Enciclopédia Barsa.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

A FLORA E FAUNA ANTARTICA

O frio, a escassez de solos livres de gelo, a débil insolação e a extrema secura ambiental são os fatores que determinam a pobreza biológica das terras antárticas. A vegetação, constituída por plantas adaptadas à sobrevivência nos duros invernos polares, só consegue vingar em algumas zonas litorâneas favorecidas pela disposição topográfica e pela latitude, ou então em pontos isolados do interior, onde os cumes mais altos e escarpados sobressaem da camada de gelo e neve. As espécies vegetais, na maior parte, são talófitas (liquens, algas e fungos), briófitas (musgos) e bactérias. Todas se reproduzem durante o verão antártico, formando manchas vegetais nos pontos em que se derrete o gelo dos glaciares e também nos afloramentos rochosos do interior, onde ocorre um interessante fenômeno de criação de microclimas mais quentes por causa da absorção de radiação solar pelas rochas de cor escura. No extremo da península Antártica e nas ilhas situadas ao norte do círculo polar, as condições climáticas menos rigorosas permitem a existência de maior variedade de espécies vegetais, entre as quais se incluem numerosas plantas superiores.
Em contraste com a pobreza vegetal das terras antárticas, a franja oceânica circundante contém enorme riqueza biológica, sobretudo em forma de fitoplâncton (microrganismos vegetais), cujo crescimento se vê favorecido pela contínua chegada de substâncias nutritivas, vindas com as correntes ascensionais oriundas do fundo do mar, e pela mistura de massas de água entre as geleiras flutuantes.
A escassez de vegetação limita as possibilidades de vida animal nas terras continentais; de fato, as únicas espécies capazes de sobreviver, graças às reduzidas colônias de fetos, musgos e liquens, são os insetos e aracnídeos (cerca de cinqüenta espécies), muitos dos quais parasitos de animais marinhos (focas e pingüins). A abundância de fitoplâncton (diatomáceas) e zooplâncton (krill, um crustáceo minúsculo que forma grandes concentrações) nos mares antárticos constitui a base alimentícia de numerosas espécies de peixes, moluscos, crustáceos, cefalópodes, mamíferos marinhos e aves.
Como não existem grandes predadores, as colônias de aves alcançam desenvolvimento extraordinário nas costas do continente e das ilhas. Os pingüins são as aves mais características da Antártica; adaptados à vida aquática, esses animais formam enormes concentrações nas ilhas subantárticas (pingüins-reais, saltadores etc.) e no continente, onde se destacam as espécies do pingüim-imperador e o Adélia, os mais capacitados para resistir ao rigoroso inverno. Entre as 45 espécies de aves que vivem na zona antártica cumpre citar ainda a pomba e o corvo  marinhos, que durante o verão se alimentam de carniça e de ovos e filhotes de pingüim, a andorinha do mar, o petrel antártico ou procelária, o cormorão-de-olho- azulado, a gaivota gigante e diversos tipos de gaivotas, albatrozes e patos.
O mais meridional dos mamíferos marinhos é a foca de Weddell, que costuma viver no limite da banquisa e se alimenta de lulas e peixes pequenos, assim como a foca de Ross, que habita as proximidades das plataformas flutuantes de gelo. Outras espécies de pinípedes antárticos são o elefante marinho, a foca caranguejeira, cuja dieta se baseia no krill e a foca-leopardo, que se alimenta de pingüins e de filhotes de outras espécies de focas. O krill é também o alimento básico das baleias, as quais encontram nos mares antárticos um habitat perfeito para sua sobrevivência, sobretudo nos meses de verão. A caça descontrolada desses cetáceos pôs em risco iminente de extinção algumas espécies, particularmente a baleia azul, o maior animal do mundo. Outros cetáceos presentes nas águas antárticas são o rorqual, a orca, a baleia preta ou jubarte e o golfinho.
O Tratado da Antártica, firmado em 1959, estipula a proteção internacional da riqueza biológica das terras e mares desse continente, cujo sistema ecológico é o menos alterado do planeta, apesar da introdução recente de diversas espécies procedentes de outras latitudes, como o coelho, o carneiro, o cão e o rato, principalmente nas ilhas subantárticas.
Fonte: Enciclopédia Barsa.

O CONTINENTE AMERICANO E SUA ECONOMIA

A América é um continente muito rico, embora grande parte de seus recursos ainda permaneçam inexplorados. Tal riqueza, no entanto, encontra-se repartida de maneira bastante desigual, tanto no interior de cada país, quanto no conjunto do continente. Os Estados Unidos e o Canadá, por exemplo, apresentam uma economia avançada e muito industrializada, enquanto grande parte da América Latina permanece em situação de subdesenvolvimento e dependência comercial e financeira. Os Estados Unidos, com enormes recursos minerais e energéticos, agricultura especializada, apurada tecnologia e avançada indústria, controlam os mercados mundiais de importantes produtos agrícolas, minerais e industrializados. Da mesma forma, o "colosso do norte" exerce tutela econômica sobre muitos países latino-americanos cujo comércio exterior baseia-se na troca de matérias-primas (agrícolas e minerais) por produtos industrializados.
A atividade agropecuária apresenta níveis de desenvolvimento semelhantes no Canadá e nos Estados Unidos, embora a produção seja muito maior neste último país, devido tanto ao clima temperado que domina a maior parte de seu território quanto à qualidade dos solos, ricos em matéria orgânica, e ao caráter industrial das plantações, extensas e muito mecanizadas. Destacam-se, sobretudo, as grandes plantações de trigo (que proporcionam colheitas de primavera e de inverno), milho, algodão e, em menor escala, aveia, cevada, arroz, leguminosas, linho, soja, tabaco, hortaliças, frutas etc. Os rebanhos de ovinos e suínos alcançam grande rendimento nas fazendas americanas e canadenses, embora os maiores índices de produtividade pertençam ao gado bovino, criado de forma industrial no sudeste do Canadá e nas regiões centro, noroeste e sudeste dos Estados Unidos. A silvicultura e a pesca também constituem importantes fontes de matérias-primas para a indústria e para as exportações de ambos os países.
Já na América Latina, as profundas distorções existentes na estrutura da propriedade agrária e as técnicas agrícolas antiquadas constituem sério entrave ao desenvolvimento e à diversificação da atividade agropecuária, o que obriga quase todos os países a importar grande quantidade de produtos alimentícios. O México, que exporta algodão e sisal, produz grandes safras de trigo, milho e outros cereais. Na América Central e nas ilhas do Caribe há grandes plantações de café, banana, cana-de-açúcar, cacau, tabaco, linho, soja, algodão e milho. As lavouras de produtos tropicais e de cereais também se estendem por vastas regiões do Brasil, Colômbia e Venezuela, enquanto a pecuária, principalmente bovina, ovina e eqüina, atingiu grande desenvolvimento nos campos do Brasil, Argentina, Venezuela, Colômbia, Chile e Uruguai. As colheitas de cereais do sul do Brasil e da Argentina encontram-se entre as mais importantes do mundo.
O continente americano é excepcionalmente rico em fontes de energia e recursos minerais. O enorme potencial hidrelétrico de seus rios é explorado de modo crescente na América do Norte e com menor intensidade na América do Sul, onde Brasil, Colômbia, Bolívia, Argentina, Paraguai e Chile começaram a aproveitar os importantes rios da região andina e das bacias da vertente atlântica. A América produz grande parte do petróleo mundial, principalmente nas reservas dos Estados Unidos e, em menor quantidade, no México, Venezuela, Colômbia, Argentina, Brasil, Peru e Equador. O gás natural, muito abundante, localiza-se sobretudo no Canadá, Estados Unidos, México, Venezuela, Peru e Argentina. Além disso, há grandes jazidas de carvão mineral, principalmente hulha, nos Estados Unidos, e reservas secundárias no Canadá, México, Colômbia, Chile, Brasil e Argentina.
Os principais recursos minerais da América são  zinco, extraído em numerosos centros produtores no Canadá,  cobre, chumbo, ferro e estanho; os principais produtores são Estados Unidos, Canadá, México, Peru, Bolívia e Argentina. O México destaca-se por suas reservas de prata, o Brasil e o Peru por sua produção de ferro, o Chile pelo cobre e a Bolívia pelo estanho.
A abundância de matérias-primas e de recursos minerais e energéticos, aliada à demanda de um amplo mercado interno contribuíram para o intenso desenvolvimento industrial dos Estados Unidos. Todos os setores produtivos acham-se representados no país, com destaque para ferro, aço e as indústrias mecânica, química, eletrônica, têxtil, naval e de papel. As grandes empresas americanas, cujos centros fabris concentram-se principalmente no nordeste do país -- por isso mesmo a região mais industrializada e urbanizada do planeta -- estendem sua influência por todo o mundo ocidental, tanto pelo investimento de capitais, quanto pelo controle de mercados em âmbito internacional.
O Canadá ocupa o segundo lugar em desenvolvimento industrial no continente, com uma produção igualmente diversificada e de tecnologia avançada. Os países latino-americanos tentam competir com seus vizinhos setentrionais através da criação e do fomento de indústrias próprias, apesar de suas graves deficiências estruturais (comunicações precárias, grande dívida externa, escassez de capitais). Nesse grupo destacam-se o México (têxteis, papel, vidro, máquinas), a Venezuela, a Argentina, o Chile e, sobretudo, o Brasil (siderurgia e manufaturas). Nos demais países, onde a industrialização é bastante reduzida, a economia baseia-se fundamentalmente na atividade agropecuária ou na extração mineral.
Fonte: Enciclopédia Barsa.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

A ECONOMIA DO CONTINENTE AFRICANO

A maior parte da África vive em situação de subdesenvolvimento e pobreza, por várias causas: condições climáticas de extrema aridez ou umidade, pobreza dos solos, técnicas tradicionais, má administração e uma infra-estrutura econômica herdada do colonialismo.
A agricultura e a criação de gado são as atividades mais importantes, embora, à exceção das grandes plantações controladas por proprietários locais ou por empresas estrangeiras, a renda seja escassa e a produção não satisfaça as necessidades alimentares da população. O clima é o fator determinante do tipo de lavoura de cada região. Nas zonas de clima mediterrâneo pratica-se a característica agricultura de cereais, oliveiras, videiras, frutas, legumes etc. As grandes plantações tropicais de cacau, café, chá, seringueiras, sisal, dendê, algodão, banana e cana-de-açúcar ocupam amplas zonas nas franjas tropicais do continente, alternando-se com pequenas lavouras nativas de cereais (painço e sorgo), algodão e hortaliças e com a criação de gado bovino e ovino, de baixo rendimento. As plantações se estendem também pela zona equatorial, combinadas com a exploração de madeiras preciosas (mogno, ébano) e com um tipo de agricultura itinerante de tubérculos (mandioca, batata, inhame), praticada com técnicas rudimentares em solos muito pobres.
A maior riqueza da África são os recursos minerais, explorados sobretudo na República da África do Sul (ouro, diamantes, urânio, vanádio, níquel etc.) e no planalto de Katanga, no Zaire (cobre, zinco, chumbo, estanho), o que favoreceu um importante desenvolvimento industrial nessas regiões. Outros abundantes recursos do subsolo africano são o ferro, a bauxita, o manganês e o cobalto. O Saara possui grandes reservas de fosfatos, petróleo e gás natural. O continente é pobre em jazidas de carvão, mas o enorme potencial hidrelétrico de seus rios e lagos constitui importante fonte de energia, capaz de impulsionar o desenvolvimento industrial; as principais represas são as de Assuã, no rio Nilo (Egito), Owen Falls, na cabeceira do mesmo rio (Uganda), Akosomba, no Volta (Gana), e Kariba, no Zambeze (Zâmbia-Zimbábue).
A indústria só está desenvolvida na África do Sul, o país mais rico do continente (siderurgia, têxteis, produtos alimentícios), no Zimbábue e em alguns países árabes. Zaire e Zâmbia têm algumas indústrias de mineração.
Fonte: Enciclopédia Barsa.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

ENERGIA SOLAR

Energia solar e sua importância, simulador apresentando a energia do sol, e também uma experiência com aquecedor solar
http://www.sociedadedosol.org.br/apresentacao/popup.html

CERRADO

Podemos encontrar a vegetação de cerrado, principalmente, na região centro-oeste do Brasil, ou seja, nos estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Tocantins. Está presente também nas seguintes regiões: oeste de Minas Gerais e sul do Maranhão e Piauí.
 Infelizmente, em função do avanço da agricultura nesta região, principalmente de soja, o cerrado vem diminuindo de tamanho com o passar dos anos. O crescimento da pecuária de corte também tem colaborado para a diminuição deste tipo de vegetação. Ambientalistas afirmam que, nos últimos 50 anos, a vegetação do cerrado diminuiu para a metade do tamanho original.
Características do Cerrado:
- presença marcante de árvores de galhos tortuosos e de pequeno porte;
- as raízes destes arbustos são profundas (propriedade para a busca de água em regiões profundas do solo, em épocas de seca);
- as cascas destas árvores são duras e grossas;
- as folhas são cobertas de pêlos;
- presença de gramíneas e ciperáceas no estrado das árvores.
O cerrado é uma vegetação típica de locais com as estações climáticas bem definidas (uma época bem chuvosa e outra seca) e regiões de solo de composição arenosa.
Animais do Cerrado
As principais espécies de animais encontradas no Cerrado são: anta, cervo, onça-pintada, cachorro-vinagre, lobo-guará, lontra, tamanduá-bandeira, gambá, ariranha, gato-palheiro, veado-mateiro, cachorro-do-mato, macaco-prego, quati, queixada, porco-espinho, capivara, tapiti e preá.
Curiosidades:
- Os principais arbustos encontrados no cerrado são: pau-santo, pequi e lixeira.
Sua Pesquisa.


BRIC

O Brasil, a Rússia, a Índia e a China são considerados os quarto países mais emergentes do mundo. Para fazer referencia a esses países, o banco de investimentos Goldman Sachs criou o termo BRIC, um acrônimo, ou seja, uma palavra formada pelas primeiras letras dos nomes dos países, que deve ser pronunciado como uma sílaba, não letra por letra. Importante ressaltar que não se trata de um bloco econômico, embora esses países tenham assinado, em 2002, uma série de acordos comerciais e de cooperação, com o objetivo de promover o crescimento de suas economias.
 O motivo que levou o banco de investimento a buscar um termo que fizesse referencia a esse grupo de países é o seguinte: projeções indicam que, daqui a 40 anos, caso continuem apresentando os desempenhos atuais, as economias desses quatro países somadas, superarão as economias das potencias atuais, que são: Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido, França e Itália. Juntas, as populações dos países do BRIC corresponderão a 40% da população mundial.
O Brasil, em relação aos demais países do BRIC, é o que tem apresentado menor crescimento, no entanto, é o que apresenta a maior variedade de recursos naturais (destaque para a água) e grande área de terras com clima apropriado para a agricultura. Outra diferença é o fato do Brasil não ser uma potencia militar como os demais.
Dentre as características em comum, destacam-se:
• Reservas consideraveis de recursos minerais
 • Estabilidade política
 • Mão de obra abundante
 • Recebimento de investimentos privados estrangeiros
 • Rápido processo de inclusão digital
 • Economia estabilizada (ainda que recentemente)
 • Crescimento do Produto Interno Bruto (PIB)
 • Melhoramentos em infra-estrutura
Caso as projeções se confirmem, o cenário mundial em termos de fornecimento ficará mais ou menos assim: Brasil – alimentos, combustíveis renováveis (álcool, biodiesel), petróleo (pré-sal); Rússia – gás natural e petróleo; Índia – mão de obra (qualificação tem recebido investimentos); China – tecnologia.
Thais Pacievitch