segunda-feira, 18 de julho de 2016

Por que o dólar está sempre mudando de valor

por Danilo Cezar Cabral | Edição 98

No Brasil, a cotação do dólar varia como o preço de qualquer produto comercializado: seguindo a lei da oferta e da procura. Resumindo, quando há dólar demais em circulação - ou seja, sobrando -, o valor dele diminui; quando há poucas verdinhas no mercado, elas ficam mais concorridas por quem compra e vende, e a cotação sobe. O modelo vale para qualquer moeda no mercado internacional e influencia a vida de muita gente - especialmente de quem investe ou comercializa em moeda estrangeira - como mostra a gangorra que a ME montou com personagens que se divertem quando o dólar está nas alturas ou quando está desvalorizado frente ao real. :-%
GANGORRA DA FORTUNA
Veja quem se dá bem com os altos e baixos do valor do dólar em relação ao real
IMPORTADOR
Quem compra mercadoria estrangeira, como produtos têxteis, calçados e eletrônicos, se dá bem quando o dólar está "barato", custando perto de 1 real. É que os produtos desembarcam com preços bem menores que os nacionais, aumentando o lucro de quem os traz de fora para vender
TURISTA GRINGO
Com dólar valorizado, nossos bosques têm mais vida para os estrangeiros. No mesmo lado da moeda dá para dizer que, com o aumento do movimento turístico, o parque hoteleiro e as cidades preparadas para receber viajantes também saem ganhando com uma bela injeção de grana
TURISTA BRASILEIRO
Com o real valorizado diante do dólar, destinos internacionais ficam mais perto do bolso. E dá para sacar isso até antes de embarcar: pacotes de viagem cotados em dólar costumam ter as parcelas fixadas em real na hora da compra, evitando aumento do valor mesmo se o dólar subir
EXPORTADOR
Quem vende para fora do Brasil, recebendo em dólar, se dá bem com a alta em relação ao real. É o caso dos produtores de carne brasileiros. Para ter mais segurança diante do sobe e desce da cotação, algumas empresas fixam o valor do dólar entre um piso e um teto para operar no exterior
INVESTIDOR NACIONAL
Grandes empresas brasileiras nascidas de fusão ou que são parte de pools - como a AmBev (Brahma + Antarctica etc.) - aproveitam o dólar baixo para investir no exterior. A maior empresa de carnes do mundo, a brasileira JBS Friboi, comprou a americana Swift por 1,4 bilhão de dólares
BANCO CENTRAL
Os economistas do governo tentam mudar a cotação - nem sempre dá certo - por meio do Banco Central. O método é simples: com dólar baixo, o BC compra verdinhas, tirando-as de circulação para valorizar. Caso contrário, vendem-se dólares para saturar o mercado e desvalorizar a moeda americana
INVESTIDOR ESTRANGEIRO
Quando a confiança do investidor gringo no Brasil - o famoso "risco-país" - está abaixo da média, as verdinhas param de chegar até rarear no mercado e valorizar-se diante do real. Isso anima investidores mais ousados a aproveitar sua moeda forte para reinjetar dólares no Brasil
QUER PAGAR QUANTO?No Brasil, moeda americana tem um preço para empresas, outro para pessoas físicas e um terceiro para os fora da lei COMERCIAL Cotação usada por empresas e pelo governo em transações financeiras feitas no exterior. As bolsas de valores também operam pelo valor do comercial TURISMO Compra e venda de passagens aéreas são regidas por essa cotação. Serve também para calcular o valor da conta do cartão de crédito usado no exterior PARALELO Esse é o valor "pirata" usado, por exemplo, pelos doleiros, que emprestam verdinhas em transações informais que rolam fora do controle do Banco Central


sexta-feira, 15 de julho de 2016

Diferença entre imperador, rei, sultão e xeque

Victor Bianchin | Edição 104
IMPERADOR
Monarca soberano, ou seja, que não responde a uma autoridade maior. O termo foi usado pela primeira vez no Império Romano e depois se espalhou por Europa e América. Hoje, o único imperador do mundo é Akihito, do Japão
REI
Tem os mesmos poderes do imperador, com um bônus: autoridade religiosa. Costuma exercer o cargo pela vida toda e pode governar sozinho (monarquia absolutista) ou com um Parlamento (monarquia constitucional)
SULTÃO
O nome vem do árabe e significa "liderança". Foi usado por egípcios, marroquinos e turco-otomanos, entre outros, para designar governantes soberanos. Hoje, ainda existem sultões em lugares como Malásia e Indonésia
XEQUE
O título significa "ancião" em árabe e é atribuído a quem completa estudos de história, filosofia e cultura islâmicas na faculdade. Nas últimas décadas, seu uso foi ampliado: no golfo Pérsico designa homens influentes e poderosos
PODEROSOS CHEFÕES
Conheça outras categorias de governantes pelo mundo
DITADOR
Líder com autoridade absoluta que chega ao poder legalmente, ou seja, por eleições ou nomeações - como Hitler, em 1933 - ou por golpe de Estado - como Getúlio Vargas, em 1937
PRESIDENTE
É o chefe do poder executivo de um país democrático. Pode ser eleito direta ou indiretamente e comanda o trabalho de ministros, governadores e prefeitos
PRIMEIRO-MINISTRO/ PREMIÊ/CHANCELER
Chefe de governo em países parlamentaristas (o chefe de Estado é simbólico). Exemplo: o Reino Unido tem uma rainha, mas quem manda é o primeiro-ministro.
GRÃO-DUQUE
Título de príncipes soberanos em países como Áustria e Rússia, especialmente a partir de 1500. Pode ser ainda o líder de um grão-ducado - hoje, o único é Luxemburgo, do grão-duque Henri
EMIR
É um título de nobreza islâmico, primeiro ligado a militares e depois a homens poderosos. Cada país usa e um jeito - é até nome próprio! Apenas no Kuwait e no Catar, o emir é o chefe de governo
PAPA
Lidera a igreja católica, é bispo de Roma e comanda o Vaticano, território independente dentro na capital italiana. Ali, o papa manda nas esferas legislativa, executiva e judiciária


quinta-feira, 14 de julho de 2016

O FORMATO DAS NUVENS

Variações de umidade, circulação e temperatura do ar na troposfera - camada atmosférica que vai até 17 quilômetros de altura - determinam o formato e o tamanho das nuvens. As gigantescas estruturas que flutuam no céu se formam quando o ar quente sobe do solo carregando umidade em forma de vapor d'água. Quanto maior a altitude, mais essa massa de ar resfria, fazendo o vapor d'água condensar. As gotículas formadas nas alturas tendem a se aglomerar em blocos que, vistos de longe, se parecem com chumaços de algodão. A nuvem segue se desenvolvendo enquanto o ar que a forma for mais leve e mais quente que o ar que a rodeia. Ao longo desse processo, ela pode mudar de forma, de altitude e até mesmo despencar em forma de chuva.
Boa formaAparência e altitude determinam os tipos de nuvem classificados pela ciênciaALTOCUMULUS
ALTITUDE - 2 mil a 5 500 metros                                                                                    
FORMATO - Tufo arredondado com traços suaves e regulares. Geralmente é uma pequena nuvem que se agrupa sem perder o FORMATO - original, graças à estabilidade das correntes de ar
CIRROCUMULUS
ALTITUDE - 5 mil a 12 mil metros
FORMATO - Parecida com um grão branco, se junta a outras formando o "céu de carneirinho". São espaçadas em intervalos regulares e, às vezes, formam uma textura encrespada
LENTICULARIS
ALTITUDE - 2 mil a 7 mil metros
FORMATO - Tipo de altocumulus que se forma quando uma massa de ar sobe pela encosta de uma montanha. Chegando ao topo, ela se expande, resfria e fica pairando ao redor do pico
NIMBOSTRATUS
ALTITUDE - 600 a 5 500 metros
FORMATO - Densa e cinzenta, com aspecto uniforme e base dispersa. A luz do Sol nunca atravessa essa nuvem. É responsável por carregar - e descarregar - chuva e neve
CUMULUS
ALTITUDE - 600 a 900 metros
FORMATO - Tem base reta, contornos bem definidos e arredondados, e dura no máximo dez minutos. A partir daí, cresce ou se dispersa
COMO SE FORMA - Por correntes intensas de calor - quanto mais quente a corrente, mais definida é a forma da nuvem - provocadas, muitas vezes, por fogueiras e queimadas
STRATOCUMULUS
ALTITUDE - 600 a 2 mil metros
FORMATO - Camada de névoa com base bem definida. Aparece na forma de gomos ou rolos, contínuos ou com vãos entre eles. A cor vai do branco mais intenso ao cinza-escuro
GLÓRIA DA MANHÃ
ALTITUDE - Mil a 2 mil metros
FORMATO - Rolos de nuvens densos que chegam a ter mais de 900 quilômetros de comprimento e aparecem em poucos lugares, como o golfo Savannah, na Austrália
COMO SE FORMA - Uma das explicações mais prováveis é de que seja resultado da colisão entre correntes de brisa marítima
CIRRUS
ALTITUDE - 5 mil a 13 700 metros
FORMATO - Nuvem fina, de aparência fibrosa ou sedosa. Como se fosse um fio, de variadas grossuras, aparece bem alto, riscando o céu
COMO SE FORMA - Surge de nuvens como a cumulonimbus e até do vapor expelido pelo motor de aviões. Fica tão alta que os cristais de gelo que caem dela não chegam ao solo
CIRROSTRATUS
ALTITUDE - 6 mil a 13 mil metros
FORMATO - Parece um manto, fino e transparente, de textura fibrosa ou lisa. É difícil identificá-la, mas, quando a luz do Sol ou da Lua a atravessa, forma um halo inconfundível
ALTOSTRATUS
ALTITUDE - 2 mil a 7 mil metros
FORMATO - Cinzenta e uniforme. Por ser rarefeita, passa quase despercebida até o pôr ou o nascer do sol "pintá-la" com tons avermelhados
COMO SE FORMA Uma camada de ar quente se eleva rapidamente, esbarrando com uma frente fria, por exemplo. Acontece quando as correntes de ar estão mais estáveis
STRATUS
ALTITUDE - Até 2 mil metros
FORMATO - Camada cinzenta e plana que pode até ser transparente. No nível do solo, aparece em forma de neblina, mas pode se condensar e se transformar numa stratocumulus
CUMULONIMBUS
ALTITUDE - 600 a 14 mil metros
FORMATO - Nuvem de tempestade que cresce exageradamente, a ponto de as gotículas do topo virarem cristais de gelo
COMO SE FORMA - Quando uma cumulus acumula calor e umidade, cresce até o topo da troposfera, virando a maior nuvem de todas
- Quando a base fica escura, significa que a luz do Sol não é capaz de atravessar a nuvem
- Em latim, nimbus quer dizer chuva
- Estima-se que uma nuvem dessas tenha energia equivalente a dez bombas de Hiroshima


segunda-feira, 11 de julho de 2016

O SURGIMENTO DAS ILHAS

por Victor Bianchin | Edição 87
Depende do tipo: as vulcânicas surgem pelo acúmulo de lava e as continentais podem surgir pela erosão do solo ou pelo acúmulo de sedimentos. Também existem outros tipos menos comuns, como os atóis, que são formados quando recifes de coral se fixam sobre rochas submersas. Esses são os tipos mais comuns, definidos na escola como "pedaços de terra cercados de água por todos os lados", embora esse conceito não seja exato - nos continentes, por exemplo, existem pedaços de terra cercados por rios e lagos, mas que não são considerados ilhas. :-
LÁ VAI LAVA
Ação vulcânica subterrânea pode formar ilhas de diferentes maneiras
VULCÂNICA TRADICIONAL
O solo do fundo do mar é cheio de pontos quentes, locais em que o magma do interior da Terra pressiona a superfície do fundo do mar, formando vulcões. Esses vulcões no solo marítimo entram em erupção e, ao longo de milhões de anos, expelem lava, que se acumula e, ao ultrapassar a linha da água, forma uma ilha.
VULCÂNICA MONTANHOSA
O magma do interior da Terra também pode aproveitar brechas nas placas tectônicas para pedir passagem. Conforme o magma é expelido, ele forma cadeias montanhosas submarinas que vão crescendo e dão origem a ilhas. Essas cadeias submarinas, chamadas de dorsais meso-oceânicas, se estendem por todo o globo, mas formam poucas ilhas. A mais famosa é a Islândia.
VULCÂNICA DE CHOQUE
No fundo do mar, há áreas em que placas se chocam e uma desliza para baixo de outra. São as chamadas zonas de subdução. Conforme isso acontece, a pressão da placa que desce faz com que lava seja forçada para fora na placa que fica. Isso forma vulcões, que formam ilhas. Como o movimento das placas nas zonas de subdução é constante, as áreas onde elas ocorrem estão altamente sujeitas a terremotos e até tsunamis. O Japão foi formado por meio desse processo, que rola até hoje.
EM TERRA FIRME
Veja como ilhas são formadas dentro dos continentes
MAR
Um pedaço de terra do litoral do continente começa a sofrer erosão, provocada pela ação de correntes marítimas no local. O solo vai se desgastando e, com o tempo, o buraco é tão grande que um dos pedaços de terra se distancia do outro na superfície, apesar de continuarem unidos no fundo do mar
ÁGUA DOCE
Em rios e lagos, o acúmulo de resíduos como terra e areia vai gerando um monte de terra, que ganha altura e ultrapassa a linha da água, como na Ilha do Bananal (TO)


sexta-feira, 8 de julho de 2016

Poluição: Superfície da Terra está dominada por partículas de plástico

Carolina Cunha
Da Novelo Comunicação


A Terra é uma grande superfície de plástico. Restos de embalagens, sacolinhas de supermercado, garrafas pet, celulares, computadores, baldes, brinquedos, material de construção civil e outros produtos estão em todos os cantos do planeta, incluindo as profundezas dos oceanos e dos rios.
Uma pesquisa da Universidade de Leicester publicada em janeiro deste ano pela revista científica Anthropocene mostrou que desde a Segunda Guerra Mundial a humanidade já produziu plástico suficiente para revestir toda a Terra.
Ao ar livre, o sol se encarrega de quebrar os fragmentos de plástico em pedaços cada vez menores. No entanto, os polímeros que os compõem ficam na atmosfera. Segundo a pesquisa, boa parte dessa poluição está se espalhando pelo solo, ar e água em formato de grãos microscópicos altamente nocivos e que percorrem distâncias surpreendentes na superfície do planeta. Os grãos são encontrados nas cidades, na zona rural, nos oceanos, nas camadas polares e até em lugares remotos de todos os continentes.
O plástico tradicional é produzido a partir do petróleo. Nos últimos 50 anos, o consumo do material no mundo aumentou em 20 vezes. Cerca de 311 milhões de toneladas são produzidas a cada ano. Até o final deste século, a estimativa é que o planeta receba 30 bilhões de toneladas de plástico. O impacto no planeta será colossal, segundo os cientistas.
A capacidade de reciclagem do plástico é muito baixa se comparada a outros materiais como o vidro e o papel. Uma sacola plástica, por exemplo, pode demorar até 500 anos para se decompor na natureza. Já a garrafa pet pode demorar até 200 anos. Alguns polímeros são considerados praticamente indestrutíveis.
O estudo da Universidade de Leicester conclui que a presença dessas moléculas representa o marco de uma nova era geológica. A confirmação dessa tese poderá pôr fim ao período do Holoceno, que teve início há 12 mil anos, e marcar o início do Antropoceno.
A tese estudada por geólogos avalia se as atividades humanas estão alterando a geologia do planeta, como a radiação e as emissões de gases de efeito estufa. Segundo eles, o período Antropoceno já começou. E a presença de plásticos que alteraria o equilíbrio do planeta seria um dos motivos.
Quando muitos animais e plantas são extintos em pouco tempo, a geologia considera que o fenômeno significa o início de outra era. O termo “Antropoceno” foi criado em 2000 por Paul Crutzen, químico atmosférico ganhador do Prêmio Nobel. Ele significa que as mudanças que estão acontecendo na atmosfera são movidas pela ação humana.
As ilhas de plástico nos oceanos
No meio do Oceano Pacífico, entre a Califórnia e o Havaí, existe uma gigantesca ilha feita inteiramente de lixo. Seu nome é popularmente conhecido como o “Grande Depósito de Lixo do Pacífico”.
Com aproximadamente o tamanho da Inglaterra, a ilha é formada por pedaços minúsculos de plástico que foram arrastados para um ponto de convergência de diversas correntes marinhas. Grande parte dos resíduos do Atlântico e do Índico também acaba se dirigindo para o Pacífico.
Por causa das correntes e dos ventos, o lixo fica encurralado girando em uma espiral gigantesca. Além do lixo que boia na superfície, as manchas têm camadas de resíduos com até 10 metros de profundidade.
A China, Indonésia, Filipinas, Tailândia e Vietnã são os países que contribuem com mais da metade da quantidade de lixo plástico no oceano Pacífico. Um dos motivos é a falta de gestão de resíduos nesses países em desenvolvimento. Além da poluição e do descarte de resíduos em cidades nas costas, os rios também carregam o material para o mar.
Mas essa ilha de lixo não é a única. Existem pelo menos outros quatro lixões oceânicos similares, além de algumas formações menores nos dois extremos dos polos do planeta. Há estimativas de que 10% de todo o lixo plástico – algo como 91 milhões de toneladas anuais – acaba nos oceanos. Ao chegar aos mares, a maior parte do material acaba afundando, mas cerca de um terço do total é arrastado para essas zonas de atração.
Se o consumo continuar em 2050, estudiosos acreditam que haverá mais plástico nos oceanos do que peixes. A consequência para a fauna é desastrosa. Uma vez que o plástico entra na água, aves, peixes tartarugas, baleias, focas e outros seres podem confundir o material com comida. Muitos deles podem morrer sufocados.
Os plásticos menores são facilmente ingeridos por esses animais que se encarregam de disseminar a contaminação via cadeia alimentar. Como as ilhas de plástico têm alta concentração de poluentes orgânicos persistentes, com o pesticida DDT e dioxinas, a sua toxicidade é bastante alta. Até mesmo os plânctons comem as micropartículas e absorvem suas toxinas. Ao comer peixes que passaram por essas regiões, o ser humano ingere também os produtos tóxicos absorvidos pelos animais.
Como combater esse problema ambiental? Limpar a área completamente seria muito difícil. O ideal seria que países cuidassem do descarte de forma responsável. Para complicar, ainda não existe um acordo global ou uma negociação internacional para reduzir o problema. Um dos entraves é a discussão sobre de quem é a responsabilidade.
Por enquanto, o jeito mais fácil é reduzir o consumo de plástico. Por exemplo, não usar sacolinhas plásticas no supermercado ou evitar o uso de canudinhos e bebidas engarrafadas. Outras medidas seriam empresas inovarem em tecnologia e mudarem suas matérias-primas para materiais recicláveis.